ANITA BLAKE – 9° LIVRO – BORBOLETA OBSIDIANA

DE: LAURELL K. HAMILTON

BORBOLETA OBSIDIANA

    “De repente, toda a viagem pareceu muito mais atraente. Eu conheceria a casa de Edward. Seria capaz de conhecer sua vida pessoal, se ele tivesse uma. O que poderia ser melhor? Apenas uma coisa estava me incomodando.

     — Quando você disse que as famílias eram vítimas, não incluiu as crianças?

   — Estranhamente, não. — ele disse.

   — Bem, graças a Deus pelas bênçãos dos pequenos.

   — Você sempre fala com um toque suave, das crianças. — ele disse.

   — Será que você realmente não se incomoda ao ver uma criança morta?

   — Não.

   Eu apenas o ouvi respirar por um segundo ou dois, eu sabia que nada incomodava Edward. Nada mudou nele. Mas as crianças… Eu sabia que todo policial odiava ir a uma cena de crime em que a vítima era uma criança. Havia algo de pessoal sobre isso. Mesmo aqueles de nós sem filhos, ficava rígido. Isso em Edward não me incomodava. Engraçado, mas dessa vez me incomodou.

   — Incomoda a mim.

   — Eu sei. — ele disse — É um dos seus defeitos mais graves. — Havia uma ponta de humor na sua voz.

   — O fato de você ser um sociopata e eu não, é uma das coisas que me orgulho.

   — Você não tem que ser uma sociopata para me apoiar, apenas uma atiradora. E você é Anita. Você mata tão facilmente como eu, se as circunstâncias permitirem.

   Eu não tentei argumentar, porque não podia. Decidi me concentrar no crime, em vez de minha decadência moral.

   — Assim, Santa Fé tem uma grande população transitória.

   — Não é transitória. — Edward disse. — É móvel, muito móvel. Temos muito turismo, e muita gente entrando e saindo em uma base semipermanente.

   — Então ninguém sabe sobre seus vizinhos, ou seus horários.

   — Exatamente. — Sua voz era suave, vazia, com um segmento de cansaço, mas embaixo de disso tinha outra coisa. Um tom de algo.

   — Você acha que há mais corpos, apenas não encontrou ainda. — eu disse. Eu fiz uma declaração. Ele ficou quieto por um segundo, depois disse:

   — Você ouviu isso em minha voz?

   — Sim. — eu disse.

   — Eu não tenho certeza se gosto disso. Você pode me ler muito bem.

   — Desculpe. Vou tentar ser menos intuitiva.

   — Não se incomode. Sua intuição é uma das coisas que a manteve viva todo esse tempo.

   — Você está fazendo uma piada sobre a intuição das mulheres? — Eu perguntei.

    — Não, estou dizendo que você é alguém que trabalha com seu instinto, com suas emoções e não com a cabeça. É uma força para você, e uma fraqueza também.

    — Você acha que sou compassiva?

   — Às vezes, e às vezes você está tão morta por dentro como eu.

   Ouvi-lo no estado em que estava era quase assustador. Não que ele estivesse me igualando a ele, mas Edward sabia que alguma coisa tinha morrido dentro dele.”

(Traduzido por fãs).

OBSIDIAN  BUTTERFLY Ou, Borboleta Obdisiana Anita Blake, a caçadora de vampiros, é solicitada por seu amigo, Edward, para ajudá-lo a desvendar qual  força maléfica está mutilando os cidadãos de Albuquerque. Conhecer um pouco da vida secreta de Edward tornou a ida de Anita, para pagar essa divida mais interessante. Ela só não contava que tivesse que trabalhar com um perigoso serial killer, Olaf.  E um lindo índio americano… Assassino profissional, Bernardo.

QUER SABER MAIS? ACESSE: www.anitablake.com

Contato:

jugloxinia@uol.com.br

 

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