A MEDIADORA – 2° LIVRO – O ARCANO NOVE

DE:  MEG CABOT

O ARCANO NOVE

 “— Só que o padre Dominic se recusa a ver nosso “dom” do mesmo modo que eu. Para ele é uma oportunidade maravilhosa de ajudar pessoas necessitadas.

     É, está bem. Tudo bem para ele. Ele é um padre. Não é uma garota de dezesseis anos que, olá, gostaria de ter uma vida social.

    Se você me perguntasse, um “dom” teria algum lado positivo. Como uma força sobre-humana ou a capacidade de ler mentes, ou alguma coisa assim. Mas eu não tenho nada dessas coisas legais. Sou apenas uma garota comum de dezesseis anos — bem, certo, com uma aparência acima da média, se é que eu mesma posso dizer — que por acaso é capaz de conversar com os mortos.

   Grande coisa.

   — Suzannah — disse ele agora, muito sério. — Nós somos mediadores. Não somos… bem… exterminadores. Nosso dever é intervir a favor dos espíritos e guiá-los para seu destino definitivo. Fazemos isso através de orientação gentil e aconselhamento, e não desferindo um murro no rosto ou fazendo exorcismos.

     Ele ergueu a voz ao dizer a palavra exorcismos, mesmo sabendo perfeitamente que eu só tinha feito os exorcismos como último recurso. Quero dizer, tecnicamente isso foi culpa do fantasma, e não minha.

     — Certo certo, já chega — falei, levantando as duas mãos, num gesto meio de rendição. — De agora em diante vou experimentar do seu modo. Vou fazer a coisa gentilzinha.

     — Minha nossa! Vocês, da Costa Oeste… Com vocês é tudo tapinhas nas costas e sanduíches de abacate, não é?

     O padre Dominic balançou a cabeça.

    — E como você chamaria sua técnica de mediação, Suzannah? Cacetadas na cabeça e chaves de braço?

    — Muito engraçado, padre Dom. Agora posso voltar para a aula?

     — Ainda não. — Ele brincou mais um pouco com os cigarros, batendo com o maço como se fosse abri-lo. Este vai ser o dia. — Como foi o seu fim de semana?

     — Maneiro — falei. Levantei as mãos, com os nós dos dedos virados para ele. — Está vendo?

     Ele forçou a vista.

     — Santo Deus, Suzannah. O que é isso?

     — Sumagre venenoso. Foi legal ninguém ter me dito que isso cresce em tudo que é lugar por aqui.

     — Não cresce em toda parte. Só na floresta. Você esteve numa floresta neste fim de semana? — Então seus olhos se arregalaram por trás das lentes dos óculos. — Suzannah! Você não foi ao cemitério, foi? Não foi sozinha, pelo menos. Eu sei que você se acha invencível, mas não é totalmente seguro uma jovem como você andar por cemitérios, mesmo sendo uma mediadora…”

 

O ARCANO NOVE ­— Depois do primeiro episódio em que, Suzannah, quase destruiu a sua nova escola, e foi salva por Jesse, um fantasma gostosão.  Ela foi solicitada por um espírito para  dar um último recado,  antes dele partir. Mas enquanto ela fazia o seu trabalho, como mediadora, acabou por deparar com um rico empresário que se diz um vampiro. Ou seria ele um perigoso assassino? Jesse mais uma vez aparece para ajudá-la.

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  www.megcabot.com

Contato:

jugloxinia@uol.com.br

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