IRMANDADE DA ADAGA NEGRA – 5° LIVRO – AMANTE LIBERADO

DE: J. R. WARD

IRMANDADE DA ADAGA NEGRA 5° LIVRO – VISHOUS

 

       “—Não me sinto nada bem com esta calça de couro.

       Vishous levantou a vista do grupo de computadores. Butch Ou’Neal estava de pé na sala do Pit com um par de calças de couro sobre as coxas e uma expressão de deve estar brincando  no rosto.

      —Não ficaramm bem? —perguntou V a seu companheiro de quarto.

       —Esse não é o problema. Não se ofenda, mas são raros os que gostam de se vestir como os Village People —Butch levantou os fortes braços e caminhou em círculo, a luz refletindo-se em seu peito nu— Quero dizer, olha isso.

        —São para lutar, não para estar na moda.

      —Também são as saias escocesas, mas não me vê  enrolando um tartán.

      —E dou graças a Deus por isso. Tem as pernas muito arqueadas para pôr essa merda.

      Butch assumiu uma expressão aborrecida.

       —Me morda o traseiro.

       Eu gostaria, pensou V.

      Encolhendo os ombros foi em busca de seu pacote de tabaco turco. Enquanto tirava o papel para enrolar, depositava uma linha, e a atava até transformá-la em um cigarro, fez o que passava muito tempo fazendo: recordou a si mesmo que Butch estava felizmente emparelhado com o amor de sua vida, e que, mesmo que não estivesse, ele não jogava nesse time.

      Enquanto o acendia e inalava, tratou de não olhar o poli e falhou. Maldita visão periférica. Sempre acontecia o mesmo.

     Homem, era um estranho pervertido. Especialmente dado quão unidos estavam. Nos últimos nove meses se aproximou do Butch mais que a ninguém que tivesse conhecido em seus trezentos anos de vida. Morava com o macho, embebedava-se com ele, exercitava-se com ele. Tinha atravessado a morte, vida, profecias e destino com ele. Tinha-o ajudado a romper as leis da natureza para converter o cara de humano a vampiro, além disso o curava quando usava seu poder especial com os inimigos da raça. Também o tinha proposto como membro da Irmandade… e esteve a seu lado quando se emparelhou com sua shellan.

   Enquanto Butch passeava como se estivesse tratando de acostumar-se às calças de couro, V olhou fixamente as sete letras que estavam gravadas em suas costas em idioma antigo: MARISSA. V tinha gravado os dois A, e tinham ficado bem, apesar do fato de sua mão tremer todo o tempo.

     —Sim. —disse Butch— Não estou certo de que me assentam direito.

    Depois da cerimônia de emparelhamento, V tinha desocupado o Pit nesse dia para que o feliz casal tivesse privacidade. Foi-se cruzando o pátio do Complexo e se encerrou no quarto de hóspedes da mansão com três garrafas de Grei Goose. Embebedou-se até saturar-se, realmente, alagado como um cultivo de arroz, mas não tinha conseguido alcançar a meta de desmaiar. A verdade o tinha mantido implacavelmente acordado: V estava ligado a seu companheiro de quarto de uma forma que complicava as coisas mas que ainda assim não mudava nada.

    Butch sabia o que acontecia. Demônios, eram os melhores amigos, e ele podia ler V melhor que qualquer outra pessoa. E Marissa sabia porque não era estúpida. E a Irmandade sabia porque esses estúpidos fofoqueiros idiotas nunca o deixavam manter segredos.

    Todos estavam tranqüilos a respeito disso.

    Ele não. Não podia suportar as emoções. Nem a si mesmo.

      —Vai provar o resto do equipamento? — perguntou enquanto exalava — Ou quer se queixar um pouco mais pelas calças?

      —Não me provoque que soco você.

      —Por que se privar de seu passatempo favorito?

     —Porque estão começando a doer meus dedos. —Butch caminhou por volta de uma das poltronas e recolheu o arnês para o peito. Ao deslizá-lo pelos amplos ombros, o couro perfilou seu torso à perfeição— Merda, como fazem para que ajuste tão bem?

      —Tomei as medidas, recorda?

      Butch o fechou em seu lugar, se inclinou e passou a ponta dos dedos ao longo da tampa de uma caixa negra laqueada. Atrasou-se sobre as letras da Irmandade da Adaga Negra, logo riscou os caracteres na Antiga Língua que soletravam Dhestroyer, descendente de Wrath, filho de Wrath.

       O novo nome de Butch. A antiga e nobre linhagem de Butch.

      —OH, merda, abre-o. —V esmagou o cigarro, enrolou outro, e o acendeu. Homem, era bom que os vampiros não pudessem ter câncer. Ultimamente tinha estado fumando um após o outro como um criminoso— De uma vez.

     —Ainda não posso acreditar.

     —Só abre a condenada coisa.

     —Realmente não posso…

     —Abre-a. —a estas alturas, V estava suficientemente irritado para sair levitando da maldita cadeira.

      O poli acionou o mecanismo de ouro maciço da fechadura e levantou a tampa. Sobre uma base de cetim vermelho havia quatro adagas iguais de lâmina negra, cada uma precisamente calibrada para o físico de Butch, afiadas com um fio mortal.

    —Santa María, Mãe de Deus… são lindas.”

 (TRADUZIDO POR FÃS.) Disponibilização/Tradução/Pesquisa: Yuna, Gisa, Mare e Rosie. Revisão Inicial: Lu Avanço. Revisão Final: Danielle Aguiar. Formatação: Gisa. Projeto Revisoras  Traduções.

AMANTE LIBERADO – Vishous, um dos guerreiros da Irmandade da Adaga Negra, está em conflito com seus sentimentos por seu companheiro de quarto Butch. Conformado a achar que ninguém jamais conseguiria compreende-lo nem aceitar o seu lado sexualmente pervertido, se vê condenado a viver cada vez mais sozinho, enfiado em suas drogas, para esquecer suas magoas.   Até que por obra do destino acaba conhecendo a doutora Jane Whitman, chefe da equipe de trauma cardíaco,   quando dá entrada   numa emergência do centro médico por ter levado um tiro no coração. Enquanto Jane examina seu novo paciente, um homem de aspecto perigoso e sexy, suspeita que ele não seja de tudo humano. Enquanto que o contato da doutora,  parece que  o tranqüiliza. E, por sua vez, ela sente-se extremamente fascinada por ele. Jane não demora a descobrir que seu paciente não é outro, senão Vishous, a quem muitos chamam de «V», o vampiro mais inteligente da Irmandade da adaga negra. Mas o torturado passado deste homem  levou-o  a evitar todo tipo de intimidade com outro ser. A natureza de V o impede de deixar que alguém veja seu lado vulnerável, com exceção de Jane, pois tem a estranha sensação de que ela, e apenas ela, poderá compreendê-lo…

QUER SABER MAIS? ACESSE:   www.jrward.com

Volte sempre a,

VAMPIT.

J. P. Santos, agradece.

https://vampitdivulgalivros.wordpress.com.

Contato:

 jugloxinia@uol.com.br

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