A MEDIADORA – 6° LIVRO – CREPÚSCULO

DE: MEG CABOT

     “… – Você acha que este tal de Jesse gosta de ser fantasma?  Ficar por aí pela eternidade, olhando você viver sua vida, enquanto ele paira no fundo, nunca envelhecendo, nunca sentindo uma brisa do oceano no rosto, nunca provando de novo  uma torta de amoras. É esse tipo de vida que você quer para ele? Se for verdade você deve amá-lo muito.

       Senti o calor subindo em minhas bochechas.

      -Claro que não é isso que eu quero para ele – disse com intensidade. – Mas se a alternativa for nunca conhecê-lo… bem, também não quero isso. E ele também não quereria!

      -Mas você não perguntou, perguntou?

      -Bem, eu…

      -Perguntou?

      -Bem. – Olhei para baixo, incapaz de encará-lo. – Não. Não,  não perguntei.

      -Foi o que pensei. E também sei o motivo. Você tem medo do que ele diria. Tem medo que ele dissesse que preferiria viver.

      Levantei a cabeça rapidamente.

       -Não é verdade!

      -É sim, e  você sabe. Você tem medo que ele diga que prefereria viver o resto da vida como deveria, sem ter conhecido você…

      -Tem de haver outro modo! – exclamei. – Não pode ser simplesmente uma coisa ou outra. Paul disse algo sobre transferência de almas…

      -Ah – disse o Dr. Slaski. – Mas para isso você precisaria de um corpo disponível para tomar a alma que você quer transferir.

      Eu pensei sombriamente em Paul.

      – Acho que  conheço um – falei.

      Como se tivesse lido meus pensamentos, o Dr. Slaski disse:

      -Mas você não fará isso.

      Levantei as sobrancelhas.

      -Não?

       -Não – disse ele. Sua voz estava começando a ficar cada vez mais fraca. – Não fará. Ele faria. Se achasse que isso lhe renderia o que deseja.  Mas você, não. Você não é assim.

      – Sou –  disse com a maior ferocidade que pude.

      Mas o Dr. Slaski só balançou a cabeça de novo.

      -Você não é como ele. Ou como eu. Não precisa se chatear com isso.   É uma coisa boa. Você vai viver mais.

      – Talvez, – falei com lagrimas enchendo os olhos enquanto olhava para minhas mãos.  – Mas de que adianta, se eu não estiver feliz?

      O Dr. Slaski não falou nada por um tempo. Sua respiração havia ficado tão áspera que depois de uns minutos comecei a achar que ele estava roncando e levantei a cabeça, temendo que ele tivesse caído no sono.

      Mas não tinha. – Seu olhar continuava firme em mim.

     – Você ama esse rapaz? – perguntou finalmente. –  Jesse? – Assenti, incapaz de falar mais.

      -Há uma coisa que você poderia fazer – chiou ele. – Eu mesmo nunca tentei, mas ouvi dizer que pode ser feito. Não recomendo, claro. Provavelmente vai colocá-la numa sepultura antes do tempo, como eu estarei logo.

      Inclinei-me para a frente na cadeira.

      -O que é? – perguntei ansiosa. – Diga-me, por favor, eu faria qualquer coisa… qualquer coisa!

      -Quer dizer, qualquer coisa que não implique matar alguém –  disse o Dr. Slaski, e teve um ataque de tosse do qual pareceu demorar séculos para se recuperar. Por fim,    recostando-se na cama, depois dos horríveis espasmos que sacudiam seu corpo, ele chiou: – Quando você voltar…

      -Voltar? Quer dizer, no tempo?

      Ele não respondeu. Só olhou o teto.

      – Dr. Slaski? Voltar no tempo? É isso que o senhor quis dizer?

      Mas o Dr. Slaski não terminou a frase. Porque na metade dela seu queixo ficou frouxo,  os olhos se fecharam e ele caiu no sono.

     Ou pelo menos foi o que eu presumi…”

CREPÚSCULO – O último livro da série. – Suzannah  sente-se  ameaçada por Paul, que para poder ficar com ela, quer livrar-se de uma vez por todas de seu namorado, o fantasma Jesse.  Mas, só  quando Paul encontra um suvenir que poderá levá-lo ao passado e impedir que o assassino de Jesse, o mate,  Susy vê sua vida destruída.  Isso leva a ela procurar ajuda com o avô de Paul, esperando que ele possa impedir de algum modo, as loucuras de seu neto. Mas quando ele começa a dizer um modo para ajudar Susy, acaba tendo um mal súbito provocado por uma overdose, ficando impraticável sua ajuda. Então para Suzannah não resta nenhuma esperança para evitar que Jesse seja salvo por Paul e assim nunca poder conhecê-la. Susy se recusa a entregar os pontos, e luta até o final para manter o grande amor de sua vida…  um fantasma. Ou encontrar outra solução para viverem juntos, seja ela virando um fantasma também… ou,  nem que para isso seja  preciso um corpo, para trazê-lo de volta a vida. Mas esse é  um grande dilema para Susy. Seria ela tão sem escrúpulos quanto Paul, capaz de matar alguém para manter o grande amor de sua vida junto a ela?

QUER SABER MAIS? ACESSE:       www.megcabot.com

Volte sempre a,

VAMPIT.

J. P. Santos, agradece.

https://vampitdivulgalivros.wordpress.com.

Contato:

 jugloxinia@uol.com.br

GOSTOU?

DEIXE SEU COMENTÁRIO.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s