IRMANDADE DA ADAGA NEGRA – 7° LIVRO – AMANTE VINGADO

DE: J.R. WARD.

REHVENGE

     .

    ” … — Alguma vez ouviu falar de sepsis?

   — A banda de música alternativa? Claro, mas nunca me passou pela cabeça que você tivesse ouvido falar dela.

     Fuzilou-o com o olhar.

     — Sepsis como em uma infecção do sangue?

     — Hmm, queira inclinar-se sobre a escrivaninha um pouco e me desenhar um quadro explicativo? — seus olhos vagaram, descendendo por suas pernas — Acredito que o encontraria… Muito educativo.

     Se qualquer outro macho tivesse saído com esse tipo de linha, lhe teria esbofeteado até lhe fazer ver as estrelas. Infelizmente, quando era essa voz de barítono divina a que falava e esse olhar penetrante de ametista o que fazia o percurso, realmente não se sentia lascivamente manuseada.

     Sentia-se acariciada por um amante.

   Ehlena resistiu à urgência de um V8 em sua frente. Que demônios estava fazendo? Esta noite tinha um encontro. Com um agradável e razoável macho civil que não tinha sido outra coisa salvo agradável, razoável e muito civilizado.

   — Não tenho que lhe desenhar um quadro explicativo. — disse assinalando seu braço com a cabeça — Pode ver por si mesmo aí. Se isso não se curar, vai ficar sistêmico.

   E embora levasse roupas elegantes como o manequim sonhado por todo alfaiate, a fria capa cinza da morte não ficava bem.

     Ele manteve seu braço contra seus fortes abdominais.

     — Levarei em consideração.

    Ehlena sacudiu a cabeça e recordou a si mesma que não podia salvar às pessoas de sua própria estupidez só porque tinha uma bata branca pendurando dos ombros e a palavra ENFERMEIRA ao final de seu nome. Além disso, Havers ia ver isso em toda sua glória quando lhe examinasse.

     — Muito bem, mas vou tirar a leitura no outro braço. E vou ter que lhe pedir que tire a camisa. O doutor vai quer ver quão longe a infecção chegou.

     A boca de Rehvenge se elevou formando um sorriso enquanto alcançava o botão superior de sua camisa.

     — Continue assim e logo estarei nu.

     Ehlena afastou rapidamente o olhar e desejou com todas as suas forças poder considerá-lo um asco. Certamente lhe viria bem uma injeção de justa indignação que lhe ajudasse a defender-se dele.

     — Já sabe, não sou tímido. — disse com essa voz baixa tão sua — Pode olhar se quiser.

     — Não, obrigado.

     — Pena. — em um tom mais enigmático, acrescentou — Não me importaria que me olhasse.

    Enquanto o som da seda movendo-se contra a carne se elevava da mesa de exame, Ehlena revisou desnecessariamente seu histórico médico, voltando a verificar dados que eram absolutamente corretos.

     Era estranho. Pelo que as outras enfermeiras haviam dito, não se comportava com elas dessa maneira tão libertina. De fato, mal falava com suas colegas, e essa era parte da razão pela que ficavam tão ansiosas quando estavam com ele. Com um macho assim grande, o silêncio se interpretava como uma ameaça. Isso era um fato da vida. E isso antes que lhe acrescentasse a tatuagem e o moicano de caçador.

     — Estou preparado. — disse.

     Ehlena girou sobre si mesma e manteve os olhos fixos na parede junto à cabeça dele. Entretanto sua visão periférica funcionava verdadeiramente bem, e era difícil não sentir-se agradecida. O peito de Rehvenge era magnífico, a pele de uma quente cor morena dourada, com músculos que estavam definidos apesar de que seu corpo estivesse relaxado. Em cada um de seus peitorais tinha uma estrela vermelha de cinco pontas tatuada na parte superior, e sabia que tinha mais.

     Em seu estômago.

     Não é que o tivesse olhado.

     Era certo, porque na realidade, ficou embevecida.

     — Vai examinar-me o braço? — disse brandamente.

   — Não, isso o doutor fará. — esperou que voltasse a dizer “Pena”.

     — Acredito que já usei essa palavra suficientes vezes em sua companhia.

     Então o olhou nos olhos. Era desse estranho tipo de vampiro que podia ler as mentes dos de sua própria espécie, mas de algum jeito não lhe surpreendeu que este macho formasse parte desse pequeno e estranho grupo.

     — Não seja grosseiro. — lhe disse — E não quero que volte a fazer isso.

     — Sinto muito.

     Ehlena deslizou o punho do esfignomanômetro ao redor de seus bíceps, colocou o estetoscópio nos ouvidos, e tirou a pressão arterial. Entre os pequenos piff-piff-piff do globo ao inflar a manga para que estivesse ajustada, sentiu o fio nele, o tenso poder, e seu coração deu um salto. Estava particularmente incisivo esta noite, e se perguntou por que.

     Salvo que isso não era assunto dela, ou era?

  Quando liberou a válvula e o punho soltou um assobio comprido e lento de liberação, deu um passo atrás se afastando. Ele era simplesmente… Muito, por todos os lados. Especialmente nesse momento.

     — Não tenha medo. — sussurrou.

     — Não tenho.

     — Tem certeza?

     — Muita certeza. — mentiu.

     Mentia, pensou Rehv. Definitivamente tinha medo dele. Falando de pena…”


(Traduzido por fãs) Projeto Revisoras Traduções . Revisão do Espanhol: Gislene Baptista, Meli, Lu Avanço, Lucilene, Danielle e Camila. Revisão do Inglês: Lady Claire, Pri, Daiane Honori, Táai.. Revisão Final: Táai, Meli, Danielle, Kakau e Camila.. Formatação: Gisa

AMANTE VINGADO –  Nas sombras da noite em Caldwell, Nova Iorque,  um grupo secreto de poderosos guerreiros vampiros,  denominados de:  A Irmandade da Adaga Negra, que até para sua espécie, são considerados uma lenda, trava uma guerra mortal contra os inimigos de sua raça. Os Lesser. Que fazem de tudo para exterminá-los. Porém o desgaste da luta constante e a perda de alguns dos guerreiros, a Irmandade se vê enfraquecida, precisando resgatar novos aliados. Mesmo que esses não sejam guerreiros.

    Rehvenge  toca um mundo de escusos negócios, de natureza duvidosa. Entre: prostituição, corrupções e drogas. Mas aos olhos da sociedade, ele é um membro respeitável da nobreza.  Ele guarda não só esse segredo. Outro segredo muito maior, ele mantém escondido até mesmo de sua família. Que poderia fazê-lo um aliado poderoso contra os inimigos. Mas que também poderia custar a sua destruição ou a perda de sua liberdade.

    Mas, quando conspirações  ameaçam por fim a existência do grupo de guerreiros, Rehvenge terá que provar sua lealdade a Irmandade Mesmo que para isso, sua perigosa natureza tenha que ser revelada…

   E, a única luz que ilumina seu mundo de escuridão e que poderá  sustentá-lo, é Ehlena. Uma vampira que nunca conheceu a corrupção e traição… e a única pessoa que pode salvá-lo da destruição eterna.

QUER SABER MAIS? ACESSE:   www.jrward.com

J. P. Santos. https://vampitdivulgalivros.wordpress.com

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