A NIGHT HUNTRESS – 6° LIVRO – ONE GRAVE AT A TIME

DE:  JEANIENE FROST

     “…Então Elisabeth foi morta por um fanático homicida com um caso sério de aversão a mulheres. Eu sabia como era ser destacada por um fanático e isso me fez ainda mais simpática em relação a ela.

     – Sinto muito.

     Disse, dessa vez com mais sinceridade.

    – Porém Kramer teve o troco, espero que tenha sido longo e doloroso.

     – Não foi.

      Ela disse, com um tom de amargura em sua voz.

   – Ele caiu de seu cavalo e quebrou o pescoço instantaneamente ao invés de ser pisoteado e deixado para sofrer.

        – Não é justo.

    Concordei, enquanto pensava que pelo menos Kramer deve ter tido uma prova do seu próprio remédio no inferno.
Bones olhou longamente e de forma especulativa para Elisabeth.

     – Sabe bastante detalhes sobre sua morte, não é?

     Elisabeth encontrou seu olhar. Em seu estado meio nebuloso, seus olhos eram azuis médios, me fazendo pensar se eles haviam sido azuis escuros como os de Tate quando ela estava viva.

     – Sim, eu quem assustou o cavalo dele.

     Ela respondeu na defensiva, alheia ao trocadilho em suas palavras.

     – Eu queria vingança pelo que ele fez a mim, e para colocar um final às mortes de mais mulheres na cidade para onde ele esta viajando.

     – Bom para você.

    Falei imediatamente. Se ela esperava ser julgada, não tinha ouvido muito sobre mim. Ou Bones.

     – Gostaria de poder apertar sua mão.

     – Com certeza.

     Bones disse, erguendo seu uísque em saúde.

     Elisabeth olhou fixamente para nós dois por algum tempo. Então, muito lentamente, ela se ergueu e flutuou, estendendo sua mão para mim.

     Eu me mexi automaticamente. Acho que ela não sabia o que era uma afirmação metafórica. Então estendi a mão, me lembrando de que isso não era diferente das outras vezes em que deixava fantasmas passarem através de mim em cumprimento. Mas quando a mão dela se fechou sobre a minha, aquele sentimento comum de formigamento seguindo pelos meus dedos batendo direto através dela não aconteceu. Inacreditavelmente, um aperto gelado retribuiu o cumprimento, consistente como minha própria carne.

     – Filha da puta!

     Exclamei, dando um pulo e ficando de pé. Meu gato sibilou e saltou para o lado do sofá, rancoroso por ter sido tirado de onde estava.

    De repente, Elisabeth estava de pé na minha frente em cores vibrantes, como se ela tivesse mudado de um canal distorcido para um em alta definição. Seu cabelo, que eu pensei ser de um marrom indefinido, brilhava com ricas mechas castanhas e seus olhos eram de um azul tão profundo que pareciam o oceano à meia-noite. Suas bochechas tinham um tom rosado, destacando uma complexidade que só podia ser descrita como pêssegos e creme.

     – Inferno sangrento.

     Bones balbuciou, também se levantando. Esticou a mão para segurar o braço de Elisabeth, sua expressão espelhando meu choque quando seus dedos se fecharam ao redor de carne sólida ao invés de passar através de energia vaporosa.

     – Eu disse para vocês que alguns da minha espécie são mais fortes que outros.

     Fabian murmurou de trás de Elisabeth.

  Você não estava brincando, não é? Pensei de forma entorpecida, incapaz de parar de apertar a mão muito gelada de Elisabeth, dedos muito firmes para verificar mais uma vez que ela era realmente sólida.

     Mas logo depois de eu fazer isso, senti um estalo de energia no ar, como se um balão invisível tivesse estourado. Alfinetadas e agulhadas eclodiram na minha pele enquanto a mão que eu estive segurando desaparecia. Logo em seguida, a aparência de Elisabeth voltou a ter cores opacas e o braço que Bones esteve segurando se desfez sob sua mão, deixando seus dedos curvados – como os meus estavam – ao redor de nada mais do que um contorno transparente de carne que não estava mais lá.

     – O máximo que posso me fundir em forma sólida são alguns poucos minutos, mas é muito desgastante.

    Elisabeth disse, como se o que ela tinha feito não fosse incrível o suficiente.

     – Porém Kramer é mais forte que eu.

   Senti como se meu cérebro ainda estivesse brincando de pega-pega por tudo que acabei de testemunhar.

     – Kramer? Você disse que ele morreu séculos atrás.

     – Morreu.

     Elisabeth respondeu com uma raiva assustadora.

   – Porém toda véspera do dia de Todos os Santos*, ele caminha.

    Se um pino tivesse caíno na sala, teria quebrado o silêncio repentino com o mesmo efeito de uma bomba. Eu tinha uma boa ideia do que Elisabeth queria dizer com ―ele anda,‖ mas porque era muito absurdo para eu imaginar, tive que ter certeza.

   – Você está dizendo que depois que o imbecil homicida morreu, Kramer se tornou um fantasma que pode andar por aí em carne sólida todo Dia das Bruxas?

     Elisabeth franziu com o termo imbecil, mas ela focou no resto da minha pergunta sem hesitação.

     – Até onde sei, somente nas últimas décadas Kramer tem sido capaz de se manifestar em carne uma noite inteira.

     – Porque só na noite do Dia das Bruxas?

     Claro, é o momento em que a muitas pessoas celebram a ideia de fantasmas, ghouls, vampiros e outras criaturas, mas a maioria deles não acredita que essas criaturas existam.

    – É o momento em que a barreira entre os mundos está mais fina, – Bones respondeu. – A celebração do Samhain vem de muito antes de os humanos fazerem de doces e fantasias um feriado nada a ver.

     Elisabeth contorceu a boca.

     – Kramer não percebeu a ironia em ser fortalecido por uma noite dedicada ao que ele uma vez considerou um culto herege.

     Ele ainda acredita estar agindo ao lado de Deus, como se o Todo Poderoso não tivesse deixado claro que Ele não quer ter nada a ver com o Kramer.

     – E o que ele faz no Dia das Bruxas?

     Eu aposto cada gota de sangue no meu corpo que Kramer não o passa brincando de doçura ou travessura.

     – Ele extrai ―confissões‖ de bruxaria de três mulheres que ele coage um cúmplice humano a sequestrar, e então ele as queima vivas.

     Elisabeth respondeu, um espasmo de dor cruzando seu rosto.
É oficial. Agora eu queria matar um fantasma, uma noção que eu descartei como improvável apenas vinte minutos atrás. O problema era, matar vampiros e ghouls era minha especialidade. Não pessoas que já estavam realmente mortas…”

ONE GRAVE AT A TIME – Ou, Uma Sepultura de vez. –  Cat Crawfield e Bones são surpreendidos por uma visita inusitada. Elizabeth. Uma antiga conhecida de Fabian, o fantasma, adotado por eles.

Elizabeth fora morta por um caçador de bruxas séculos atrás. E  ela acaba  matando seu assassino, para evitar que ele continue com suas atrocidades e por pura vingança.

Porém,  o tiro saiu pela culatra quando Heinrich Krames, após a morte, se torna um espírito poderoso e perverso. Que em todo Halloween, ele assume forma física para torturar mulheres inocentes antes de queimá-las vivas.

Cat utilizará da habilidade de canalizar espíritos que adquiriu quando evitava uma guerra do submundo em Nova Orleans, de Marie, a Rainha do Vodu. Para enfrentar o temível espírito de Krames.  Mas Cat e Bones terão que ter cuidado quando forem tentar enviá-lo de volta para o outro lado da eternidade para sempre. Um passo em falso e Cat e Bones podem cavar suas próprias sepulturas de vez.

Mas, como você envia um assassino para a sepultura quando ele já está morto?

OBS:  A série Huntress Night with Cat e Bones, intitulado Up from the Grave  será liberando 28 de janeiro de 2014.

QUER SABER MAIS? ACESSE:   http://jeanienefrost.com/

volte sempre a:

VAMPIT

J. P. Santos. Agradesce.

https://vampitdivulgalivros.wordpress.com

Contato:

jugloxinia@uol.com.br

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