IRMANDADE DA ADAGA NEGRA – 8° LIVRO – AMANTE MEU

DE: J. R. WARD

JOHN MATTHEW

 

     “Enquanto os Irmãos se moviam silenciosamente pela casa, Qhuinn segurou a mandíbula do assassino. – Nós estamos procurando por uma mulher. E você pode fazer essa merda mais fácil para você, se você nos disser onde ela está.

     O lesser franziu a testa… e, lentamente, moveu os olhos para cima.

     Isso era tudo que John precisava.

  Ele pulou para a frente, agarrando a mão de Blay e empurrou-a para baixo até o assassino. Como a posse mudou de mãos, John pulou e correu através de uma sala de jantar e uma sala da frente. A escadaria era ampla e acarpetada, o que significava que ele tinha uma excelente tração quando pulava três degraus de cada vez. Quanto mais alto ele ia, mais seus instintos gritavam.

      Xhex estava na casa.

     Assim que ele chegou ao topo, V e Rhage apareceram em sua frente, obstruindo o caminho.

      – A Casa está vazia…

    John interrompeu Rhage. Ela está aqui. Ela está aqui em algum lugar. Eu sei disso.

    Rhage pegou seu braço. – Vamos descer e perguntar ao assassino. Descobriremos mais assim…

       Não! Ela está aqui!

   Vishous deu um passo na frente de John, seu olhar diamantino brilhante. – Ouça-me, meu filho. É melhor você voltar lá para baixo.

     John apertou os olhos. Eles não só queriam que ele ficasse lá em baixo. Eles não queriam ele aqui.

       O que você achou. Nenhum respondeu. O que você achou?

     Fugindo de ambos, ele ouviu Rhage amaldiçoar quando V pulou na frente de uma porta.

     A voz de Hollywood era oca. – Não, V, deixe-o ir. Apenas deixe-o… Ele já odeia Lash o suficiente para uma vida.

     O olhar de V brilhou como se ele fosse argumentar, mas depois ele pegou um cigarro enrolado à mão do casaco e se afastou com uma maldição.

     Com sua nuca tão tensa como um punho, John irrompeu através da porta e derrapou até parar. A tristeza na sala era um limiar tangível que ele tinha que ultrapassar, o seu corpo penetrando a parede de fria desolação apenas porque ele forçou seus pés para frente.

     Ela havia sido mantida aqui.

     Xhex havia sido mantida aqui… e ferida aqui.

     Seus lábios se separaram e ele respirava através de sua boca enquanto seus olhos traçaram os arranhões nas paredes. Havia legiões delas, juntamente com manchas pretas… e outras de sangue seco.

     Que eram de um profundo carmesim.

   John aproximou-se e passou as mãos para baixo por uma ranhura que era tão profunda, que o papel de parede de seda havia dado lugar ao sarrafo e gesso abaixo.

     Suas inalações ficaram mais fortes e as exalações mais curtas na medida em que ele andou ao redor do cômodo. A cama era uma confusão absoluta, as almofadas espalhadas no chão, o edredom emaranhado…

     Havia sangue nele.

     Estendendo a mão, ele pegou um dos travesseiros e segurou-o delicadamente. Trazendo até o seu nariz, ele inalou… e capturou uma versão mais forte do que o que ele sonhou toda a noite: o cheiro de Xhex.

    Seus joelhos enfraqueceram e ele caiu como uma pedra através da água parada, caindo ao lado do colchão. Enterrando o rosto na suavidade, ele a puxou para si, sua fragrância como uma memória persistente, ao mesmo tempo tangível e indescritível.

     Ela tinha estado aqui. Recentemente.

  Olhou para os lençóis ensanguentados. As paredes ensanguentadas.

     Ele chegou tarde demais.

    A face de John ficou molhada e ele sentiu algo escorrer por seu queixo, mas ele não deu a mínima. Ele foi consumido com a ideia de que ele tinha estado tão perto de salvá-la… mas não cedo o suficiente.

     O soluço que irrompeu em sua garganta realmente fez um som.

   Por toda a sua vida, o coração de Xhex não tinha sido propenso a quebrar. Ela havia suspeitado por muito tempo que era um resultado de seu lado symphath, uma espécie de condição congênita que a endureceu para as coisas que faziam a maioria das mulheres perderem seus corações.

     Resultou estar errada, no entanto.

   Enquanto ela ficava ao lado de John Matthew, e viu seu enorme corpo se curvar para baixo ao lado da cama, o órgão que bateu atrás de seu esterno quebrou como um espelho.

     Nada além de estilhaços.

    Ela estava totalmente e completamente em ruínas enquanto ele embalava o travesseiro como se fosse um recém-nascido e, neste momento de desespero, ela teria feito qualquer coisa para aliviar sua dor: Mesmo que ela não tivesse ideia de por que ele sentia do jeito que ele tão claramente sentia, as razões não eram importantes.

      Seu sofrimento foi supremo.

   Enfraquecendo, ela se ajoelhou ao lado dele, seus olhos enviando a trágica imagem que foi diretamente ao núcleo de seu cérebro.

    Sentiu como se séculos tivessem passado desde que ela o tinha visto, e Deus, ele ainda era tão belo – ainda mais do que ela se lembrava de seus momentos de calma. Com seu perfil forte, duro e seus extraordinários olhos azuis, seu rosto era de um guerreiro, e ele tinha o corpo enorme combinando, a largura de seus ombros sendo três dela. Todas as suas roupas eram de couro, exceto a camiseta sob seu casaco e seu cabelo era essencialmente raspado, como se houvesse acabado importando-lhe uma merda e o houvesse cortado com uma máquina zero.

     Havia sangue de lesser na frente de sua jaqueta e na camisa.

    Ele matou esta noite. E talvez tenha sido por isso que ele a encontrou.

     Bem, quase a encontrou.

     – John? – Uma voz masculina disse suavemente.

    Ela olhou para a porta, mesmo se ele não o fez. Qhuinn estava com os Irmãos Rhage e Vishous, tendo se juntado a eles há pouco.

     De uma forma ausente, ela observou o choque no rosto dos Irmãos… e teve a sensação de que eles não sabiam que havia qualquer ligação séria entre ela e John. Eles sabiam agora, no entanto. Alto e claro.

     Quando Qhuinn entrou e se aproximou da cama, seu tom de voz continuou a ser gentil.

   – John, nós estivemos aqui por meia hora. Se vamos interrogar o lesser lá embaixo sobre ela, é preciso movê-lo malditamente rápido. Não queremos fazer aqui e eu sei que você quer estar a cargo das coisas.

     Oh, Deus… não…

     – Me leve com você – sussurrou Xhex desesperadamente. – Por favor… Não me deixe aqui.

     De repente, John olhou para ela, como se tivesse escutado sua súplica.

      Exceto que não, ele estava apenas olhando através dela para o seu amigo.

     Enquanto ele concordava, ela memorizou seu rosto, sabendo que era a última vez que o veria. Quando Lash descobrisse sobre o arrombamento, ele iria matá-la sem hesitar ou levá-la para outro lugar… e as chances eram boas de que ela não sobrevivesse tempo suficiente para ser encontrada novamente.

     Erguendo a mão, mesmo que isso não adiantasse, ela colocou do lado do rosto de John e passou o polegar para trás e para frente sobre o rastro de suas lágrimas. Ela imaginava que quase podia sentir o calor de sua pele e umidade nas bochechas.

     Ela teria dado qualquer coisa para poder envolvê-lo em seus braços e mantê-lo perto. Mais ainda para ir com ele.

     – John… – ela resmungou – Oh, Deus… Por que você está fazendo isso para si mesmo.

     Ele franziu a testa, mas sem dúvida que foi por causa de algo Qhuinn estava dizendo. Exceto que, quando ela levantou sua mão, ele colocou a própria mão onde ela havia tocado.

     Embora fosse apenas para enxugar suas lágrimas, apesar de tudo.

     Quando ele se levantou, levou o travesseiro com ele, e ele passou diretamente através dela.

     Xhex o viu se retirar, seu sangue trovejando em seus ouvidos. Esta foi, de certa forma, um eco do processo de morte, ela pensou. Pouco a pouco, centímetro por centímetro, o que a amarrou à vida estava indo embora, partindo, desaparecendo. Com cada passo que John dava em direção à porta, sua respiração estava evaporando em seus pulmões. Seu coração estava parando. Sua pele estava ficando fria.

    Sua chance de resgate estava indo embora. Sua chance de…

     Foi então que ela soube o que havia lutado durante tanto tempo, e pela primeira vez, ela não sentia nenhuma inclinação para esconder suas emoções. Não era preciso. Embora ele estivesse com ela, ela estava totalmente sozinha e separada dele, mas mais importante, sua própria mortalidade esclareceu suas prioridades.

     – John – disse ela baixinho.

     Ele parou e olhou por cima do ombro em direção à cama.

     – Eu te amo.

     Seu belo rosto contorceu com a dor, e ele esfregou o meio do peito, como se alguém pegasse seu coração e o espremesse até estar morto…’

(Traduzido por fãs) Comunidade Traduções dos Livros

AMANTE MEUNas noites de Caldwell, Nova York, a Irmandade da Adaga Negra, é um grupo de guerreiro  vampiros nascidos para defender sua raça de seus inimigos.

John Matthew era mudo, e desde que foi encontrado vivendo entre humanos desconhecia sua natureza vampira. Mesmo depois de ser acolhido pela Irmandade, ninguém pode imaginar qual a sua verdadeira história. Darius tinha regressado. Porém com um rosto diferente e um destino muito distinto. Mas nem mesmo o John sabia. Isso, porém não o impediu de tomar a guerra dentro de seu coração como uma cruel vingança pessoal.

Mas ao conhecer Xhex, uma assassina vampira meio-symphath, que trabalha de segurança no ZeroSum, clube de Revanche, ele senti uma atração por ela,  mas pensa não ser correspondido. Por outro lado Xhex resiste à atração que sente por ele,  por ter perdido um amante no passado, ao tentar salvá-la quando ela se encontrava em perigo. Então ela promete a si mesma, que não permitirá que ele caía preso na escuridão de sua retorcida vida.

Porém, quando em uma missão de resgate numa comunidade de “symphat”, Xhex desaparece debaixo dos narizes de vários Irmãos. Alguns especulam que ela poderia ter sido raptada pelo povo de sua raça, os “symphat”. Mas John desconfia que seu antigo colega Lash, que já era desde o inicio seu inimigo, e que agora se tornara inimigo mortal de todos os vampiros, um Lesser, a tenha raptado. Usando um tipo qualquer de magia que a deixa invisível aos seus olhos.

Inconformado com o seu sumiço ele passa a procurar desesperado por ela. Até que o destino intervém, e os dois descobrem que o amor, assim como o destino, é inevitável entre almas emparelhadas.

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VAMPIT

J. P. Santos. Agradesce.

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