SENHORES DO SUBMUNDO – 1° LIVRO – DARKEST NIGHT

DE: GENA  SHOWALTER

MADDOX – DEMÔNIO DA VIOLÊNCIA

 

      “… Ashlyn inalou bruscamente uma baforada de ar. Tinha sido uma carícia involuntária erótica que a derreteu por dentro. Até que, ao fim de um instante, ele apertou e quase lhe fez mal.

    —Por favor —sussurrou Ashlyn, e ele a soltou. Ela piscou da surpresa. Sem seu toque, se sentia. .. desprovida de algo?

     —É perigoso —disse ele, em húngaro. Não estava segura de se referir a si mesmo ou a ela.

    —É um deles? —lhe perguntou brandamente sem mudar de idioma. Não tinha nenhum motivo para deixar que ele soubesse que falava os dois.

     —A que se refere? «Um deles»? —inquiriu ele em inglês.

     —Eu… eu… —Ashlyn não podia falar.

     A fúria se apropriou dos traços de seu interlocutor, mais fúria do que ela tivesse visto algum dia no rosto de ninguém. Irradiava de todos os poros de seu corpo. Ainda de joelhos, ele se afastou um pouco dela.

     —O que está fazendo neste bosque, mulher? E não me minta. Saberei, e você não gostará de minha resposta.

   ─Estou procurando os homens que vivem no topo dessa colina.

     —Porquê?

     ─Necessito de ajuda.

     —Realmente? No que?

   Ela abriu a boca para dizer… O que? Não sabia. Na realidade, não tinha importância. Ele a deteve movendo a cabeça rapidamente.

     —Não importa. Não é bem-vinda, assim, sua explicação não tem relevância. Volta para a cidade. Não vai receber o que veio procurar.

     —Mas… mas…

     Ashlyn não podia permitir que a empurasse. Necessitava dele. Já estava espantada pela idéia de perder o silêncio.

     — Quero ficar com você. Por favor. Só um momento. Até que aprenda a controlar as vozes por mim mesma.

    Em vez de aplacá-lo, sua súplica o encolerizou mais. Ele apertou a mandíbula.

     —Seus balbuceios não vão me distrair. É uma isca. Tem que ser. De outro modo, teria saído correndo ao me ver, de puro medo.

     —Não sou nenhuma isca —fosse o que fosse uma isca. — Lhe juro isso. Nem sequer sei do que está falando.

     Um segundo depois, ele a agarrou pela nuca e a puxou para um raio de lua. Não lhe fez mal; pelo contrário, Ashlyn sentiu uma suave descarrega elétrica. Seu estômago se encolheu.

     Ele não disse nada, só a estudou com uma intensidade que se aproximava da crueldade. Ela também o observou, horrorizada ao ver que começava a aparecer algo… a girar, a se materializar sob sua pele. Era um rosto. Outro rosto. Seu pulso se acelerou.

   «Não pode ser um demônio, não pode ser um demônio. Conseguiu que as vozes se calem. Seus amigos e ele têm feito coisas maravilhosas pela cidade. É só um efeito da luz».

     Embora ainda pudesse ver os traços de Maddox, também via a sombra de alguém mais, de algo mais. Tinha olhos vermelhos, brilhantes, maçãs do rosto cadavéricos. Dentes afiados como adagas.

    «Por favor, que seja um efeito da luz». Mas, quanto mais olhava o rosto esquelético, menos podia acreditar que fosse uma ilusão.

    —Quer morrer? —perguntou Maddox, ou o esqueleto. A voz foi gutural, parecida com o grunhido de um animal.

     ─Não.

   Possivelmente ele a matasse, mas ela morreria com um sorriso. Dois minutos de silêncio tinham mais valor que toda uma vida de ruído. Assustada e, ao mesmo tempo, decidida, elevou o queixo.

     —Necessito que me ajude. Me diga como posso controlar meu poder e partirei agora mesmo. Ou deixe ficar com você e aprender como se faz. Ele a soltou.

     —Vai chegar a meia-noite. Tem que se afastar de mim todo o possível.

     Assim que pronunciou a última palavra, franziu o cenho.

   — Muito tarde! Dor está me procurando. Se afastou dela enquanto a máscara cadavérica seguia reverberando sob sua pele. —Corre. Volta para a cidade. Agora!

    —Não. —respondeu Ashlyn. Só uma parva escaparia do céu, embora aquele pedaço de céu possuísse um rosto transparente recém saída do inferno. Maddox amaldiçoou entre dentes enquanto puxava as duas adagas para tirá-las do tronco da árvore. Depois se pôs em pé. Deu dois passos para trás.

     Ashlyn se apoiou na árvore e também ficou em pé. Queria gritar de desespero.

     Três passos, quatro.

     —Aonde vai? Não me deixe aqui sozinha!

     —Não tenho tempo para te levar a um lugar seguro. Terá que o encontrar você mesma. Não volte para esta colina, mulher. Da próxima vez não serei tão generoso.

     —Não vou. Vou te seguir, seja aonde for.

     Era uma ameaça que pensava cumprir.

   —Posso te matar aqui mesmo, isca, como deveria fazer. Então, como vai me seguir?

     —Acredite em mim, preferiria isso a que me deixe sozinha com as vozes.

    Uma maldição, um assobio de dor. Ele se dobrou para frente.

   Ashlyn correu para ele. Posou a mão sobre suas costas e procurou alguma ferida. Algo que pudesse dobrar aquele colosso devia ser insuportável. Entretanto, ele a afastou, de um tapa, e ela cambaleou pela força inesperada com que a tinha empurrado.

     —Não —disse ele. — Não me toque.

     —Está ferido? Posso te ajudar… eu…

     —Parte ou morrerá.

     Ato seguido, ele deu a volta e desapareceu na escuridão.

    Um murmúrio invadiu a mente de Ashlyn, como se tivesse estado esperando a marcha daquele homem. Parecia mais alto que nunca, mais ensurdecedor, depois do precioso silêncio.

     Cambaleando na mesma direção que tinha tomado Maddox e tampando os ouvidos, Ashlyn sussurrou!

     —Espera. Espera, por favor.

     Seu pé se enredou com um ramo quebrado, e caiu ao chão. Sentiu uma aguda dor no tornozelo, e choramingando, ficou engatinhando e começou a se arrastar. Tinha que alcançá-lo. O vento soprava contra ela, tão afiado como as navalhas de Maddox. Uma e outra vez, as vozes clamavam.

     —Por favor. Por favor —gemeu ela.

    De repente, Maddox estava a seu lado outra vez, e as vozes sossegaram.

    —Estúpida isca —disse ele, como se cuspisse as palavras. — Estúpido guerreiro.

     Com um grito de alívio, ela se abraçou a ele com força. Tinha as bochechas cheias de lágrimas geladas.

     —Obrigada. Obrigada por voltar. Obrigada.

    Escondeu a cabeça em seu pescoço, tal e como tinha querido fazer antes.

     —Acabará por lamentar tudo isto —afirmou ele, e a pôs sobre o ombro como se fosse um saco.

   A Ashlyn não importou. Estava com ele, as vozes tinham cessado, e isso era tudo o que importava.

     Maddox se pôs em movimento a toda pressa, manobrando entre as árvores fantasmais. De vez em quando, grunhia de dor. Ashlyn começou a lhe pedir que a deixasse no chão para o liberar de sua carga, mas lhe apertou a coxa para ordenar em silêncio que se calasse. Finalmente, ela relaxou contra seu corpo e se limitou a desfrutar do passeio. Oxalá tivesse durado…”

(Traduzido por fãs.) Disponibilização: Guardian Secrets. Tradução e Formatação: Gisa. Revisão. Inicial: Rosilene. Revisão Final: Danielle. Projeto Revisoras Traduções.

DARKEST NIGHT – Ou, A Noite Mais Escura. – Maddox um dos Senhores do Submundo, um guerreiro imortal guardião do demônio da Violência. Amaldiçoado a morrer todas as noites por Rays, o demônio da Ira. E levado para o inferno por Lucien, o demônio da Morte, para acordar na manhã seguinte sabendo que irá morrer novamente, na virada da noite.

Uma mortal sofre como o inferno por causa de seu Don, em poder escutar vozes do passado. Um poder além da imaginação, Ashlyn Darrow.  Há rumores de que existem homens que possuem poderes sobrenaturais  e que possam lhe ajudar. Mas, há rumores também, de que eles sejam demônios que vagam sobre a terra. Mas ela precisa ariscar. Viaja até Budapeste na esperança de se livrar de vez de sua maldição. Porém, ela não contava que iria encontrar o mais  dos violentos de todos os imortais, o mais perigoso dos guerreiros. Maddox.

Maddox acreditando ser ela uma isca, enviada por seus inimigos, os caçadores. Que estava tentando penetrar a fortaleza dos Senhores,  Parte para eliminá-la. Porém, ao contato com a mulher sua reação é inesperada. Acalma o seu demônio, diminui suas torturas. Enquanto que,  no caso dela, as vozes se calam, que até então nunca a tinham deixado. Acendeu subitamente a chama de uma paixão. Irresistível a cada toque, a cada caricia. Mas, eles terão que enfrentar a maior e a mais terrível prova de amor. Como reagiria Ashlyn ao descobrir, como Maddox era violentamente morto, todas as noites, por seus supostos amigos? E ela, seria realmente uma isca?

QUER SABER MAIS? ACESSE:

http://members.genashowalter.com.

Volte sempre a,

VAMPIT.

J. P. Santos, agradece.

https://vampitdivulgalivros.wordpress.com.

Contato:

 jugloxinia@uol.com.br

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