NIGHT HUNTRESS WORLD – 01 -FIRTS DROP OF CRIMSON

DE: JEANIENE FROST

SPADE

 

     “…Spade desceu para o primeiro andar, imaginando que encontraria Denise na cozinha. Ela tinha comprovado ter um apetite voraz independente de seu humor. Todas as suas residências tinham uma cozinha para garantir que os membros humanos de sua linha fossem bem alimentados. Henry, o chef de sua casa em St. Louis, tinha estado mais ocupado desde que Spade chegou com Denise.

     – Criador, –  Henry disse ao Spade.

     Ver a reação da Denise divertiu o Spade. Ela estava de costas para ele, mas o endurecimento de seus ombros foi evidente. Seu título entre os membros de sua linhagem deixava Denise desconfortável. Isso não incomodava Spade. Afinal de contas, ele já foi chamado de algo mais formal quando ele era humano.

     – Henry – Spade acenou para o jovem homem antes de sentar perto de Denise na mesa da cozinha. Pela aparência do prato dela, ela esteve comendo lasanha, com muito alho. Ele reprimiu um sorriso. Cat tinha contado muito sobre vampiros para Denise, mas não tudo.

     Spade pegou um pedaço de alho levemente frito do prato dela e comeu, fazendo questão de fazer som de êxtase fingido.

     – Ah, Henry, delicioso. Eu vou pegar um prato pra mim.

     – Isso não vai te fazer mal? –  Denise perguntou surpresa.

     Ele se manteve sem expressão. – Eu posso comer comida sólida. Apenas prefiro não comer, na maioria das vezes.

     – Não isso.-  Denise balançou a mão. – Alho. Não faz mal para vampiros?

     – Realmente não. Essa é uma das razões que eu aprecio tanto visitar a Itália. Não se pode dobrar uma esquina sem dar de cara com uma veia temperada cheia desse sabor delicioso.

  Spade lambeu os lábios. Denise viu e empalideceu, empurrando seu prato. Esse foi o máximo que ele aguentou conter sua risada.

     – Eu tenho um presente pra você, –  ele disse, como se ele nem tivesse percebido a reação dela. O olhar dela ficou coberto de suspeita.

    – Por quê?

    Ela realmente precisava trabalhar sua habilidade de atuação. Nenhum humano novo em sua linha usaria esse tom com ele, especialmente com outros ao redor.

     Ele se levantou. – Venha.

    – Criador, você ainda gostaria da comida? – Henry perguntou.

    Spade estendeu a mão para Denise. Ela parou. – Mantenha a comida quente pra mim,-  ele disse para Henry, e endureceu o olhar para Denise. Pegue-a, ele disse pra ela bem baixinho.

     Ela colocou sua mão na dele. Ela estava quente, quase febril, exceto que não havia indícios em seu olhar que indicassem doença. Não, eles estavam brilhando com irritação por causa do seu jogo de poder.

   Spade ignorou isso, segurando sua mão e puxando ela da cadeira. Ele não a soltou quando ela já estava de pé, apesar de ela ter dado um puxão.

    – Vamos para o meu quarto, querida, – ele disse, tendo certeza de que sua voz estava alta e clara.

     Os olhos dela se apertaram. Ela tinha dormido em um quarto sozinha desde que eles chegaram porque demônios não poderiam entrar em residências particulares, mesmo que Raum os tivesse seguido através de vários Estados. Mas isso não chegou até aqui para agora haver dúvidas entre as pessoas da posição dela com ele.

    Para o mérito dela, Denise não soltou uma recusa indignada. Ela apertou os lábios e o deixou guiar pela escada acima. Se ele não a conhecesse, ele acharia que a temperatura dela aumentou um grau quando eles chegaram ao quarto dele.

     Lá dentro, ele fechou a porta e soltou a mão dela.

   – Há limites de até onde eu estou disposta a ir nessa encenação.

     Ele não mostrou sua irritação perante a implicação dela de que ele tinha usado as circunstâncias para forçá-la a ir para a cama. – Diga quais são.

    Do jeito que a boca dela abriu e fechou, ela não tinha esperado essa resposta. Finalmente ela disse, – Levaria menos tempo listar as coisas que eu faria.

     – Então liste-as, e eu lhe direi se você precisa adicionar algo.

     Aquele olhar desafiador estava de volta no olhar dela. Spade sorriu por dentro. Raiva era bom para o espírito dela. Era ruim para o plano dele se ela não pudesse balanceá-la com bom senso, mas o tempo iria provar se Denise era tão esperta quanto era adorável.

     – Tudo bem. –  Ela endireitou os ombros, seu cabelo escuro farfalhando com o movimento. – Obviamente eu estou disposta a fingir com você quando as circunstâncias pedirem por isso. Eu posso agir subserviente se for necessário, mas não espere isso quando estivermos sozinhos. Eu posso agir de forma carinhosa e até mesmo te beijar para fazer as coisas parecerem reais. Mas pára ai, e eu não vou deixar você beber de mim.

     Spade não pode se segurar. – Com todo aquele delicioso alho em seu sangue? Vou chorar.

     O olhar dela estreitou. – Você está tirando sarro de mim.

     Ele se permitiu sorrir. – Um pouco.

    – Você terminou? – Ela empinou o queixo e os ombros. Spade aumentou o sorriso. Se ela soubesse que sua postura agressiva fazia seus seios se sobressaírem de forma tentadora, ele particularmente duvidava que ela mantivesse essa postura. E longe dele dizer tal coisa vulgar em voz alta.

    Spade deixou esse pensamento de lado, porque ele levava a outros que era melhor não explorar. – Sendo esses seus limites, eles bastam, embora você precise superar sua aversão de ficar próxima a mim. Vampiros frequentemente são carinhosos em público com suas propriedades. Se eu tivesse que me inclinar para perto de você ou colocar meu braço ao seu redor, pareceria estranho se você pulasse como se tivesse sido esfaqueada.

   Denise teve a boa vontade de parecer envergonhada. – Desculpe, eu vou trabalhar isso.

     – Certamente. – Ele não pode manter a secura fora de seu tom. – E mesmo que eu confesse que foi divertido ver você se entupindo de alho nos últimos dias, você não precisa ter medo de que eu morda você.

     Um alívio tão grande transpareceu no rosto dela que ele ficou dividido entre ser divertido e ser insultado. Será que ela estava prestes a investir em uma coleira de prata em seguida?

     – Quanto as coisas irem além de beijar, você não tem com o que se preocupar também, – ele continuou, sondando ela com o olhar.  – Não me faltam parceiras na cama, então eu não preciso implorar por migalhas.

     Ela puxou o ar, aqueles olhos castanhos parecendo mais verdes com sua raiva. Tinha que ser um golpe de luz, mas novamente, eles o lembravam os olhos de um vampiro. Ele deu outra passada de olhos nela, mais devagar dessa vez. Uma pena que ela não era uma vampira. Se fosse, ele podia esquecer que Denise estava sob a proteção de Crispin. Ele podia esquecer que ele não misturava prazer com negócios, e ele podia testar se ela tinha superado a tristeza por aquele pobre sujeito que foi rasgado em pedacinhos.

     Spade avançou um passo, algo dentro dele se incendiando quando ele percebeu a mudança na respiração dela. Ela ficou mais rápida, assim como suas batidas do coração. Ele deu outro passo e então o cheiro dela mudou também, aquela fragrância de mel e jasmim ficando mais forte. Com mais um passo ele estava a apenas um passo de distância dela, capaz de sentir a aura de calor que o corpo dela emanava. Os olhos dela estavam arregalados, mais marrom do que verdes agora, e sua boca – carnuda, sedutora – abriu ligeiramente. O gosto dela seria de mel e jasmim se ele a beijasse? Ou ela teria um sabor mais rico e sombrio, como as profundezas do seu espírito que ele vislumbrava em seus olhos?

     Abruptamente ele girou sobre os calcanhares. Denise não era uma vampira, então não havia o porquê ficar pensando tais coisas. Eles encontrariam Nathaniel e o dariam a Raum. Então, assim que ela tivesse aquelas marcas de demônios retiradas, ela iria pra longe dele, para logo morrer assim como todos os humanos faziam. E ele não ia passar por tudo aquilo de novo.

     – Seu traje para hoje a noite está na penteadeira, –  ele disse, e bateu a porta atrás dele…”

Equipe Night Huntress de Tradução. Night Huntress [Oficial]

FIRST DROP OF CRIMSON – Ou,  A Primeira Gota de Carmesim – Denise MacGregor a melhor amiga da meia-vampira Cat Crawfield,  sofrera perdas mais do que um humano normal poderia suportar. Seu marido Randy fora morto, vítima de monstros.  Ela tinha jurado nunca mais ficar em companhia dos vampiros, a culpa de sua morte lhe roia os ossos.

Alguns de seus parentes tinham morrido, aparentemente por causas naturais. Mas, quando seu primo morre, bem diante de seus olhos, nas mãos de um ser misterioso, ela teve que recorrer à ajuda de seus amigos vampiros. Mas foi Spade que se ofereceu em  ajudá-la.

Spade era um vampiro mestre muito poderoso, que andava na Terra por séculos. Apesar dele não ser nada confiável e muito assustador para Denise, ele jura em nome de Bones e Cat protegê-la do perigo. Principalmente depois dela ter sido marcada por um demônio metamorfo.

Mas, esta sedutora humana desperta as suas fomes mais profundas. As marcas do demônio tornam o seu sangue perigosamente irresistível. E ele é um imortal que deseja prová-la.

Porém, Spade sabe que ele deve lutar contra a sua vontade de tê-la enquanto eles encaram o pesadelo demoníaco, juntos…

Porque uma vez que a primeira gota de carmesim cair, os dois estarão perdidos.

QUER SABER MAIS? ACESSE:   http://jeanienefrost.com/

Volte sempre a,

VAMPIT.

J. P. Santos, agradece.

https://vampitdivulgalivros.wordpress.com.

Contato:

 jugloxinia@uol.com.br

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