SENHORES DO SUBMUNDO – 7° LIVRO – DARKEST LIE

DE: GENA SHOWALTER

GIDEON
DEMÔNIO DA MENTIRA

 

    “…Ele. Precisava. Sofrer.

     Scarlet saltou em pé, o prato na mão. Um prato que ela jogou em Gideon sem aviso prévio. Ele bateu em seu rosto e quebrou justo como seu copo de vinho tinha quebrado. E, assim como a mão tinha frisada com sangue, agora estava a face dele. Não era o suficiente.

     Fazendo uma careta, ele pulou também.

     — Isso foi bom. Obrigado!

     Ela já lançou um outro prato, e este bateu em seu peito. Ele também se quebrou, cortando sua camiseta.

     — O que você não acha que está fazendo?

   — Eu não estou chutando sua bunda. Eu não estou odiando a sua coragem. Eu não estou pensando que você é o maior estúpido que os deuses já criaram. Como é isso? Será que eu falei uma língua que você possa entender? — Matá-lo. Ela queria matá-lo.

     — Eu posso lembrar-me de você, Scarlet. — Ele gritou, recuando quando ela pegou o garfo e estendeu-o como um punhal. Ela tinha assassinado homens com menos. Mesmo imortais. — Mas você não me assombrava. — Propostas duras, ele levantou a camisa. Entre os cortes, acima de seu coração, estava uma tatuagem de olhos. Olhos escuros. Como os dela. — Você não vê? Você não tem… Me… Assombrado.

      Era uma mentira, como ele. Tinha de ser.

      — Isso não prova nada! Milhares de pessoas têm olhos escuros.

     Ele inclinou a cabeça e afastou o cabelo da nuca. Lá, ela encontrou uma tatuagem de lábios vermelho-sangue na forma de um coração. Como os dela. Então ele se virou e levantou sua camisa novamente. Na parte inferior de suas costas estavam flores, todos os tipos de flores, e as palavras SEPARAR É MORRER.

     Era uma réplica exata de sua própria tatuagem. Ele havia mostrado a ela uma vez antes, a primeira vez que ele entrou na masmorra, mas vê-la novamente ainda era um soco no peito.

      — Eu só quero fazer nenhum sentido a isso. — Acrescentou suavemente. E girou, de frente para ela novamente. — Não me ajude. Por favor.

      Ver essas tatuagens não diminuiu sua fúria. Não, vê-las aumentou. Ele imaginava-a, mas ele ainda dormia com todas as outras mulheres. Ele continuou com a sua vida, não procurou a fonte das imagens.

      — Você pensa que faz tudo melhor, você, bastardo desagradável? Enquanto você estava aqui com prostitutas ao redor, tendo uma vida amorosa, eu estava no Tártaro, uma escrava para os gregos. — Um passo, dois, ela deslizou ao redor da mesa e aproximou-se dele. Guerreiro que ele era, ele permaneceu no lugar. — O que eles queriam que eu fizesse, eu tinha que fazer. Se eu queria ou não. — Desfilando nua para sua apreciação. Lutar com outros presos, enquanto eles apostavam no vencedor. Esfregar sujeira de outras pessoas de joelhos. — Mas você me deixou lá. Você nunca foi me buscar. Você prometeu que iria me buscar!

      Furiosamente, ofegante, ela esfaqueou o garfo no seu peito e torceu com toda sua força.

      Surpreendentemente, ele não tentou detê-la. Não tentou se defender. Ao contrário, ele ficou lá, seus olhos estreitando. Em sua própria fúria? E se ele estava em fúria, o que o estava chateando? Ela? Ou os deuses gregos que a forçaram a fazer aquelas coisas vis?

      Não importava. Este era apenas o começo de sua punição.

     — E sabe que mais? — Seus dedos seguravam o garfo com tanta força, que seus dedos gritaram em protesto. — Depois que eu vim aqui e vi você com outra mulher, eu me dei a outro homem. De bom grado essa vez. E depois outro. — Mentira, tudo mentira. Ela tinha tentado. Ela queria magoá-lo dessa maneira, mas ela não tinha sido capaz de seguir adiante.

      E oh, como ela se odiava por essa falha. Mais do que querer machucá-lo, porém, ela precisava de alguém para fazê-la sentir como ele já tinha feito. Protegida, amada, querida. Como um tesouro. Que também tinha falhado redondamente. Ela se afastou dos dois encontros com o sentimento de vazio e tristeza.

      Os ombros de Gideon caíram, e toda a emoção que parecia escura fugia dele.

     — Eu não estou arrependido. Eu amo que você sentiu a necessidade de fazer uma coisa dessas. Eu não quero matar os homens com quem esteve. Mesmo que eu me lembre de tudo sobre o nosso tempo juntos. Você, de alguma forma, ainda não me afeta.

     Ele estava triste, ele detestava que ela tivesse feito tal coisa e queria destruir os homens. Palavras bonitas. Para ele. Mas ela tinha nada com disso. Era tarde demais. Com um rosnado, ela puxou o garfo para fora do peito, os dentes gotejando carmim, em seguida, esfaqueou-o novamente e torceu. Ele resmungou.

      — Mais uma vez, — Ela rosnou. — você acha que isso torna tudo melhor? Você acha que o fato de que você se esqueceu de mim faz com que suas ações sejam menos dolorosas? — Cale a boca, cale a boca, cale a boca. Ela não queria que ele soubesse o quanto ele a tinha machucado.

     — Eu não… — Ele franziu a testa. Então ele enfiou a mão no bolso do jeans e retirou o seu telefone. Seu olhar rapidamente observou a tela, e quando seus olhos se encontraram novamente, não havia raiva latente nas profundezas elétricas. — Nós não temos visitantes.

      — Amigos seus? — Ela não perguntou como ele sabia. Ela poderia supor, ele amava tecnologia moderna.

       — Sim. Eu adoro Caçadores.

      Ela poderia ter atingido ele de novo, rapidamente empurrando ambos os olhos, deixando-o para lidar com os hóspedes indesejados, ferido e cego. Mas ele era dela para ferir, não deles.

    — Quantos? — Ela exigiu, removendo o utensílio e mudando o foco de sua raiva. Acorde, Pesadelos. Suas habilidades podem ser necessárias.

       O demônio esticou e bocejou dentro de sua cabeça.

       — Eu sei. — Disse Gideon.

       Então, ele era tão ignorante quanto ela a esse respeito.

       — Qual porta eles entrariam? — Ela perguntou.

       — Não a da frente.

      Ela realizou uma inspeção rápida. Havia uma porta que levava para fora do reduzido quarto-cozinha em um vestíbulo. Esse vestíbulo ramificava em três corredores. Não importava qual direção os invasores viessem, eles teriam que entrar. Perfeito.

   Você está pronta, querida? Como mamãe nunca está errada sobre isso. Você é necessária.

     Um ronronar de antecipação retumbou através dela. Vai ser divertido.

     Vou segurar o golpe final. Ok?

     Gananciosa.

    Sim. Mas então, ela precisava de alguma saída para as trevas crescendo dentro dela. E deixar Gideon sozinho. Eu não quero que ele veja as coisas que você mostra aos seus inimigos.

     Isso lhe rendeu um rosnado. Eu nunca iria machucá-lo.

    Foi uma declaração que ela nunca pensou ouvir, mesmo com a relutância da criatura para assustar o guerreiro em seus sonhos. Se as circunstâncias fossem diferentes, ela teria exigido saber o porquê. Não que ela teria feito a ela qualquer bem. Pesadelos era tão generosa com as respostas como ela era.

     — Vá para a cama. — Ela mandou Gideon. — Eu resolvo isso.

    — Claro que sim. — Disse ele, desembainhando uma faca brilhante e um pequeno revólver da cintura de suas calças. Ele estava armado todo esse tempo, e ele ainda não tinha se defendido contra ela. — Eu gosto de pensar em você lutando com anjos, sozinha…”

(Traduzidopor fãs)Tiamat-world Tradução e Revisão inicial: Kimie, Valdirene, Renata Braga, Ana Paula”Z”, Luciene, Ana Maria Tosello, Ana Carla, Maria João, Karla D, Anna Martins, Suelen Mattos. Revisão final e formatação: Táai.

DARKEST LIE – Ou, Mentira Escura – Gideon, outrora um guerreiro imortal dos deuses do olímpio, agora um dos Senhores do Submundo, contorcia-se de dores e caia de joelhos em agonia sempre que dizia a verdade. Graças ao Demônio da Mentira que ele fora obrigado a guardar em seu corpo, como um cárcere. Por isso ele sempre tinha que ser cuidadoso quando dirigia a palavra a alguém. Falava sempre negando tudo o que realmente queria dizer. E punha para correr as mulheres ao ter que lhes dizer como elas eram feias, ou o quanto ele as odiava…

Gideon podia reconhecer qualquer tipo de mentira, mas seu Don não funcionara ao capturar Scarlet, filha da Deusa Rhea. Rhea estava ajudando aos caçadores, os inimigos dos Senhores, logo, fez de Scarlet uma forte suspeita.

Scarlet também é Guardiã de um perigosíssimo demônio, que está encarcerado em seu corpo. Pesadelo. E clama ser sua esposa, e que fora abandonada por ele nas masmorras do Tártaro, a própria sorte. Ele não recorda à formosa mulher, muito menos do casamento, ou de deitar-se com ela. Mas quer muito se recordar, quer saber a verdade. Quem apagou suas lembranças?… E por quê? Quais segredos ainda teria ele de recordar?

Muito perigosa para vagar livre, e ele quer protegê-la até de seus próprios amigos. Mas na verdade ela é quem ameaça destruir tudo que ele chegou a amar… E um futuro com ela poderia significar a ruína definitiva.

Mas, ele a deseja…

QUER SABER MAIS? ACESSE: http://members.genashowalter.com.

VAMPIT

J. P. Santos. Agradesce.

https://vampitdivulgalivros.wordpress.com

Contato:

jugloxinia@uol.com.br

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