SÉRIE HOUSE OF NIGHT – 3° LIVRO – ESCOLHIDA

DE: P.C. CAST E KRISTIN CAST

 

     “…Fazia mais de uma hora que eu estava lá e já estava ficando frustrada com aquele ritmo de tartaruga. Como eu queria poder pedir ajuda a Damien. O garoto não era só esperto e lia rápido, ele também era bom demais em pesquisa. Eu estava me agarrando a Rituais para Curar o Corpo e o Espírito e tentando pegar na prateleira mais alta um livro com capa de couro mais velho que andar para frente chamado Combatendo o Mal com Feitiços e Rituais, quando surgiu um braço forte que o alcançou e o pegou com a maior facilidade por sobre minha cabeça. Eu me virei e trombei  como uma retardada com Loren Blake.

     – Combatendo o Mal, hein? Escolha de leitura interessante.

     Sua proximidade não me ajudou os nervos: – Você sabe como eu sou (na verdade não sabia nada). Gosto de estar preparada.

     Ele fraziu as sobrancelhas, como quem não estava entendendo: –  Está esperando algum ataque maligno?

     – Não! –  Eu disse rápido demais. Então ri, tentando soar airosa (airosa, hehehe), mas tenho certeza de que soou totalmente falso. – Bem, dois meses atrás ninguém estava esperando que Afrodite perdesse o controle de um monte de espíritos vampirescos sugadores de sangue, mas acnteceu.  Então achei que era melhor prevenir do que remediar. – Deus, que idiota eu sou.

     – Acho que faz sentido. Então não está se preparando para nada especifico?

     Questionei comigo mesma aquele interesse agudo em seus olhos:  – Não –  eu disse como quem não quer nada.  – Estou apenas tentando fazer um bom trabalho como líder das Filhas das Trevas.

     Ele deu uma olhada nos rituais do livro que eu estava segurando:  – Você sabe que estes rituais é uma só para vampiros adultos, não sabe? Quando um novato adoece, infelizmente, a razão é uma só. É porque o corpo dele ou dela está rejeitando a Transformaçãoe depois vem a morte.  –  então ele acrescentou em um tom mais gentil:  – Você não está se sentindo doente, está?

     – Ah, meu Deus, não! –  eu disse afobadamente. – Estou ótima. É só, bem… – hesitei, tentando arrumar uma desculpa. Com uma súbita inspiração,  disparei: – É constrangedor admitir, mas pensei em estudar para quando eu me tornar  Grande Sacerdotisa.

     Loren sorriu: – Por que isso seria algo constrangedor de admitir? Eu jamais imaginei que você fosse uma dessas mulheres bobas que acham que ler e estudar bastante seria algum tipo de constrangimento.

     Senti minhas bochechas começando a esquentar – ele me chamou de “mulher,” o que era bem  melhor do que me chamar de novata ou garota. Ele sempre me fazia sentir tão crescida, tão mulher. – Ah, não, nada disso. É constrangedor porque parece presunção dar como certo que serei Grande Sacerdotisa um dia.

     – Acho que você supor isso é apenas bom senso e uma compreensível autoconfiança  –  seu sorriso me  esquentou a ponto de eu poder jurar que estava sentindo seu calor em minha pele. – Sempre senti atração por mulheres seguras.

     Deus, ele me fez retorcer os dedos dos pés.

     – Você não faz idéia de como é especial, não é, Zoey? Você é única. Não como o resto dos novatos. Você é uma deusa entre aqueles que se consideram semideuses – quando ele levou a mão ao meu rosto e fez um carinho, detendo-se nas tatuagens que me emolduravam os olhos,  achei que fosse derreter em meio as estante de livros. – A ti  jurei lealdade e a julguei radiante. A ti que és negra como o inferno  e escura como a noite.

     – De onde é esse trecho? – seu toque fez meu corpo todo latejar, deixando minha cabeça tonta, mas consegui reconhecer a cadênia profunda de sua incrível voz ao recitar poesia.

      – Shakespeare, –  ele murmurou, passando o polegar de leve sobre as linhas das tatuagens que decoravam minha maçã do rosto. – É de um dos sonetos que ele escreveu para Dark Lady, que foi seu verdadeiro amor. É claro que nós sabemos que ele era um vampiro. Mas acreditamos que o verdadeiro amor de sua vida foi uma jovem que fora Marcada e que morreu ainda novata, sem completar a Tra.nsformação.

    – Pensei que vampiros adultos não deviam ter relacionamentos com novatos. – estávamos tão próximos que eu nãc precisava falar mais  alto do que um sussurro para ele ouvir.

     – Não deveríamos. É extremamente impróprio. Mas às vezes existe uma atração que transcede os limites entre vampiro e novatos, bem como os limites de idade e de correção. Você acredita nesse tipo de atração, Zoey?

     Ele estava falando de nós! Estávamos falando olhando nos olhos um do outro e me senti absorvida por ele. Suas tatuagens eram um ousado padrão de linhas intricadas que pareciam raios, e mbinavam perfeitamente com seus cabelos e olhos escuros. Ele era tão insanamente lindo e tão mais velho que me fazia sentir ao mesmo tempo atração e medo de estar brincando com algo muito além de qualquer coisa que eu já tivesse experimentado, algo que poderia facilmente sair do controle. Mas a atração existia. E se ele estivesse mesmo certo, transcendia totalmente os limites entre vampiro e novata. Tanto que Erik até reparou no jeito que Loren me olhava.

     Erik… Fui tomada pela culpa. Ele morreria se visse o que estava acontecendo entre Loren e eu. Então me veio à mente um pensamentozinho maldoso (Erik não está aqui para ver) e dei um suspiro fundo e trêmulo, e me ouvi dizer: – Sim. Eu acredito nesse tipo de atração. E você?

     – Agora, acedito –  ele deu um sorriso triste. De repente, ele me pareceu tão jovem e lindo e vulnerável que meu sentimento de culpa evaporou. Eu quis envolver Loren nos braços e dizer que ia dar tudo certo. Estava apenas reunindo  coragem para chegar ainda mais perto dele quando suas palavras seguintes me surpreenderam tanto que me esqueci de seu sorriso de garotinho perdido.  – Voltei ontem porque sabia que era seu aniversário.

     Fiquei chocada. – É mesmo?

     Ele fez que sim, ainda fazendo carinho em meu rosto com o dedo. – Estava procurando você quando te encontrei com Erik. –  seu olhar  ficou mais intenso, e a voz ficou mais grave e rouca.  – Não gostei de vê-lo com aquelas mãos cheias de dedos te agarrando.

     Hesitei, não sabia direito como responder.  Fiquei morrendo de vergonha quando ele me viu com Erik. Mesmo assim, apesar de ser constrangedor ser flagrada naquele agarramento, eu não havia feito nada de errado. Afinal era meu namorado, e o que ele e eu fazíamos não era da conta de Loren. Mas, ao olhar em seus olhos, me dei conta de que talvez eu quisesse que fosse, sim, da conta de Loren.

      Como se pudesse ler minha mente, ele tirou a mão do meu rosto e olhou para o outro lado.  – Eu sei. Não tenho direito nenhum de ficar com raiva por você estar com Erik. Não é da minha conta.

      Lentamente, levei a mão ao queixo dele, virando seu rosto para mim, para puder olhar em seus  olhos.  – Você quer que seja de sua conta?

     – Nem tenho palavras para expressar o quanto –  ele disse. Então soltou o livro, que ainda estava segurando, e pegou meu rosto com as mãos, de modo que seus polegares pararam perto dos meus lábios e seus dedos se espalharam em meus cabelos. – Acho que é minha vez de lhe dar um beijo de feliz aniversário.

     Ele tomou conta de minha boca e, ao mesmo tempo, foi como se tomasse conta do meu corpo e da minha alma.  Bom, Erik beijava bem. E eu beijava Heath desde que eu estava na terceira serie e ele na quarta; eu gostava econhecia o jeito de Heath beijar. Mas Loren era um homem. Quando ele me beijou, não houve aquela desajeitada hesitação à qual  eu estava acosyumada. desconfortável que eu estava acostumada. Seus lábios e sua  língua disseram exatamente o que ele queria e  que também sabia como fazer. E algo estranho e mágico aconteceu. Eu não era mais uma garota ao corresponder aquele beijo.  Eu era uma mulher madura e poderosa, e também sabia o que queria e como conseguir.

     Ao fim do beijo, estávamos os dois arfando. Loren segurou meu rosto com as mãos e se afastou só um pouquinhoe para  podermos nos olhar nos olhos um do outro mais uma vez.

     – Eu não deveria ter feito isso –  ele disse.

     – Eu sei –  respondi, mas isso não me impediu de continuar olhando para ele de modo ousado. Eu ainda estava segurando a droga do livro de rituais e feitiços de cura com uma das mãos, mas a outra estava pousada em seu peito.

    Abri os dedos lentamente para desliza-los na gla desabotoada da camisa dele e tocar sua pele. Ele extremeceu e senti aquele tremor reverberar em algum ponto bem dentro de mim.

      – Isso vai ser complicado –  ele disse.

      – Eu sei –  eu repeti.

      – Mas eu não quero parar.

      – Nem eu –  eu disse.

      – Ninguém pode saber de nós. Pelo menos, não por enquanto.

      – Tudo bem  –  fiz que sim com a cabeça, sem saber direito o que havia para se saber, mas sentindo um estranho nó se formando no fundo do meu estômago ao pensar no que ele estava me pedindo.

      Ele me beijou outra vez. Desta vez seus labios estavam doces, quentes e muito, muito delicados, e senti o nó se dissover.

      – Quase me esqueci – ele sussurou de encontro aos meus lábios -, trouxe uma coisa para você – e me deu mais um beijinho rápido e enfiou a mão no bolso da calça pretaa procura de algo. Sorrindo, pegou uma caixinha dourada. Entregando-me, ele disse: – Feliz aniversário, Zoey.

     Meu coração sofreu um baque ridículo dentro do peito quando abri a caixa e ofeguei: – Aimeudeus!  Mas é deslumbrante! – um par de brincos de diamante cintilou para mim como um lindo sonho aprisionado. Não eram enormes e espalhafatosos, mas pequenos, delicados e tão claros e faiscantes que quase doíam na vista. Por um instante, vi o sorriso doce de Erik ao me dar o colar com o boneco de neve,  ouvi a voz de minha avó dizendo em minha consciencia que não poderia ceitar um presente tão caro de um homem, mas a voz de Loren apagou a imagem de Erik e o aviso de minha avó…”

ESCOLHIDA – Zoey, depois de Marca e Traída ela foi Escolhida, pela deusa Nyx para ser aprendiz de Sacerdotisa.

Durante as férias natalinas, a escola Morada da Noite se encontra quase vazia. Alguns poucos alunos permaneceram. Zoey e sua turma estão entre eles. Os amigos de Zoey compram lindos presentes, com motivos natalinos, para comemorar seu aniversário. Mal sabem eles que Zoey odeia isso, mas, eles descobrem dá pior forma… Apesar de magoados por Zoey esconder deles esse pequeno segredo, eles conseguem superar esse desconforto. Porém Zoey esteja escondendo segredos muito mais sérios….  A verdade de que Stevie Rae esteja viva, é um deles. Pelo menos em parte. E que Neferet, a Grande Sacerdotisa, está por trás de várias mortes e, é a responsável pelos misteriosos espíritos malignos, inclusive o de Stevie Rae, é outro. Mas ela está correndo contra o tempo para achar um meio de curá-la.

 Ao mesmo tempo ela procura Heath, seu ex-namorado humano, para tentar afastá-lo de vez de sua vida. Que, desde quando Zoey bebeu o seu sangue dele por acidente, eles se tornaram atraídos um pelo outro, pelo laço de sangue. Mas seus planos vão por água abaixo, quando o próprio Heath, propositalmente, força a Zoey a  beber mais do seu sangue então ela fica muito mais ligada a ele. E para piorar sua situação, o professor Loren, que todas as meninas da Morada da Noite são apaixonadas, vivi provocando-a, seduzindo-a. Com poesias e presentes. Deixando-a dividida entre ele e seu namorado Erik, até conseguir o que tanto ele almeja…

Apesar do conflito que, provocou entre seus namorados;  apesar do conflito ao ter escolhido  sua inimiga Afrodite para ajudá-la em vez de pedir ajuda a seus amigos; apesar do conflito que provocou que a desconfiança e a descrença se abatessem em seus ombros. Ela terá que fazer a escolha certa, e ter forças para liderar o grupo das Filhas das Trevas para salvar sua amiga Stevie Rae de ser absorvida pelo mal, mesmo que, depois, todos venham bani-la de suas vidas pelos erros que cometeu.

QUER SABER MAIS? ACESSE: www.pccast.net

VAMPIT

J. P. Santos. Agradesce.

https://vampitdivulgalivros.wordpress.com

Contato:

jugloxinia@uol.com.br

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