SÉRIE ACADEMIA DE VAMPIROS – 2° LIVRO – AURA NEGRA

DE: RICHELLE MEAD

aura negra

      “…  Luz do dia, luz do dia, eu me lembrava. Nada para se preocupar.

    Eu alcancei o pátio e estudei o vidro escuro. Eu não podia dizer o que tinha quebrado ele. Dentro, a neve tinha invadido e feito uma pequena corrente no pálido tapete azul. Eu puxei a maçaneta da porta, mas estava trancada. Não que isso tivesse feito diferença. Com cuidado para não me cortar, eu alcancei a abertura e abri a maçaneta de dentro. Eu tirei minha mão com cuidado e puxei a porta. Assoviou pelo caminho, um som silencioso que ainda sim parecia alto naquele silêncio.

    Eu passei pela porta, ficando na luz do sol que entrava pela porta. Meus olhos se
ajustaram pela diminuição de luz. Vento entrava pela abertura do pátio, dançando com as cortinas ao meu redor. Eu estava numa sala. Tinha todos os itens comuns que se podia esperar. Sofá. TV. Uma cadeira de balanço.

    E um corpo.

    Era uma mulher. Ela estava sentada de costas na frente da TV, seu cabelo negro no chão perto dela. Ela olhava para cima seus olhos sem vida, sua face pálida – pálida demais até para um Moroi. Por um momento eu pensei que seu cabelo estava cobrindo seu pescoço, também, até que eu me dei conta que aquela coisa negra em sua pele era sangue – sangue seco. Sua garganta tinha sido cortada.

     A cena horrível era tão surreal que eu nem reconheci o que eu estava vendo no inicio. Com a sua postura, a mulher podia muito bem estar dormindo. Então eu vi outro corpo: um homem de lado apenas a alguns pés de distância, sangue negro manchando o carpete ao redor dele. Outro corpo estava parado perto do sofá: uma pequena criança. Do outro lado do quarto tinha outro. E outro. Tinha corpos em todos os lugares, corpos e sangue.

    A escala de morte ao meu redor de repente foi registrada, e meu coração começou a
bater mais rápido. Não, não. Não era possível. Era dia. Coisas ruins não podiam
acontecer de dia. Um gritou começou a crescer na minha garganta, que parou de
repente quando uma mão com luvas apareceu atrás de mim e fechou minha boca. Eu comecei a lutar e então eu senti o cheiro da loção de barba de Dimitri.

      – Porque, –  ele perguntou – você nunca escuta? Você estaria morta se eles ainda estivessem aqui.

     Eu não podia responder, por causa da mão dele e por causa do choque. Eu tinha visto alguém morto antes, mas eu nunca tinha visto morte dessa magnitude. Depois de quase um minuto, Dimitri finalmente tirou sua mão, mas ele ficou perto de mim. Eu não queria mais olhar, mas eu parecia incapaz de tirar meus olhos da cena diante de mim. Corpos em todos os lugares. Corpos e sangue.

     Finalmente, eu virei em direção a ele.

     – É dia, –  eu sussurrei. – Coisas ruins não acontecem de dia. – Eu ouvi o desespero da minha voz, uma garotinha implorando que alguém dissesse que aquele era um sonho ruim.

      – Coisas ruins podem acontecer a qualquer hora, – ele me disse.  – E isso não aconteceu durante o dia. Provavelmente aconteceu  algumas noites atrás.

     Eu ousei espiar de novo os corpos e meu estômago revirou. Dois dias. Dois dias para se estar morto, para ter sua existência apagada – sem ninguém no mundo saber que você tinha partido. Meus olhos encararam o corpo de um homem perto da entrada do quarto. Ele era alto, muito musculoso para ser um Moroi. Dimitri deve ter notado quando eu olhei.

     – Arthur Schoenberg, – ele disse.

     Eu encarei a garganta sangrenta de Arthur.

     – Ele está morto, –  eu disse, como se não fosse perfeitamente obvio.  – Como ele pode estar morto? Como um Strigoi matou Arthur Schoenberg? – Não parecia ser possível. Você não pode matar uma lenda.

     Dimitri não respondeu. Ao invés disso, suas mãos se moveram para baixo e se fecharam onde minha mão segurava a estaca. Eu recuei.

     – Onde você pegou isso? – ele perguntou. Eu afrouxei minha mão e deixei-o pegar a estaca.

     – Lá fora. No chão.

     Ele levantou a estaca, estudando sua superfície enquanto brilhava contra a luz do sol.

     – Quebrou o escudo.

     Minha mente, ainda atordoada, levou um tempo para processar o que ele tinha dito. Então eu entendi. Os escudos eram anéis mágicos lançados pelos Moroi. Como as estacas, eles eram feitos usando magia dos quatro elementos. Era necessário que um forte Moroi usuário de mágica, normalmente um grupo cada um de cada elemento. Os escudos podiam bloquear os Strigoi porque mágica estava ligada a vida, e Strigoi estavam mortos.

     Mas os escudos se esgotavam rapidamente e precisavam de muita manutenção. A maioria dos Moroi não a usava, mas alguns lugares a usavam. A Academia St. Vladimir usava várias.

    – Strigoi não podem tocar nas estacas, –  eu disse a ele. Eu notei que eu estava usando muito Não podeNão. Não era fácil ter suas crenças mudadas.  – E nenhum Moroi ou Dampir faria isso.

     – Um humano poderia.

    Eu encontrei seus olhos.

    – Humanos não ajudam Strigoi… –  eu parei. Ai estava de novo. Não. Mas eu não podia evitar. A única coisa que nós podíamos contar para lutar contra os Strigoi eram suas limitações – luz do sol, escudo, estaca mágica, etc. Nós usávamos a fraqueza deles contra eles. Se eles tinham outros… humanos… que os ajudavam e não eram afetados por suas limitações…

     O rosto de Dimitri estava rígido, ainda pronto para qualquer coisa, mas um pequeno brilho de simpatia cruzou seus olhos negros enquanto ele observava eu travar minha batalha mental.

     – Isso muda tudo, não muda? –  Eu perguntei.

     – É, –  ele disse.  – Muda…”

(Traduzido por fãs) Comunidade Traduções de Livros. Tradução: Gaby Kitty, Rose Hathaway, Letícia, Rafaela/Naru-Chan. Revisão: Carla Ferreira

AURA NEGRA – A Dampira, Rose Hathaway de 16 anos, uma aprendiz de Guardião. Estava sendo levada por Dimitri, o seu proibido amor e instrutor, para ser avaliada em seu treinamento por Arthur Schoenberg, considerado uma lenda entre os Guardiões. Um grande exterminador de Strigoi. Porém foi descoberto que toda a família Moroi que ele era responsável guardar,  inclusive ele mesmo, fora morta por um grupo organizado de Strigoi. Isso trouxe uma grande insegurança e desespero a comunidade Moroi. Que dependia tão somente dos Guardiões para serem protegidos dos Strigoi. (Que nada mais é, que um Moroi, que bebeu sangue de seu fornecedor até a morte. Isso os transformam em vampiros imortais. Mas também ficam vulneráveis ao sol, morrem se expostos. E eles bebem sangue Moroi).

A Academia Santo Vladimir, onde a maioria dos filhos da realeza, Moroi, estuda.  E onde se treinam os Guardiões, ficou em alerta. As férias natalinas foram transformadas em uma reclusão das famílias Moroi em um luxuoso resort de ski. Onde  os pais Moroi, (Que são vampiros frágeis e mortais, e necessitam de beber sangue humano para sobreviver), podem estar com seus filhos em segurança.  A Academia ficou lotada de guardiões – incluindo a legendária Janine Hathaway, a sempre ausente mãe de Rose. E isso é lógico, causa problemas com Rose.

Os Dampiros, (Que são fortes, e meio-vampiros. São filhos dos  Moroi com humanos ou com os próprios Dampiros. Não necessitam beber sangue para sobreviver), são em  número, insuficientes para guardar a todos os Morois. Isso  desencadeia a necessidade de alguns Morois a querer recorrer a outra fonte de proteção contra os Strigois. Aprender a lutar ou usar a Magia. Os Moroi são proibidos de usar a sua magia, pela Realeza. E isso provoca desentendimentos entre os nobre e os desassistidos Morois.

Enquanto isso, Rose está em crise sentimental por Dimitri. Que apesar de gostar muito dela, fecha um acordo com uma Moroi, sem posses, para a proliferação de novos  Dampiros, e em troca fazer sua segurança. Morrendo de ciúmes, Rose tenta tocar em frente sua vida amorosa com Mason e há também um misterioso e intrigante bad-boy Moroi, interessado  nela. Mas ela acaba agindo imaturamente e provoca uma fuga de seus amigos para tentar abater os perigosos Strigois. Arrependida,  parte sozinha, para trazer de volta o grupo de amigos. Será se ela chegará a tempo de evitar uma grande tragédia?

A morte é o fim de tudo, mesmo para um…  vampiro.

QUER SABER MAIS? ACESSE: http://www.richellemead.com

VAMPIT

J. P. Santos. Agradesce.

https://vampitdivulgalivros.wordpress.com

Contato:

jugloxinia@uol.com.br

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