E. L. JAMES

QUEM É   E. L. JAMES?

E. L. JAMES

Erika Leonard James (1963) melhor conhecida pelo pseudônimo E.L. James é uma escritora britânica autora do bestseller erótico Cinquenta Tons de Cinza (Fifty Shades of Grey).Em 2012 foi considerada pela revista Time umas das 100 pessoas mais influentes do mundo.

Entrevista concedida a Isabela Boscov e publicada 

na edição de VEJA que está nas bancas

08/08/2012

Entrevista com E.L. James, autora do livro mais vendido no mundo no momento: “Experimentar coisas diferentes [no sexo] com o parceiro pode ser um bocado divertido”

"As mulheres não querem e não devem ser submissas. Mas estamos falando aqui do que acontece no quarto, a portas fechadas" (Foto: Ni Sindication / Other Images)

 

“O SEXO NÃO TEM REGRAS”

Iniciada como uma brincadeira na internet, a trilogia “Cinquenta Tons de Cinza”, da inglesa E.L. James, virou um fenômeno ao combinar romantismo com sadomasoquismo

Mais de 20 milhões de exemplares já vendidos nos Estados Unidos, outros 10 milhões nos demais países de língua inglesa, 500 000 na Alemanha em apenas cinco dias, dezenas de milhares de cópias voando das prateleiras no Brasil, desde a semana passada: a trilogia Cinquenta Tons de Cinza, da inglesa E.L. James, é um fenômeno inqualificável.

Escrita em prosa simples e não muito sofisticada, a história de como o jovem milionário Christian Grey se apaixona pela estudante virgem Anastasia — ou Ana — Steele é um romance tão descabelado quanto a criação que a inspirou, a série  adolescente Crepúsculo — exceto pelo fato de que Christian e Ana protagonizam cenas vívidas de sadomasoquismo, descritas em pormenores.

A combinação curiosa deu até origem a um novo termo, mommy porn, ou “pornô para mamães”. Vai também virar filme, sob supervisão da autora — uma londrina de seus 40 e tantos anos, filha de chilena e escocês, muito simpática e falante.

Casada e mãe de dois adolescentes, Erika Leonard fala de como foi pega de surpresa pelo sucesso, das reviravoltas em sua vida e, claro, de sexo.

 O sadomasoquismo é uma fantasia feminina?

Creio que é uma fantasia que as mulheres não sabem ter até deparar com ela. Por razões óbvias, trata-se de algo muito subterrâneo, um tabu. Portanto, a maioria das mulheres não conhece os princípios básicos do sadomasoquismo — e essa novidade, em Cinquenta Tons, acabou se revelando muito atraente para as leitoras.

 Mas as objeções que os críticos de Cinquenta Tons fazem à dominação sexual que Christian Grey impõe a Ana Steele são na maioria de caráter feminista — o tabu, hoje, é a ideia de uma mulher se submeter a um homem, não?

As mulheres não querem e não devem ser submissas, mas estamos falando aqui do que acontece no quarto, a portas fechadas. É bem sabido que a sexualidade ignora regras, e experimentar coisas diferentes com o parceiro pode ser um bocado divertido. Não significa que a submissão vai continuar fora do quarto, ora.

Fico ofendida quando alguém diz que estou contribuindo para um retrocesso da condição feminina. Que bobagem! O que Cinquenta Tons fez, na verdade, foi encorajar as mulheres a voltar a falar sobre sexo — e essa é a razão pela qual a trilogia, antes de ser encampada pelo mercado editorial, foi um fenômeno viral na internet. Isso não é retrocesso. É avanço.

VEJA MAIS:  http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/dica-de-leitura/entrevista-com-e-l-james-autora-do-livro-mais-vendido-no-mundo-no-momento-experimentar-coisas-diferentes-no-sexo-com-o-parceiro-pode-ser-um-bocado-divertido/

Obras

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