TRILOGIA CINQUENTA TONS – 1° LIVRO – CINQUENTA TONS DE CINZA

DE:  E. L. JAMES

1° LIVRO

     “… Engulo em seco. A temperatura da sala está subindo, ou talvez seja só a minha. Quero que a entrevista acabe. Com certeza Kate já tem material suficiente. Olho a pergunta seguinte.

     – O senhor foi adotado. Até que ponto acha que isso moldou sua maneira de ser? – Nossa, isso é muito pessoal. Olho para ele, torcendo para que não tenha se ofendido. Ele tem um olhar sombrio.

     – Não tenho como saber.

     Meu interesse aumenta.

     – Quantos anos tinha quando foi adotado?

     – Isso é assunto de domínio público, Srta. Steele. – Seu tom é severo.

     Droga. Sim, claro, se eu soubesse que iria fazer esta entrevista, teria pesquisado um pouco. Perturbada, prossigo depressa.

     – O senhor teve que sacrificar a vida familiar por causa do trabalho.

     – Isso não é uma pergunta – afirma ele, contido.

     – Peço desculpas – digo, esquiva. Ele me faz parecer uma criança idiota. Tento de novo: – O senhor teve que sacrificar a vida familiar por causa do trabalho?

    – Eu tenho família. Tenho um irmão, uma irmã e pais amorosos. Não tenho interesse em expandir minha família além desse ponto.

     – O senhor é gay, Sr. Grey?

     Ele respira fundo, e eu me encolho, mortificada. Droga. Por que não consigo filtrar de alguma forma o que leio? Como posso dizer a ele que estou apenas lendo as perguntas? Maldita Kate e sua curiosidade!

     – Não, Anastasia, não sou. – Ele ergue as sobrancelhas, um brilho frio nos olhos. Não parece satisfeito.

     – Peço desculpas. Está… hum… escrito aqui.

     É a primeira vez que ele diz meu nome. Minha pulsação se acelera, e minhas bochechas estão esquentando de novo. Nervosa, prendo minha mecha de cabelo desgarrada atrás da orelha.

     Ele inclina a cabeça.

     – Essas perguntas não são suas?

     O sangue se esvai do meu cérebro.

     – Hum… não. Kate… A Srta. Kavanagh. Ela compilou as perguntas.

     – Vocês são colegas no jornal dos alunos?

     Ah, não.  Não tenho nada haver com o jornal dos alunos. Essa é uma atividade extracurricular de Kate não minha. Meu rosto está em brasas.

     – Não. Eu divido o apartamento com ela. Ele esfrega o queixo com calma e deliberação, os olhos cinzentos me avaliando.

   – Você se ofereceu para fazer a entrevista? – pergunta, a voz mortalmente calma.

     Espere ai, quem deve entrevistar quem? Os olhos dele me queimam, e sou compelida a dizer a verdade.

     – Fui convocada. Ela está passando mal – falo com a voz fraca de quem se desculpa.

     – Isso explica muita coisa.

     Ouve-se uma batida na porta, e Loura Número Três entra.

     – Sr. Grey, desculpe interromper, mas  a próxima reunião é em dois minutos.

      – Ainda não terminamos aqui, Andrea. Por favor, cancele a próxima reunião.

      Andrea hesita, olhando-o boquiaberta. Parece perdida. Ele vira a cabeça devagar para encará-la e ergue as sobrancelhas. Ela fica toda cor-de-rosa.  Que bom, não sou só eu.

     – Está bem, Sr. Grey – murmura ela, e sai.

     Ele franze a testa e volta a atenção para mim.

     – Onde estávamos, Srta. Steele?

     Ah, agora voltamos a “Srta. Steele”.

     – Por favor, não quero incomodá-lo.

     – Quero saber sobre você. Acho muito justo. – Seus olhos estavam acesos de curiosidade.

     Merda. Aonde quer chegar com isso? Ele põe os cotovelos nos braços da cadeira e ergue os dedos na frente da boca. Sua boca causa muita…  distração. Engulo em seco.

     – Não há muito que saber – digo.

     – Quais são seus planos para depois que se formar?

     Dou de ombros, desconcertada com o interesse dele. Vir para Seattle com Kate, encontrar um trabalho. Não pensei muito além das provas finais.

     – Não fiz planos, Sr. Grey. Só preciso passar nas provas finais. – Para as quais eu deveria estar estudando agora, em vez de ficar sentada em sua sala palaciana, pomposa e asséptica. Sentindo-me desconfortável com o seu olhar penetrante.

     – Temos um excelente programa de estágios aqui – diz ele calmamente.

     Ergo a sobrancelha, surpresa. Será que ele está me oferecendo um emprego?

     – Ah. Vou me lembrar disso, murmuro completamente confusa. – Apesar de não ter certeza se encaixaria aqui.  – Ah, não. Estou pensando alto de novo.

    – Por que diz isso? – Ele inclina a cabeça, intrigado, um esboço de sorriso brincando em seus lábios.

      – É óbvio, não é? – Sou desastrada, malvestida, e não sou loura.

     – Não para mim. murmura ele.

  Seu olhar é intenso, agora desprovido de humor, e músculos desconhecidos dentro da minha barriga de repente se contraem. Desvio a vista do seu olhar examinador e encaro cegamente  meus dedos  entrelaçados. O que esta havendo? Tenho que ir. Agora. Inclino-me  para a frente a fim de pegar o gravador.

     – Gostaria que eu levasse para conhecer a empresa? – perguntou ele.

     – Tenho certeza que o senhor é ocupado demais, Sr. Grey, e tenho uma longa viagem pela frente.

     – Vai  dirigindo para Vancouver? – Ele parece surpreso, até ansioso.

     Olha pela janela. Começou a chover. – Bem, seria melhor dirigir com cuidado. – Seu tom de voz é severo, autoritário. Por que deveria se interessar? – conseguiu de tudo que precisava? – acrescenta.

     – Sim, senhor – respondo, guardando o gravador  na mochila.

     Seus olhos se estreitam especulativamente.

    – Obrigada pela entrevista, Sr. Grey.

     – O prazer foi meu – diz ele, educado como sempre.

     Quando me levanto, ele fica de pé e estende a mão.

     – Até a próxima, Srta. Steele. – E a frase soa como um desafio, ou uma ameaça, não sei bem o quê.

     Franzo a testa. Quando nos veriamos de novo? Aperto a mão dele mais uma vez, impressionada com o fato de aquela corrente estranha entre nós continuar presente. Devem ser meus nervos.

     – Sr. Grey – Faço um cumprimento de cabeça para ele.

   Encaminhando-se com ágil graça atlética para a porta, ele se abre completamente.

    – Só estou garantindo que passe pela porta, Srta. Steele. –  Ele me dá um sorrisinho. É obvio que está se referindo a minha entrada nada elegante em sua sala. Fico corada.

    – É muita consideração sua, Sr. Grey –  digo secamente, e seu sorrisinho aumenta. Ainda bem que ele me acha engraçada. Faço uma cara feia por dentro, enquanto sigo para o saguão. Fico surpresa quando ele vem atrás de mim. Andrea e Olivia olham surpresas.

      – Você veio de casaco? – pergunta Grey.

     – De jaqueta.

     Olivia levanta-se de um salto e pega a minha jaqueta, que Grey toma de sua mão antes que ela possa entregá-la a mim. ele segura e, sentindo-me ridícula e sem jeito, visto-a. Grey põe as mãos por um momento em meus ombros. Suprimo um grito ao sentir o contato. Se ele notou minha reação, não deu bola. Seu comprido dedo indicador aperta o botão  do elevador , e ficamos parados esperando: eu, constrangida; ele, tranquilo e dono de si. As portas se abrem, eu entro correndo, desesperada para fugir dali. Eu realmente  preciso dar o fora daqui. Quando olho  para ele, está encostado no vão da porta ao lado do elevador com uma das mãos na parede, É realmente muito, muito bonito. É enervante.

     – Anastasia – diz ele se despedindo.

     – Christian – respondo. E, felizmente, as portas se fecham…”

CINQUENTA TONS DE CINZA – Kate, a Srta. Kavanagh  esta acometida por uma gripe, e assim  impedida de fazer uma entrevista importante para o jornal de sua universidade. O entrevistado nada mais é que o mega-magnata industrial, Sr. Christian Gray. Com menos de trinta anos comanda um negócio multinacional e é dono de uma grande fortuna. E  como benemérito da universidade, ele é convidado a entregar os diplomas na cerimônia de formatura.

Anastasia  Steele, amiga e colega de quarto de Kate se vê forçada a aceitar a entrevista em última hora, a qual foi incumbida a fazer. Nervosa, e sentindo-se deslocada Ana entra, de quatro, no escritório do empresário, divertindo-o em sua queda. Foi um encontro desastroso desde o começo.

Apesar da timidez, a inexperiência e os modos desajeitados de Ana, Gray arrogante, com mania de controlar todos a sua volta, vê nela um desafio saboroso. E ela vê nele uma atração perigosa. Surge uma irresistível paixão entre eles. Porém, enquanto ela prepara-se para finalmente se entregar ao amor, ele tem outros planos para ela.  E para isso, ela deverá seguir a risca uma lista e exigências submissas, para suas brincadeiras obscuras e secretas.

QUER SABER MAIS, ACESSE:   www.eljamesauthor.com/

VAMPIT

J. P. Santos. Agradesce.

https://vampitdivulgalivros.wordpress.com

Contato:

jugloxinia@uol.com.br

GOSTOU?

DEIXE O SEU COMENTÁRIO.

Uma resposta para “TRILOGIA CINQUENTA TONS – 1° LIVRO – CINQUENTA TONS DE CINZA

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s