EU, MEU PAI E OS MEUS OUTROS AMORES…

DE: LILIAN REIS

eu, meu pai e os outros amores...

    “… – Filha! O que houve? – Bernardo me seguiu e parei quando ouvi sua voz.

    – Pai, por favor! Só preciso de ar. Não quero ser grossa, não quero ser má, só preciso de tempo!

     – Está  bem, tem o tempo que precisar, mas por favor, não agrida as pessoas! Aqui somos muito amigos uns dos outros e conversamos quando temos problemas, não tratamos mal nem os empregados! Espero que tenha sido claro!

     – Foi claro, só deixe-me acostumar, me deixe em paz!

     Saí correndo segurando as lágrimas e fui em direção àquele cercado onde os cavalos ficavam, estava trôpega e com os olhos turvos pelas lágrimas. Entretanto não os vi, provavelmente eles estavam pastando. Debrucei-me na madeira e fiquei assim por alguns instantes, as lágrimas caíam pra valer, até que ouvi uma voz atrás de mim. Fiquei estática. Que falta de privacidade – pensei.

    – Posso lhe fazer companhia? – Duke se oferecia.

     – Tanto faz! Se quiser ficar ao lado de uma chorona mal-humorada? – continuei de costa e debruçada.

    -Ei, Jade! O que está havendo? Pode confiar em mim – ele falou aproximando-se. – Temos quase a mesma idade e, se quiser, podemos ser amigos. Aqui é mesmo um lugar solitário. Se não tiver amigos fica pior.

     – Qual é? – Virei-me para Duke limpando  as lágrimas. – Só quero ficar sozinha! Quero privacidade! Desculpe-me. Não tenho nada contra ninguém, acabei de perder minha mãe e padrasto, perdi minha vida na cidade e fui obrigada a vir para este fim de  mundo! – Estava irritada e respirava rapidamente. Era como se tivesse corrido. – Puxa! Estou péssima! – As lágrimas brotaram novamente em meus olhos e as deixei cair.

     “De novo? Caramba, todo mundo já sabe, você é tão repetitiva!”

     Urrr!! Saia da minha cabeça! – falei para a voz mentalmente.

     – Ei, shhhh, tudo bem! Acalme-se – ele se aproximou esticando a mão querendo tocar-me. – Não se desespere! – Chegou tão perto que estremeci. Ficava trêmula perto de figuras do sexo masculino. Bem, pelo menos até conhecê-las melhor.

     – Posso? – e, antes que dissesse alguma coisa, ele segurou minha mão, que mexia, nervosamente. Estátua. Achei aquilo estranho. Depois, enxugou as lágrimas dos meus olhos. – Shhhh… – Esquivei-me e ele novamente falou: – Shhhh, como é arisca, Jade! Posso? – ele perguntou querendo… me abraçar?

      Como assim?! Abraçar? – pensei estranhando o seu modo carinhoso, contudo relaxei e, aos poucos, por estar carente, inconscientemente, passei meus braços por trás dele. Deixei que as lágrimas rolassem, molhando toda a sua camisa.

     Levantei-me abruptamente, envergonhada, mas ele novamente me puxou e me deitou em seu peito, firmando minha cabeça com aquela mão enorme.

     – Você pode chorar, eu entendo! – ele disse – precisa desabafar e estou aqui para ajudá-la. Isso chore! Não se envergonhe, Jade, não sou seu inimigo; ninguém aqui é. – Continuou: – Nós queremos ser seus amigos. Estamos aqui no mesmo fim de mundo, onde um pode ajudar o outro…

     Notei que ele deixou as palavras soltas, depois afrouxou o abraço, me encarou e emendou:

     – Ah, qual é? Também não é assim tão ruim, não é? Veja esse lugar! – ele mostrou levantando um braço. – Veja quanta coisa bonita, e olhe esse jardim! Jura que achou aqui ruim? – perguntou.

     – Não é disso que eu falo! Gosto do ambiente, o lugar é lindo e me identifico muito com as plantas, gosto muito de flores. O problema é…

     Dessa vez deixei as palavras soltas.

     – Sabe – ele se virou, caminhou até um amontoado de mato e apanhou um galhinho verde: retirou as folhas e sugou sentando-se no cercado. – Nós também não morávamos aqui. Vivíamos com nosso pai, mas ele também morreu. – Duke olhou para mim, viu que o observava sugar o raminho e sorriu. – Quer? – ofereceu.

     – Não obrigada, isso é…

     – Capim – disse ele.

     – Definitivamente, não! Obrigada – eu ri e ele brincou. – Aha, consegui arrancar de você um sorriso, que bom! – ele pensou por um instante, jogou o raminho fora e continuou: – Antes de isso acontecer, meus pais já estavam separados. Nessa ocasião, minha mãe voltou a morar aqui bem próximo, na casa do pai dela. Duke falava com uma calma contagiante. Senti-me relaxada. – Meus pais se separaram tão cedo quanto os seus, Jade – ele explicou me olhando de lado.

     – Então, minha mãe se apaixonou pelo seu pai. Tudo isso foi difícil para Fred e eu, entretanto nos adaptamos. Foi difícil, mas estávamos de coração aberto. Ainda éramos crianças e seu pai era bom de conversa – sorriu. – Ele nos cativou logo na primeira prosa, como dizem por aqui – ouvi as palavras de Du e baixei a cabeça.

      – Sinto muito, tenho sido uma pessoa muito má e amargurada.

     – Entendo, mas precisa relaxar. Precisa abrir seu coração e nos deixar ajudá-la. Aqui – ele continuou -, todos querem ajudá-la a superar as dificuldades. E então? Está tudo bem?…”

EU, MEU PAI E OS OUTROS AMORES – Jade, uma adolescente carioca mimada, produto de pais separados. Estava acostumada a viver sua vida em festas, shoppings, dança e outras coisas  que a cidade grande lhe proporcionava.

Surpresa e, sem falar do sofrimento, que ela passou foi arrasada, – ao despertar de um coma –  por seu pai, Bernardo. Para ir morar com ele numa fazenda de uma cidade do interior de Minas Gerais, após um terrível acidente de carro em que sua mãe e seu  padrasto morreram.

Jade custa a aceitar: a perda de sua família, a mudança de estilo de vida e  de ter que viver com a  sua madrasta Isoda e com seus dois filhos: Duke e Fred.  Que para ela, foram eles  que roubaram o carinho e atenção de seu pai, e privou-a de tê-los.

Rebelde, arrogante e muito desagradável. Fora recebida de braços aberto por todos…  menos pelo irmão mais velho, Fred. Que desde o principio tratava-a com indiferença ou agressividade e depois passa a persegui-la…

Será se Jade conseguirá se adaptar a essa nova família? Ela aprenderá que o amor tem varias faces: O fraterno, o paterno, o materno…  o amor incondicional. Mas será necessário perder quem ela ama, para enxergar o amor verdadeiro?

VIDEOhttp://www.youtube.com/watch?v=ESTADRvIhB0

VIDEOhttp://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=eBsgA6aXtZ0

volte a,

VAMPIT

J. P. Santos. Agradesce.

https://vampitdivulgalivros.wordpress.com

Contato:

jugloxinia@uol.com.br

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