HUSH, HUSH – 4° LIVRO – FINALE

DE: BECCA FITZPATRICK

finale

     “… – Belo carro – eu disse.

     – Dá conta do recado.

     – Assim como o meu Volkswagen, que custou consideravelmente menos.

     – É preciso mais do que quatro rodas para ser um carro.

     Ung.

     – Então – eu disse, batendo o pé. – O que é tão urgente?

     – Ainda está namorando aquele anjo caído?

     Era a terceira vez em três horas que ele me perguntava isso. Duas vezes por mensagem, e agora cara a cara. Meu relacionamento com Patch tinha passado por altos e baixos, mas a direção atual era positiva. Ainda tínhamos nossos problemas, contudo. Em um mundo onde Nephilim e anjos caídos preferiam morrer a sorrir um para o outro, namorar um anjo caído definitivamente estava fora de questão.

     Eu me endireitei um pouco mais e disse:

     – Você sabe.

     – Está tomando cuidado?

     – Discrição é o meu lema. – Patch e eu não precisávamos que Dante nos dissesse que era sensato não fazermos muitas aparições públicas juntos. Nephilim e anjos caídos nunca precisaram de uma desculpa para ensinar uma lição uns aos outros, e as tensões raciais entre os dois grupos estavam esquentando mais a cada dia que passava. Era outono, outubro, para ser exata, e o mês judaico do Cheshvan era em alguns dias.

     A cada ano, durante o Cheshvan, anjos caídos possuíam multidões de corpos Nephilim. Anjos caídos têm passe livre para fazer o que bem entenderem, e já que essa era a única vez durante o ano em que eles realmente conseguiam sentir sensações físicas, a criatividade deles não conhecia limites. Eles vão atrás de prazer, dor, e tudo entre os dois, brincando de parasitar os seus hospedeiros Nephilim. Para os Nephilim, o Cheshvan é uma prisão infernal.

     Se Patch e eu fôssemos vistos apenas de mãos dadas pelos indivíduos errados, nós pagaríamos de um jeito ou de outro.

    – Vamos falar sobre a sua imagem – disse Dante. – Precisamos gerar uma atenção positiva sobre o seu nome. Levantar a confiança dos Nephilim em você.

     Eu estalei os dedos teatralmente.

     – Não odeia quando sua taxa de aprovação está baixa?

     Dante franziu o rosto.

     – Isso não é piada, Nora. Cheshvan começa em pouco mais de 72 horas, e isso significa guerra. Anjos caídos de um lado, e nós do outro. Tudo está em suas mãos, você é a líder do exército Nephilim.

     Uma náusea instalou-se no meu estômago. Eu não tinha exatamente solicitado o cargo. Graças a meu falecido pai, um homem verdadeiramente doente, eu tinha sido forçada a herdar o posto. Fiz um juramento de sangue a fim de liderar seu exército, e a falha em fazê-lo resultaria em minha morte,  e na morte de minha mãe.

     Sem pressão alguma.

     – Apesar de nossas precauções, há boatos de que está namorando um anjo caído, e que sua lealdade está dividida.

     – Eu estou namorando um anjo caído.

     Dante revirou os olhos.

     – Acha que pode dizer isso mais alto?

     Eu dei de ombros. – Se for isso que realmente quer. –  Então eu abri a boca, mas Dante estava ao meu lado em um instante, cobrindo-a.

     – Eu sei que isso te mata, mas você poderia facilitar o meu trabalho só desta vez? – ele murmurou no meu ouvido, olhando ao redor para as sombras com uma inquisição óbvia, mesmo eu tendo certeza de que estávamos sozinhos. Eu só era uma Nephilim pura há 24 horas, mas confiava no meu novo e afiado sexto sentido. Se houvesse algum bisbilhoteiro a espreita, eu saberia.

     – O que você tem em mente? – perguntei quando ele baixou a mão.

     – Namore Scott Parnell.

     Scott Parnell tinha sido o primeiro Nephilim  com quem eu fiz amizade, na tenra idade de cinco anos. Eu não soubera nada sobre sua verdadeira identidade naquela época, mas nos últimos meses ele tinha tomado o posto, primeiramente, de meu algoz, então de meu parceiro no crime, e, eventualmente, de meu amigo. Não havia segredos entre nós. Igualmente, não havia romance ou química.

     Eu dei risada.

     – Assim você me mata, Dante.

     – Seria apenas para mostrar.  Pelo bem das aparências – ele explicou. – Só até nossa raça começar a gostar de você. Você só é Nephilim há um mísero dia. Ninguém te conhece. As pessoas precisam de uma razão para gostar de você. Temos que deixá-los confortáveis para confiarem em você.

     – Não posso namorar Scott, – disse a Dante. –  A Vee gosta dele.

     Dizer que Vee tem sido azarada no amor seria otimismo. Nos últimos seis meses ela, se apaixonou por um predador narcisista e por um traidor asqueroso. Não era surpresa alguma que, seus dois relacionamentos a terem feito duvidar seriamente de seus instintos amorosos. Ela tem, inequivocamente, se recusado até mesmo a sorrir para o sexo oposto… Isso até Scott chegar. No começo da noite passada, poucas horas antes de meu pai ter me coagido a me transformar em um Nephilim pura, para que eu pudesse controlar seu exército, Vee e eu tínhamos ido ao Devil’s Handbag para ver Scott tocar baixo em sua nova banda, a Serpentine, e ela não tinha parado de falar sobre ele. Aparecer e roubar Scott agora, mesmo que fosse um truque, seria o maior dos golpes baixos.

     – Não seria de verdade – repetiu Dante. – Como se isso se tornasse tudo formidável.

     – Vee ficaria sabendo disso?

     – Não exatamente. Você e Scott teriam que ser convincentes. Seria desastroso se isso vazasse, então gostaria de limitar a verdade entre nós três.

     Eu fiz aquele negócio de colocar as mãos no quadril, tentando ser firme e inflexível.

    – Então você vai precisar escolher outra pessoa. – Eu não estava enamorada pela ideia de fingir namorar um Nephilim para elevar minha popularidade. De fato, parecia um desastre preste a acontecer, mas eu queria deixar essa bagunça para trás. Se Dante achava que um namorado Nephilim me daria mais credibilidade, então que fosse. Não seria de verdade. Obviamente que Patch não ficaria animado, mas um problema por vez, certo?

     A boca de Dante se comprimiu em uma linha, e ele fechou os olhos brevemente. Invocando paciência.

     – Ele precisa ser respeitado na comunidade Nephilim, – disse Dante, pensativamente, por fim. – Alguém com quem os Nephilim possam imaginar a líder deles.

     Fiz um gesto de impaciência.

    – Ótimo. Só jogue outra pessoa que não o Scott em cima de mim.

     – Eu.

     Eu recuei.

     – Perdão. O que? Você?…”

(Traduzido por fãs)

FINALE – Nora Grey se tornara líder dos Nephilim, num juramento de sangue, que fora obrigada a fazer ao seu pai,  o Mão Negra,  antes dele morrer.

Correndo contra o tempo Nora tem que decidir liderar ou não seu povo para  a guerra contra os anjos caídos, já que a Cheshvan estava preste a começar. Mas para isso precisa adquirir força, agilidade, e ser forte. Tão forte quanto qualquer Nephilim, e fazer com que eles confiassem nela.

Dante a mão direita do Mão Negra, ofereceu-se a treinar Nora para ser uma grande guerreira. Apesar dela não suportá-lo estava disposta a fazer qualquer coisa para conquistar o povo Nephilim. Nem que para isso tivesse que utilizar as forças do mal, mentir para todo mundo e enganar Patch… Mas todo o cuidado era pouco,  entre os anjos caídos ou Nephilim existia um traidor e Nora corria grande perigo.

Scott tinha jurado proteger Nora, ao seu pai, mesmo depois dele morto. Mas desconfiava quem poderia tê-lo matado, apesar de que só Patch e Nora sabiam a verdade.

E sendo um anjo caído será se Patch estaria disposto a fazer tudo por ela, ou teria ele outros interesses?

Entre humanos, Arcanjos, Nephilim e anjos caídos… Decidir quem era seu verdadeiro aliado,  ou não, nessa batalha, poderia lhe custar à vida. Se ela falhasse…  mataria não só a ela e sua mãe, sucumbiriam todos os Nephilim…

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VAMPIT

J. P. Santos. Agradesce.

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HUSH, HUSH – 3° LIVRO – SILÊNCIO

DE: BECCA FITZPATRICK

SILÊNCIO

“No colégio, só encontrei uma vaga no fundo do estacionamento dos alunos e atravessei a pé o gramado até uma entrada lateral. Estava atrasada, graças à discussão com minha mãe. Depois de sair de casa, tive que parar no acostamento da estrada e fiquei lá uns quinze minutos até me acalmar.  Namorando Hank Millar. Ela era sádica? Queria destruir minha vida? As duas alternativas?

Olhei para a tela do BlackBerry, que eu havia levado sem pedir a autorização de minha mãe, e descobri que havia perdido quase toda a primeira aula. Faltavam dez minutos para o sinal.

Digitei o número do celular de Vee pensando em deixar um recado.

― Alôôô. É você, anjo?  ela atendeu imediatamente com sua voz mais sedutora. A intenção era ser engraçada, mas eu quase tropecei.

Anjo. O simples som da palavra provocava uma onda de calor que lambia minha pele. De novo, a cor preta me envolveu como um laço quente, mas agora havia mais. Um toque físico tão real, que parei onde estava. Senti alguma coisa se movendo por meu rosto, como se dedos invisíveis me acariciassem, seguidos pela sedutora pressão macia nos lábios…

Você é minha, Anjo. E eu sou seu. Nada pode mudar isso. 

 Isso é loucura  resmunguei.

Ter visões envolvendo a cor preta era uma coisa, manter um relacionamento com ela era outro nível de loucura. Eu tinha de parar de me assombrar desse jeito. Se continuasse, começaria a duvidar da minha sanidade, de verdade…”

 SILÊNCIO  Depois do choque de despertar em um cemitério, Nora Grey não consegue se lembrar dos últimos cinco meses de sua vida. Ela ficou desaparecida por semanas, sem que ninguém soubesse onde ou com quem estava; tem visões de anjos alados, criaturas sobrenaturais… E tem alguém que parece saber dar respostas a todas suas perguntas. Mas também conhece o caminho de seu coração. Nora se dá conta de que pode estar apaixonada. De novo?!…

 

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HUSH,HUSH – 2° LIVRO – CRESCENDO

DE: BECCA FITZPATRICK

    “O departamento dos bombeiros estava soltando os fogos de artifício em uma doca que não poderia estar a mais de cento e oitenta e três metros da praia onde estávamos, e eu sentia o retumbar de cada um vibrando na areia sob meus pés. Ondas batiam na praia logo abaixo da colina, e a música do festival tocava ao máximo. O cheiro de algodão-doce, pipoca, e carne fritando pairava densamente no ar, e meu estômago me lembrou que eu não tinha comido desde o almoço.

    — Vou pegar um cheeseburger, — eu disse ao Patch. — Quer alguma coisa?

     — Nada do menu.

     Eu sorri. — Ora, Patch, está flertando comigo?

    Ele beijou o alto da minha cabeça. — Ainda não. Eu pego o seu cheeseburger. Curta o fim dos fogos de artifício.

     Eu peguei um dos passadores de cinto de sua calça para pará-lo. — Valeu, mas eu vou pedir. Não consigo aguentar a culpa.

     Ele levantou suas sobrancelhas em inquisição.

    — Quando foi a última vez que a garota na barraca de hambúrguer deixou você pagar pela comida?

     — Faz um tempo.

     — Faz desde sempre. Fique aqui. Se ela te ver passarei o resto da noite com uma consciência culpada.

     Patch abriu sua carteira e tirou uma nota de vinte. — Deixe uma bela gorjeta para ela.

    Foi a minha vez de levantar minhas sobrancelhas. —Tentando se redimir por todas aquelas vezes que pegou comida de graça?

     — Da última vez que eu paguei, ela me caçou e enfiou o dinheiro no meu bolso. Estou tentando evitar outra apalpação.

     Parecia invenção, mas conhecendo o Patch, provavelmente era verdade…”

CRESCENDO – Depois de ter sofrido uma tentativa de assassinato, Nora Grey, ganha um anjo da guarda: Patch, que com um sorriso sexy que sugere encrenca, de angelical ele não tem absolutamente nada. Nora quer resolver os mistérios que envolvem sua vida.  Primeiro é sobre Patch e sua arque-inimiga, Marcie Milla. Depois Scott Parnell, conhecido de infância que volta para a cidade e a deixa  desconfiada de que ele guarda um grande segredo…

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HUSH, HUSH – 1° LIVRO – SUSSURRO

DE:  BECCA FITZPATRICK

 

 

 

 

“Ele estava agachado a alguns metros, observando-me. Não parecia nem um pouco… machucado. Estava todo vestido de negro e se confundia com a noite, o que  tornava  difícil de dizer qual era a sua aparência. A princípio não consegui distinguir os traços de seu rosto, mas então percebi que ele usava uma máscara de esquiador. Ele ficou de pé e se aproximou. Espalmou as mãos contra a janela do lado do motorista. Nossos olhos se encontraram pelo orifício da máscara. Um sorriso letal parecia brotar de seus olhos. Deu outro golpe. O vidro vibrava entre nós. Liguei o carro. Tentei sincronizar as ações de passar a primeira marcha, pisar no acelerador e soltar a embreagem. O motor ligou, no entanto o carro mais uma vez deu um solavanco e morreu. Dei a partida de novo, mas me distraí com um estranho ruído metálico. Observei aterrorizada que a porta começava a ceder.  Ele a estava… arrancando. Engatei a primeira marcha. Meus sapatos escorregavam nos pedais. O motor roncou, enquanto o conta-giros no painel avançava para a zona vermelha. O punho atravessou a janela com uma explosão de cacos de vidro. A mão tateou meu ombro e segurou meu braço. Dei um grito rouco…”

HUSH, HUSH — Ou Sussurro,  conta a estória de uma garota, Nora Grey, que mora com sua mãe em uma antiga casa de fazenda, distante de tudo. Construída  no século XVIII. Justamente em um lote onde parece que toda a neblina se concentra.  Ela passa a maior parte do tempo  com uma empregada que durante a noite vai embora. Pois sua mãe, depois que o pai morreu, viaja constantemente por conta do emprego. Nora tem uma amiga inseparável, a Vee,  que volta e meia tenta encorajá-la a  se interessar por algum namorado. Mas depois que ela conhece Patch, coisas estranhas e assustadoras começam a acontecer em sua vida.

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