RESENHA ‘ADULTÉRIO’

DE: PAULO COELHO.

 

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AQUELE ALGO MAIS…

Como todas as histórias contadas por Paulo Coelho, essa também deixa uma vasta possibilidade de interpretações, que depende tão somente da vivência e da maturidade de quem for ler.

O adultério é o ato máximo da traição de um cônjuge que jurou fidelidade. Mas o adultério é normalmente cometido pela maioria dos homens, quase como uma ostentação de sua masculinidade. Porém, não é visto bem assim, quando cometido pelas mulheres…

Linda é a protagonista desta história. Ela é uma mulher bonita, bem relacionada, e tem um bom emprego. Sua vida financeira é estável, possui filhos adoráveis, um marido amoroso e compreensivo. E a maioria de suas amigas a invejam.  Não há motivos para ela se queixar da vida, porém, Linda não é feliz.

Quantas vezes nos perguntamos: será que a vida é só isso?

Pois bem! Foi o que aconteceu com Linda. A cada dia que passava ela se via mais infeliz, mas ela não sabia dizer o porquê. E pior… Ninguém parecia perceber a sua infelicidade…

E em busca de respostas, Linda procurou especialistas em todas as áreas, utilizou de seu trabalho como jornalista para não levantar suspeitas sobre suas atitudes. E acabou encontrando alguém que, assim como ela, vivia insatisfeito com o rumo que tomara sua vida. E neste interim, Linda canalizou essa empatia como sendo o elo perdido de sua história e acabou se envolvendo em um romance extraconjugal, se tornando meio que psicótica, capaz até de cometer um crime. Ariscando sua vida pessoal e profissional por uma louca aventura. Afinal de contas, quem era aquela mulher? Linda já não se reconhecia. E apesar de sentir-se angustiada por sua infidelidade, ela sentia-se também, mais viva do que nunca.

Isso a fez refletir, que apesar de sua vida parecer perfeita, faltava algo para ela ser feliz…

E não chega a ser uma surpresa encontrarmos pessoas que trilham caminhos preestabelecidos como sendo ideais para alcançar a felicidade. Mas que, debaixo desta falsa felicidade está estampado o descontentamento, por não ser verdadeiro consigo mesmo, e as frustações, por não fazer o que realmente gostaria de fazer.

Mas afinal, de quem seria a culpa da infelicidade e infidelidade de Linda?

Segundo a minha interpretação, a culpa seria tão somente de suas escolhas e dos caminhos que ela mesma traçou para chegar aos seus objetivos. Porque ao invés de viver para satisfazer aos seus anseios, ela vivia procurando satisfazer às exigências impostas pela sociedade: ser a mulher mais desejada, a mãe mais esperada, uma ótima profissional, ou seja: ter uma vida perfeita.

O pecado cometido por Linda, não chega a ser do adultério, mas sim, o de querer adequar-se a uma condição rotulada como ideal para ser feliz. Ela assim, acaba por trair a si mesma.

E ao procurar o algo a mais que faltava em sua vida ela acabou encontrando a resposta aonde nunca pensou que encontraria, e a única coisa de que precisava para ser feliz…Era simplesmente viver!

Uma história simples, comum e até boba, pode-se dizer. Mas com um conteúdo de profunda reflexão sobre a vida. E assim nos mostra Paulo Coelho, que a vida não é complicada é preciso apenas saber interpretá-la.

Muito bom, eu recomendo!

Por: Jussara Pires

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LANÇAMENTO

“JOVENS ESCRITORES BRASILEIROS”

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Jovens Escritores Brasileiros”.

Mais uma obra literária oganizada pela escritora Jana Lauxen. Onde reunem vários textos de jovens escritores, alunos da Escola Amélia Lenzi Raymundi, de Sananduva/RS. Foi lançada pela Editora Os Dez Melhores através do Selo Nascedouro.

O evento aconteceu dia 28 de novembro de 2014 na Casa da Cultura Prefeito Hilário Copatti

 

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O DIÁRIO DE UM MAGO

DE: PAULO COELHO

 

O  Diário De Um Mago

“E com a ponta de sua espada feriu levemente minha testa. A partir daquele momento eu não precisava mais ficar em silêncio. Não precisava esconder aquilo do que era capaz, nem ocultar  os prodígios  que havia aprendido a realizar no caminho da Tradição. A partir daquele momento eu era um Mago.

Estendi a mão para pegar a minha nova espada, de aço que não se destrói e de madeira que a terra não consome, com seu punho preto e vermelho, e sua bainha preta. Porém, na hora que minhas mãos tocaram na bainha e que eu me preparava para trazê-la até mim, o Mestre deu um passo a frente e com toda a violência pisou n os meus dedos, fazendo com que eu gritasse de dor e largasse a espada.

Olhei para ele sem entender nada. A luz estranha havia sumido e o rosto do Mestre tinha agora a aparência fantasmagórica que as chamas da fogueira desenhavam.

Ele me olhou friamente, chamou minha mulher e lhe entregou a nova espada. Depois virou-se pra mim e disse:

– Afasta sua mão que o ilude! Porque o caminho da Tradição não é o caminho dos poucos escolhidos, mas o caminho de todos os homens! E o Poder que você pensa que tem não vale nada, porque não é um Poder que se divida com outros homens! Você deveria ter recusado a espada, e se você tivesse feito isso ela lhe seria entregue, porque seu coração estava puro. Mas como eu temia, no momento sublime você escorregou e caiu. E por causa da sua avidez, terá que caminhar novamente em busca de sua espada. E por causa da sua soberba, terá que buscá-la entre os homens simples. E por causa do seu fascinio pelos prodígios, terá que lutar muito para conseguir de novo aquilo que tão generosamente ia lhe sendo entregue.

Foi como se o mundo tivesse fugido dos meus pés…”

O DIÁRIO DE UM MAGO –  Em um ritual de magia, um aprendiz está para concluir seu treinamento, que o tornará um Mago. Quando ele já se vê possuidor de todo o Poder, que tanto almeja, é surpreendido por seu Mestre ao declará-lo ainda não preparado para receber sua espada. Ele terá que fazer uma viagem para encontrar sua espada de novo. Mas durante  sua peregrinação ele desvendará alguns mistérios em seu caminho e a verdadeira magia que envolve sua espada… No Caminho de Santiago.

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SÉTIMO

 DE: ANDRÉ VIANCO

  

“Escuridão. Patrícia despertou.  Estava presa. Respiração apressada. arranhou a madeira. O que seria aquilo? Um caixão?…  Gritou. O que estava fazendo ali? Sensação de aperto. Claustrofobia. Não tinha ar lá dentro. Lembrou-se então que não precisaria de ar nunca mais. Gemeu. Estava morta. Lembranças embaralhadas. Um convite. Uma carona. Dentes pontiagudos. Um Landau negro cruzando a rua. Dentes cravados em sua carne. Sangue. Seu sangue… indo embora! Uma oferta… a salvação. Sangue vampiro na boca. Olhos vermelhos.  Olhos fantasmagóricos. Estava agora em um caixão. Esmurrou a madeira até afastar a tampa. Seu caixão estava de pé, nos fundos de um cômodo largo e amplo. Frio. Dezenas de caixas de madeira como a sua. Ela tinha dezenove anos. E agora era uma vampira. Outros vampiros despertaram. Alguns expondo os caninos compridos. Outros deixando os olhos vermelhos chamejar. Deus… eram tantos!”

SÉTIMO — Essa é uma continuação da primeira estória, Os Sete, de Vianco. Conta as consequências do desastroso resgate da caixa de prata, na antiga caravela naufragada, na costa brasileira.

     Depois de quinhentos anos uma criatura abre os olhos e descobre que não está mais em sua terra natal. Logo ela faz do Brasil sua nova morada, e seguidores são criados para sua proteção. Mortes, terror e destruição começam abater a população. Exércitos, caçadores são convocados para contê-la… Sétimo.

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