O ESCOLHIDO LEGADO

DE: JULIANA WALKER

“… Ana olhou para ele, mas ele estava imóvel, olhando para alguma coisa que parecia estar atrás dela.

Ele olhava com o olhar vidrado, e suava.

– Ike? Esta tudo…

-Shhhhh. Ele a interrompeu colocando o dedo sobre os lábios dela, o que a fez corar mais, mas estava assustada demais para começar a devanear sobre isso agora.

-Não se mova. – Ele falou. – Tenta ir bem devagar para o caminho que você veio.

Ana moveu-se devagar, mas não sabia por que deveria fazer isso.

Ike suava frio, nunca imaginou que esse monstro era realmente real, mas agora estava ali, cara a cara com ele, com a fera.

Ele segurava na mão de Ana, colocando-a atrás dele, enquanto tentava manter os olhos na fera.

Ele encarava aqueles olhos vermelhos, e tinha nesse monstro que o diferenciavam de um animal, ela era enorme, quase da altura de Ike e grande, tinha um porte que mostrava imponência, com suas cores acinzentadas e pretas. Mas seu olhar encarando Ike era o que mais a diferenciava, pois Ike podia jurar que essa fera estava pensando.

Ike se viu sem saída. Não sabia o que fazer, mas sua maior preocupação era Ana.

– Ike, o que está acontecendo?

Sua voz estava trêmula, e ela não conseguia se mover, pois imaginava o que podia ser.

– Meu  avô estava certo. – Ana falou para si mesma.

Ike só teve tempo de olhar Ana nos olhos antes de ver a fera correr em sua direção.

Foi rápido que ele não pode fazer nada.

A fera correu em direção a Ana e a atacou.

Ana fechou os olhos antes do ataque, e sentiu uma dor em seu ombro tão forte que tudo escureceu, e a última coisa que ouviu foi Ike gritando.

– Não!…”

O ESCOLHIDO LEGADO –  Uma estória de destruição e guerra, em Avan. Criaturas com poderes fantásticos, os fays, protegem os humanos da fera, um dos seus inimigos mortais. Os destruidores. Mas uma ameaça por trás de uma profecia, que envolve: monstros, sombras do mal e uma floresta maligna. Garante que, uma guerra definitiva seja declarada.

Mas… De quem será o legado?

 

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EDITORA OS DEZ MELHORES – LANÇAMENTO

A Editora Os Dez Melhores tem a alegria de apresentar a capa do primeiro lançamento do selo Nascedouro: o livro de contos “Conte um Conto”!

Saiba mais acessando nosso blog:

http://editoraosdezmelhores.blogspot.com.br/2013/10/lancamento-do-livro-conte-um-conte.html

conte um conto

COLETÂNEA SONHOS E PESADELOS – SONHANDO ACORDADO

SE JUSSARA PIRES

sonhos e pesadelos

   “… Sonhava ganhar na loteria, e naquela semana estava acumulada.  Peguei todo o resto do dinheiro do mês e joguei.

    – O chefe tá zangado. É a terceira vez nessa semana que você chega atrasado, meu! Tá querendo perder o emprego, irmão?

    – A culpa é dos políticos, que não fornece uma melhor infra-estrutura de transporte para os cidadãos.

    – Se liga cara! Todo mundo aqui rala igual e chega cedo. Só tu acha que pode ter mais privilégio? Vai acabar dançando, malandro! Depois não diga que não avisei! Toma, pega a papelada e vá prá sua mesa meter as caras. O chefe quer tudo pronto até o fim do dia. Falou?

   – Merda! Tudo isso? Pô cara, esse Mané esta tirando meu couro. Estou fazendo o trabalho de três e não recebo nada a mais por isso!

    – Agradeça estar empregado, cara! E fazendo trabalho de três. Eles foram postos para fora para garantir seu emprego. Pense nisso!

    – Eu não fico aqui por muito tempo – bati no meu bilhete do bolso. – Aqui está a minha liberdade, é hoje! Esse fim de semana eu fico rico. Nunca mais irei trabalhar prá Filho da P… nenhum! Comprarei uma mansão. Viajarei o mundo todo, belas mulheres, um lindo carro e muitos empregados. Não vou viver essa vida de merda ganhando salário de fome e pegando ônibus com um monte de gente suada, a vida toda. Comer feijão com arroz, todos os dias, sem carne?  Eu não nasci prá isso, irmão, eu quero meu lugar ao sol.

    – Tá bom! Vai sonhando! Mas aproveita e faz teu trabalho direitinho ai, tá? Até ganhar. Prá não ficar desempregado…”

SONHANDO ACORDADO – Um trabalhador cansado da dura vida que levava sonhava com dias melhores. Fazia planos e tinha certeza que iria ganhar na loteria, iria ficar rico. E com o bilhete premiado no bolso viu sua vida mudar da noite pro dia… E seus sonhos virarem pesadelos!

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JUSSARA PIRES

QUEM É JUSSARA PIRES?

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BIOGRAFIA

Jussara Pires,  brasileira, natural de Salvador-Ba. Nascida em vinte e três de junho de mil novecentos e sessenta e um, casada, dois filhos, formada no curso técnico de instrumentação industrial. Participação ativa na editora OS DEZ MELHORES. Apaixonada por leitura, de vários gêneros, principalmente de livros de suspense e mistério, desde menina gosta de contar estórias. Em dois mil e doze ela participou de alguns concursos literários. Em dois mil e treze, foi lançada em algumas antologias:

Editora Multifoco

 1 –  Antologia “The King” com o conto – O LAGO

 2 – Antologia “Mistério das Sombras”, com o conto – PERFIL… ASSASSINO!

 3 –  Antologia “Sinistro” com o conto – VOCÊ DORME… (ainda não publicado)

 

Editora APED

  1 – Coletânia “Sonhos & Pesadelos”, com o conto – SONHANDO ACORDADO

 2 – Coletânea “Contos Eróticos”, com o conto – HALLY.

Tem pretenção de escrever um livro solo, mas sem previsão de quando vai ser lançado.

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http://antologiatheking.blogspot.com.br/p/autores.html

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COLETÂNEA SONHOS e PESADELOS – Conto 1 – A MOÇA DA PRAIA

DE: AMAURI CHICARELLI

sonhos e pesadelos

“… Ficava impressionado quando ouvia alguém contar suas experiências noturnas com uma riqueza de detalhes tão grande que, às vezes, achava que a pessoa estava inventando tudo aquilo. Só quando percebi que minhas noites eram sempre divididas em duas partes foi que pude entender porque não me lembrava de nada: o “segundo tempo” apagava tudo. Mas desde que ela apareceu, a noite tornou-se uma só e não me esqueci de mais nada…”

A MOÇA DA PRAIA –

Uma moça bonita frequentava os seus sonhos noturnos, mas uma figura macabra sempre surgia entre eles e o sonho virava fumaça. E cada vez mais ele precisava voltar a dormir e a sonhar, precisava ver a moça de seus sonhos. Nem que para isso ele tivesse que…

QUER SABER MAIS? ACESSE:   http://www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=138727

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ANITA BLAKE – 16° LIVRO – BLOOD NOIR

DE: LAURELL K. HAMILTON

     “… – Eu sei. Você não me ama do jeito que você ama Nathaniel ou qualquer outra pessoa. Mas você realmente se importa comigo, não  é?

     Eu olhei para aquele rosto. Um cara que tinha sido meu amigo há anos, e mais do que apenas um amigo por cerca de um ano. Eu disse que a única coisa que eu poderia dizer:  – Sim.

     Nós chamamos Jean-Claude enquanto ainda era noite, por isso, poderia dizer-lhe que o seu Pomme de Cantar, Jason, e seu Servo Humano, eu, havia planejado. Eu pensei que ele poderia dizer-me que era uma coisa estúpida de fazer, e dizer-nos não. Ele era o chefe de Jason e o Mestre, e tecnicamente ele era meu Mestre. Embora honestamente, eu não o deixei puxar o cartão de Mestre para mim, muitas vezes.

     Jason disse-lhe, e em seguida passou o telefone de cabeceira para mim.

     – Ele quer falar com você.

    Jason levantou-se acolchoado para o banheiro. Nathaniel ficou onde estava ao meu lado.

     – Ei, Jean-Claude.

     – Ma petite, estou surpreso que você concorda com isso.

     – Eu também.

     Ele riu, aquele riso maravilhoso, palpável. Isso me fez tremer e não era de medo. Nathaniel aconchegou mais perto de mim, como se tivesse sentindo o gosto dele.

     – Obrigado por cuidar de Jason de uma maneira que eu não posso.

     – Então, você não vai  tentar nos impedir de fazer isso?

     – Você gostaria?

     Eu percebi que sim, eu queria. Agora que eu disse sim, eu estava me sentindo estranha sobre isso, e ainda mais tola.

     – Vou ser tipo, inábil.

    – Vai ser difícil para você. Você será o seu único apoio emocional em uma situação muito traumática.

     – Você parece falar como um terapeuta , Jean-Claude.

     – O que você quer dizer?

     – O que você está realmente pensando?

     Ele deu aquele riso novamente, e meu escudo caiu o suficiente para que eu soubesse que ele estava sentado em sua cama usando nada mas que os lençóis de seda. Eu tenho um vislumbre do que o cabelo ondulado preto sobre o branco perfeito dos ombros. Fechei os escudos para baixo antes que eu pudesse ver, literalmente, o azul-escuro de seus olhos.

     Eu tomei uma respiração profunda, e contei lentamente enquanto expirava. Se eu não fosse cuidadosa o vínculo entre ele e eu podia distrair-me, muito.

      – O que você está pensando, Ma petite?

      – Em você, e não tente. Onde está Asher?

      – Ele está atrasado, mas ele vai estar aqui.

     – Jason quer sair de manhã. Quem é que vai te alimentar enquanto estivermos fora?

     – Há sempre dispostos doadores de sangue, Ma petite.

     Eu não gostei do jeito que ele disse isso. O surto de um pequeno ciúme veio e eu combati, até a morte, antes que pudesse soar em minha voz.

     – Não coma nada que eu não concorde com você.

     – Você está com inveja, Ma petite?

     – Talvez.

     – Eu também.

     – O que você quer dizer?

   – Você estará indo para casa para conhecer a família de Jason. Você estará fazendo algo muito comum, muito humano, que será sempre negado para mim.

     – Eu não entendo.

    – Minha família morreu muito antes de você nascer, Ma petite. Eu não posso apresentar a minha mãe para você, ou a  minha irmã. Eu não posso dar-lhe a experiência muito normal de ver de onde eu vim, e quem é a minha gente.

    – Eu me encontrei com a cabeça de sua linhagem, Jean-Claude. Acho que Belle Morte é o seu povo.

   – Não, Ma petite, ela é meu Mestre, ou era, mas ela nunca foi da família. Ela foi amante e deusa, mas isso não é a mesma coisa.

     – Você está com ciúmes de Jason, por que sua família está viva e ele vai me levar para sua casa.

    – Oui.

    Fiquei ali com o telefone ao ouvido, e só pensava nisso.

     – Eu nunca pensei que seria importante para você.

   – Eu não me arrependo do que eu sou, Ma petite, mas eu me arrependo um pouco do que eu não tenho. Eu daria tudo para você conhecer minha mãe e minha irmã.

   – Não o pai, – eu disse.

  – Ele morreu quando eu era muito jovem. Eu não tenho muitas lembranças dele.

     Mais uma vez, algo que eu não tinha conhecimento. Hoje foi apenas cheio de novas descobertas sobre as pessoas que eu pensei que conhecia intimamente.

    – Você está chateado por eu não te levar para casa, para conhecer minha família?

     Ele fez um pequeno som. – Não, eu … –  Ele riu, mas não era sexy, mais rir de si mesmo. – Eu acho que… eu posso estar. Talvez eu sinta que você não me ache bom o suficiente.

     – Acho que minha avó Blake iria persegui-lo para fora da casa com um crucifixo e água benta, é o que eu penso.

     – Ela é uma mulher devota?

   – Fanática. Fui informada que ela está orando pela minha alma por causa de você.

     – Tenho lhe alienado de sua família, Ma petite?

   – Não, eu já estava distante, se é assim que você quer colocá-lo. Digamos que a vovó Blake já estava orando para mim a coisa toda de levantar-zumbis-do-túmulo. O meu sono com os mortos-vivos é apenas outro sintoma da minha condenação.

     – Sinto muito, Ma petite, eu não sabia.

     Dei de ombros, sabia que não podia vê-lo, e disse:  – Está tudo bem.

    – Então você vai com o nosso Jason e conhecer sua família, ser sua namorada.

      – Você está com ciúmes.

      – Minha voz estava vazia de emoção, –  disse ele.

     – Sim, e quando sua voz soa mais vazia, você está escondendo algo. Você sabe que não deve ter  ciúmes de Jason.

     – Eu não estou com ciúmes do jeito que você quer dizer.

     – Então explique.

     Nathaniel tinha encostado mais, ao meu lado, ouvindo.

   – Você ainda não tem trinta e ele é vinte e três. Vocês dois são tão jovens, Ma petite. Você vai para longe em sua terra natal e são muito jovem juntos. É algo que eu não posso estar com você. Eu não posso ser jovem e ingênuo e incerto.

    – Você não seria você se fosse qualquer dessas coisas. Eu te amo do jeito que é, Jean-Claude.

     – Eu gostei disso. Acha  que eu precisava ouvir isso, Ma petite?

    – Sim, –  eu disse.

    Ele riu novamente, e me fez tremer mais perto de Nathaniel.

    – Eu me sinto estranhamente em conflito. Jason é o meu Pomme de Cantar, e é precioso para mim. Você é meu Servo Humano e cuida dele de modo que é uma coisa linda. Isso fará com que os outros vampiros pensem em mim como um senhor muito gentil, mas eu sei que você faz porque você se importa com ele. Ele é jovem e bonito e charmoso.

     – Você não pode ser inseguro.

    – Por que não posso ser?

    – Porque você é lindo e maravilhoso na cama, e eu te amo.

    – Mas Jason pode ser uma coisa para você que eu não posso, Ma petite.

    – O que seria isso?

   – Mortal. Ele pode envolvê-la na juventude da sua vida. Ele pode lhe oferecer a bagunça da sua família. Ele pode mostrar-lhe onde ele cresceu, apresentá-la às pessoas que o conheciam quando criança. Todos aqueles a quem eu posso apresentá-la me conheciam como um vampiro, não como um mortal.

    – Eu acho que esse é seu problema, Jean-Claude, não meu. Eu não estou realmente ansioso para viajar para baixo na nostalgia com Jason e seu pai abusivo.

     – Eu sinto que você quis dizer isso, mas eu me acho numa estranha inveja. Eu não tinha pensado em minha família dessa forma há muito tempo.

      – Está com um som de saudade.

     – Suponho que é uma boa palavra como qualquer outro.-  Ele parecia triste.

     – Você precisa de nós  hoje à noite?

    – Para quê? Você não iria chegar muito antes do amanhecer, e sairia antes que eu acorde para o dia.

    – Eu me sinto como você precisa de um beijo de adeus, eu acho.

   – Obrigado pelo sentimento, Ma petite, mas vou trabalhar, como você disse, são os meus problemas. Você, eu acho, terá suas mãos em trabalho completo sobre Jason.

     O que eu poderia dizer sobre isso?

     – Sim, – eu disse.

     – Je t’aime, ma petite.

     – Eu também te amo, –  eu disse.

     Acho que era tudo, o que mais havia a dizer?…”

(Traduzido por fãs)

BLOOD NOIR – Ou, Sangue de Noir – Anita Blake, uma delegada federal executora de vampiros e levantadora de zumbis é a namorada e Serva Humana do Vampiro Mestre da Cidade, Jean-Claude. Ela está às voltas com Jason, o lobisomem, Pomme de Cantar de Jean-Claude, o seu doador de sangue. Ela se ofereceu para acompanhá-lo, como sua namorada, a voltar para casa. Para ver o pai que está à beira da morte. Porém o medo de enfrentar uma viagem de avião não estará na lista dos momentos mais terríveis que terá que enfrentar junto a ele.

Anita terá que enfrentar o pai de Jason e fazê-lo compreender o quanto magoado ele é capaz de deixar seu filho por puro preconceito. Encarar a cobiça das ex-amantes de Jason e reavaliar seus sentimentos por ele. Seria só amizade?

Marmee Noir é a Mãe de todos os vampiros. A mais antiga vampiro do mundo. O primeiro vampiro que transmitiu o vírus e criou todos os outros. Ela é poderosa, e está “adormecida” por mais de mil anos. Mas em seus sonhos, ela aterroriza, os outros vampiros.  E em um de seus sonhos ela colocou um pedaço de seu animal para chamar dentro de Anita. Porque? Ela quer Anita como seu Servo Humano… Ao tentar fazer mais uma marca em Anita acaba levantando o ardeus e provocando o seu maior medo. Não conseguir controlar seu poder, que a leva a seduzir mais homens para sua vida.

Jason confundido com um primo distante, será alvo de um vampiro mestre enciumado, e sua vida correrá perigo. Será se Anita conseguirá  salvá-lo?

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STARTERS – 1° LIVRO.

DE: LISSA PRICE

     “… Meu coração estava acelerado. Tudo estava muito confuso, o mundo parecia estar de cabeça para baixo. Eu tinha que lembrar a mim mesma de que a belíssima Madison era, na verdade, uma mulher de cento e poucos anos.

      E o fato de que ela pensava o mesmo a respeito de mim era realmente desconcertante.

    – Se você estiver se sentindo melhor, Callie, eu realmente preciso pegar uma bebida. Algo que tenha um nome longo e sexy.

      – Eles vão lhe servir bebida?

    – Querida, este clube é privado. Totalmente discreto, assim como o banco de corpos – disse ela, tocando em meu braço. – Não se preocupe, meu bem. Estarei por perto e volto logo.

      Ela se levantou da poltrona. Eu apoiei os cotovelos  sobre os joelhos e encostei a testa em minhas mãos. Queria que o mundo parasse de girar. Mas, quanto mais eu tentava entender tudo o que estava acontecendo, mais as coisas pareciam piorar. Minha cabeça latejava.  Por que eu havia acordado em uma danceteria e não no banco de corpos? O que tinha acontecido?

    Tudo estava indo muito bem até ali. Eu receberia meu dinheiro, conseguiria um lugar quente para Tyler poder dormir, uma casa de verdade. E agora, isso.

      Foi quando ouvi uma voz.

      Olá?

     Ergui a cabeça. Não era Madison. Ela estava longe de mim, em frente  ao balcão do bar. Olhei para trás. Não havia ninguém por perto.

      Seria minha imaginação?

      Pode… me ouvir?

      Não, era real.  A voz vinha de…

      Dentro. Da. Minha. Cabeça.

    Será que eu estava sofrendo uma alucinação? eu coração estava disparado. Talvez Madison estivesse certa, eu deveria estar bêbada. Posso ter batido a cabeça quando caí. Alguma coisa estava muito, muito errada. Minha respiração se acelerou e eu comecei a hiperventilar.

      A voz parecia ser de uma mulher.  Segurei a respiração para tentar me acalmar e ouvir melhor.

     O barulho da danceteria interferia em minha percepção. Enfiei os dedos nos ouvidos e tentei escutar, mas tudo o que eu ouvia eram as batidas do meu próprio coração. Não conseguia afastar o choque de ouvir uma voz daquela maneira.

       Onde está a saída? Queria sair dali. Precisava de ar fresco.

      A próxima voz que ouvi era jovem, muito masculina e vinha de um ponto logo à minha frente.

       – Você está bem? – Era ele. O rapaz de camisa azul, o “adolescente, por dentro e por fora”, como Madison explicara. Ele parecia estar preocupado.

    O que ele disse? Perguntou se eu estava bem. Lutei para me controlar, para não demonstrar que estava em pânico.

        – Sim. Estou. – Puxei a barra de meu vestido, numa tentativa inútil de cobrir minhas pernas.

      Ele era ainda mais bonito agora que estava perto, inclusive com covinhas no rosto. Mas eu não tinha tempo para distrações. Precisava saber se ouviria aquela voz novamente. Ele simplesmente olhava em minha direção enquanto eu tentava escutar.

        Minha cabeça estava em silêncio. Fora obra  de minha imaginação? Pelo fato de eu estar bastante desorientada, depois de ser jogada de volta para o meu corpo daquela forma? Talvez o rapaz tivesse assustado a Voz.

      Ele usava uma jaqueta preta que parecia ser bem cara. Pensei no veredicto de Madison sobre ele. Eu me levantei e o examinei rapidamente em busca dos sinais.

        Nada de tatuagens,  piercings ou cores estranhas no cabelo. Certo. Roupas e jóias caras – qual seria a marca do relógio que ele tinha no pulso? – certo. Bem educado, inscrívelmente bonito. Certo. Era um inquilino.

       Em seguida, ele virou o rosto na direção do bar e eu estava perto o bastante para perceber uma cicatriz que ele tinha perto do queixo. Doris nunca deixaria aquilo passar.

      – Eu vi quando você caiu – disse ele, com uma toalha pequena na mão. – Fui pegar isto no banheiro.

      – Obrigada. – Encostei a toalha em minha testa e vi um sorriso se abrindo no rosto dele. – O que é engraçado?

        – Não é para sua cabeça – disse ele, gentilmente pegando a toalha de volta e deslizando-a por meu braço, que ficara sujo com o que estava no chão.

    – Eu escorreguei. Alguém derramou uma bebida. E, com estes saltos…

      – São saltos fabulosos. – Ele olhou para meus pés e sorriu, com as covinhas do rosto ficando mais pronunciadas.

      Ser o centro das atenções dele era demais para mim. Eu tinha que desviar o olhar. Um rapaz assim, rico e bonito, interessado em mim, a garota que morava nas ruas? Vi meu reflexo em uma das pilastra espelhadas e fui trazida violentamente de volta à realidade. Eu havia me esquecido de que tinha a aparência de uma celebridade.

     Quando me virei,  percebi que Madison ainda estava em frente ao balcão do bar, tentando atrair a atenção do bartender, um Ender que devia  ter dificuldade de escutar.

      O rapaz se virou para olhar na direção em que eu estava olhando e deixou a toalha sobre uma pequena mesa.

       – Ela é sua amiga? – perguntou ele.

       – Mais ou menos.

       Ele ergueu um dedo, como se estivesse tentando se lembrar.

       – O nome dela é Madison, certo?

        Fiz que sim com a cabeça.

       – Eu estava conversando com ela mais cedo. Ela é engraçada – disse ele.

        – Como assim?

        – Ela me perguntou um monte de coisas.

        – Que tipo de perguntas?

      – Sobre história, dá para acreditar? Coisas que aconteceram há vinte ou trinta anos. Por exemplo, você sabe qual o holo ganhou dez Oscars há uma década?

     Apertei os olhos e tentei lembrar se meu pai chegara a mencionar algo assim. Ele saberia, com certeza. Eu dei de ombros.

     – Viu? Você também não sabe – disse ele. – Obviamente, não passei no teste da Madison. Quando percebeu que eu não sabia as respostas, ela simplesmente me deu as costas e se afastou. Eu vim para dançar, não para participar de um programa de perguntas e respostas.

     – Ele olhou para os próprios pés e depois para mim. – Você gostaria de… ?

     – Eu? – Percebi que a música havia recomeçado, mas era uma batida mais lenta e não tão barulhenta. – Não. Não posso.

     – É claro que pode.

    Pensei em Michael no prédio abandonado, cuidando de Tyler para mim. Não parecia certo. Eu não podia  simplesmente sair para dançar. Ainda não fazia a menor idéia  do que havia acontecido, onde eu estava, ou como havia chegado até ali, e eu realmente não era a mesma.

       – Estou só um pouco tonta.

       – Talvez mais tarde? – disse ele, com uma ponta de esperança na voz e levantando a sobrancelha.

        – Desculpe. Já estou de saída.

       Eu sabia que aquela era uma maneira rude de falar, mas não queria lhe dar falsa esperança.

     Os olhos dele refletia a mesma decepção que eu sentia, mas ele conseguiu escondê-la bem. Parecia estar preste a dizer alguma outra  coisa, mas, naquele exato momento, Madison voltou, com uma xícara em uma mão e um coquetel na outra.

      – Trouxe um café para você . Espero que goste dele bem forte. – Ela me entregou a xícara e percebeu que o rapaz estava por perto. – Ah!  Blake, não é mesmo? Oi, de novo.

      Blake a cumprimentou com um movimento de cabeça, mas não tirou seus olhos de mim. Nós compartilhamos um sorriso, uma experiência secreta, às custa de Madison. Uma daquelas experiências de aproximação entre pessoas, do tipo “ela não sabe que estávamos falando dela”.  Madison não pareceu notar, ocupada enquanto tentava arrancar um pedaço de abacaxi que decorava seu copo.

        – Preciso voltar para perto de meus amigos – ele disse.

        Madison engoliu a fruta e lhe deu um sorriso cortês.

        – É ótimo vê-lo novamente, Blake.

       – Tchau, Madison. – E, em seguida, ele sorriu para mim. – Até mais tarde, Callie. – Ele inclinou a cabeça e girou sobre os calcanhares, como se tivesse fazendo um movimento de dança.

      Não cheguei a me apresentar para ele. De algum modo, ele havia descoberto.

     Eu o observei enquanto se afastava, com as mãos no bolsos. Eu estava me sentindo um pouco melhor.

        Escute… por favor…

      Senti um arrepio correr por minha coluna. Não. Era aquela Voz novamente. Dentro da minha cabeça. Se fosse obra da minha imaginação, então provavelmente ela estava funcionando muito bem, porque a Voz parecia  muito real. Tudo estava errado. Eu tinha que sair dali.

      Qualquer que fosse o lugar de onde a Voz estava vindo, – de dentro da minha mente ou até outro lugar -, as palavras seguintes me perfuraram como agulhas pontiagudas.

     Escute… importante… Callie… não volte à… Prime Destinations…”

STARTERS – Callie tem 16 anos, perdeu seus pais quando uma Guerra de Esporos varreu todas as pessoas entre 20 a 60 anos, que não tinham sido vacinadas. Ela e seu irmão Tyler, sobreviveram. Vivem nas ruas junto com um amigo, Michael. Eles lutam contra renegados que matariam por qualquer migalha de alimento, ou por um pouco de  água. Escondem-se de inspetores do governo que caçam todos os menores, que não comprovem ter família. Para fazer trabalho escravo, legalizado. Por isso eles vivem em ruínas de prédios abandonados se escondendo como ratos. São chamados de…  Starters.

Callie desesperada para obter uma moradia, conforto e  médico para o seu irmão de sete anos, que está doente, procura uma Instituição privada chamada Prime Destinations, que estava oferecendo muito dinheiro a, adolescentes para alugar os seus corpos aos Enders – idosos de mais de 100 anos, e ricos. – que desejam uma oportunidade de ser jovens por um período, novamente. Ela acaba aceitando a negociação

  Porém o que parecia ser fácil, logo se torna um pesadelo. Tudo ia bem nos primeiros alugueis, até que no terceiro…

Ela acorda antes do tempo, em um mundo que não é seu. Pessoas a confundem com sua inquilina, que ela não conheceu.  De repente se vê envolvida em uma conspiração para um assassinato. Ouvi vozes em sua cabeça alertando-a que corre perigo, e para não confiar em ninguém…

Uma guerra está sendo travada entre os Enders, onde Starters estão desaparecendo misteriosamente e Callie está bem no meio dela. Será se ela conseguirá, pelo menos, ver seu irmão novamente?

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