CONTOS MEDONHOS – FÍGADOS

DE: BETO CANALES.

contos medonhos

     “A vida é difícil, às vezes, mas ótima constantemente. E gosto de bife de fígado.

     Então? Chocado com a minha revelação? Cortado fininho, seco, à milanesa, bem frito. Não é uma delicia? Falo isso, porque, outro dia, ouvi que deveria ousar mais na literatura. Isso calou fundo. Sou um escritor e, normalmente, gostam dos meus textos, apesar de nem sempre serem entendidos. Não ligo e, por isso, a vida é melhor do que difícil. Mas, a verdade é que a critica me incomodou…”

FÍGADOS – Um escritor meio que chateado por uma critica feita de suas escritas, resolve contestar o porquê ele teria de ser mais ousado. Cita cenas fortes que chocam ou relata algumas citações de grandes escritores…

Sim…  E o que tem haver o bife de fígado com tudo isso?

Só lendo…

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A ESMERALDA MALDITA

DE: EDGAR WALLACE

A esmeralda maldita

     “… Leslie Maugham caminhou  com passos apressados ao longo do Tâmisa. Era uma noite muito fria e a capa de lã não a protegia o suficiente contra o gélido vento norte. O homem que caminhava ao seu lado era bem mais alto que ela; Leslie só lhe chegava aos ombros. Ele tinha um porte militar e movimentava o guarda-chuva no mesmo ritmo de seus passos.

    – Suicídio à esquerda – disse amavelmente, como se fosse um guia turístico que mostrasse as belezas da cidade.

      A moça retardou o passo e olhou para trás.

     – É mesmo? Fala sério, senhor Coldwell?

     Observou a silhueta debruçada para fora do parapeito, com os braços apoiados  sobre a parte superior da abóbada e o queixo entre as mãos. Era uma figura magra, semelhante aos vagabundos que se recolhiam ali da meia-noite em diante para dormir entre uma ronda e outra da polícia.

     – Estranhamente – disse o senhor Coldwell – quando se vê um desses tipos olhando assim para a água, ele esta arquitetando uma maneira de saldar velhas dívidas. O caso lhe interessa… sentimentalmente?

     Ela hesitou. – Sim, um pouco. Não sei se é sentimento ou apenas curiosidade feminina.

     Separou-se dele e caminhou em direção ao homem, que talvez a estivesse observando com o canto dos olhos, porque logo se endireitou. – Miséria e morte? – perguntou ela, e ouviu-o rir.

     – Miséria, sim, morte, não – respondeu-lhe como um homem culto, com uma agradável pronúncia ligeiramente arrastada, típica de quem frequentou uma universidade. – Despertei sua compaixão? Sinto muito. Se me oferecesse dinheiro, ficaria embaraçado. Nessa calçada, poderia encontrar muitos miseráveis mais dignos de… caridade.  Uso essa palavra em seu sentido mais puro.

     Ela o encarou. O bigode e a barba cerrada não disfarçavam a sua pouca idade. O inspetor-chefe Coldwell, que havia se aproximado, examinava-o com um interesse profissional.

    – Quer saber o que eu estava pensando? – Havia um curioso tom zombeteiro em sua voz. – Estava pensando em um assassinato. Nessa cidade existe alguém que me causou muitos aborrecimentos; tinha decidido procurá-lo na primeira oportunidade e acertar três tiros em seu coração, quando você desviou o rumo homicida de meus pensamentos.

     Coldwell riu. – Parece que o conheço,  você é Peter Dawlish – disse-lhe, e a figura andrajosa ergueu o chapéu.

    – Ah, a fama! – exclamou ironicamente. – e o senhor é Coldwell, o reconhecimento é recíproco. Agora que fiz minha confissão, presumo que o senhor ligará para a delegacia mais próxima e me colocará a salvo de todas as tentações.

     – Quando foi libertado? – indagou Coldwell.

    A moça escutava-os surpresa. Havia falado sobre aquele homem há menos de quinze minutos, pensava nele à tarde, e encontrá-lo entre tantos milhões de londrinos, naquela noite de ventania, era mais do que mera coincidência. Era fatalidade. – Senhor Dawlish, não sei se me acreditará quando lhe disser isso, mas é justamente a pessoa que desejava encontrar. Ainda hoje fiquei sabendo que o senhor esteve… ausente. Poderia me fazer uma visita esta noite?

     O homem sorriu. – Os convites chovem – murmurou. – Há menos de dez minutos me ofereceram abrigo no Exército da Salvação. Acredite-me, senhora…

     – Senhor Dawlish – a voz dela era muito calma, porém incisiva. – o senhor esta se lamentando, não é?

    – Pode ser – respondeu ele um pouco carrancudo. – Mas tenho o direito…

      – Não, ninguém tem o direito de se lamentar em circunstância alguma – respondeu-lhe. – Aqui está meu cartão.

      Leslie fechou a bolsa e o jovem pegou o cartão de visita, ergueu até os olhos e leu-o à luz fraca de um lampião distante. – Quer ir à minha casa às dez horas e meia? Não lhe oferecerei dinheiro, nem tentarei lhe arranjar um emprego como lenhador ou varredor de ruas. É um assunto muito mais grave. Ele releu o nome e as credenciais e franziu a testa. – Oh, sim… certo, se deseja.

     Subitamente, tornou-se embaraçado e hesitante. A moça percebeu logo sua mudança de modos e de tom.

     – Tenho medo de estar parecendo uma espécie de espantalho. Isso a incomoda?

      – Não – respondeu ela, estendendo-lhe a mão.

    O homem hesitou um pouco, mas em seguida  apertou-lhe a mão. Leslie sentiu a rudeza de sua pele e impressionou-se, pensando no que significava aquela palma calejada.  Um instante depois voltou a caminhar ao lado de Coldwell. Peter Dawlish seguiu-a com o olhar e, com um trejeito no rosto, voltou-se e tomou a direção de Blackfriars  Bridge.

     – Dizem que o mundo é pequeno – comentou Coldwell, balançando o guarda-chuva fechado – mas não sabia que isso se referia a Londres. Peter! Já faz muito tempo. Há cinco anos ele era elegante.

      – Acredita que ele seja culpado?

    – Um júri de seus concidadões o condenou – respondeu Coldwell prudentemente – e em geral os júris têm razão. Afinal, precisava de dinheiro, seu pai era um velho avarento e não se pode levar uma vida mundana e acompanhar belas mulheres a Nova York com duzentas e cinquenta libras por ano. Foi um tolo: se não tivesse tirado aquela licença de três meses, jamais teria sido apanhado.

    – Quem era ela? – perguntou Leslie, e pareceu-lhe uma pergunta obrigatória.

      – Não sei; a polícia a procurou, mas não descobriu nada. Peter disse que era uma bailarina de Opera de Paris. Certamente não se sentia muito orgulhoso a respeito.

     Ela suspirou. – As mulheres provocam a ruína – disse contra seu próprio sexo.

     – Nem sempre, nem sempre – replicou Coldwell, girando o guarda-chuva. parou junto à entrada da Scotland Yard.

    – Ora – exclamou, colocando-se diante dela – deixe de bancar a misteriosa e me conte por que se interessa tanto por Peter Dawlish. Você não para de falar sobre ele há três dias.

       Encarou-o decidida sob a aba do chapéu.

    – Porque sei o motivo pelo qual Peter Dawlish pensa em um assassinato e sei quem será sua vitima – respondeu.

    – Druze… até uma criança seria capaz de adivinhar! – ironizou o detetive. – E Peter vai assassiná-lo porque acha que o testemunho de Druze o levou para a cadeia.

       Ela deu um largo sorriso de triunfo.

    – Errado! – afirmou. – Se Druze morrer, é porque não gosta de crianças!

       Coldwell fitou-a com assombro…”

 A ESMERALDA MALDITA – Leslie Maugham iniciava sua carreira na polícia ainda muito jovem, como estenografa na Scotland Yard. Seu pai tinha sido o famoso vice-comandante Maugham, cujo os feitos inspiraram muitos romances policiais. Leslie tinha  as investigações criminais no sangue, mas as autoridades não confiavam cargos de responsabilidade às mulheres, então lhe deram o cargo de assistente  de Coldwell, o inspetor-chefe.

Durante uma investigação, Leslie conhece o jovem Peter Dawlish, ex-presidiario que tinha sido libertado recentemente. Apostando em sua inocência ela passou a investigar também o seu passado e acabou descobrindo uma intrigante história que o levou a ser preso: O casamento de uma mulher com um homem rico, um testamento mudado na última hora, e ainda teria de encontrar o paradeiro de uma criança perdida…  A trama envolve pessoas de bem, e entre elas a mãe de Peter. E também pessoas de pouco escrúpulos, capazes de qualquer coisa por dinheiro. Mas quando o corpo do mordomo Druze foi encontrado de posse de uma grande esmeralda, ela pode finalmente elucidar o grande mistério…

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SANGUE QUENTE

DE: ISAAC MARION

 

  ” …Segurando Julie pela mão, eu apresso para longe dos olhares que nos examinam. Levo Julie pelo portão 12, passando pelo túnel de embarque até a minha casa, um 747 comercial. Não é muito espaçosa, a planta da aeronave não é nem um pouco prática, mas é o local mais isolado do aeroporto, e gosto de ter privacidade. Às vezes isso ativa minha memória entorpecida. Olhando para as minhas roupas eu diria que eu era o tipo de pessoa que viaja bastante. Às vezes quando “durmo” aqui, sinto aquela sensação de quase desmaio do decolar, os jatos de ar reciclado em meu rosto e o nojo dos sanduíches frios. E então  sinto a acidez do molho de limão do poisson em Paris. O queimar do tajine no Marrocos. Será que esses lugares não existem mais? Viraram ruas  vazias e cafés cheios de esqueletos empoeirados?

     Julie e eu paramos no corredor central e olhamos um para o outro.  Aponto para uma poltrona na janela e levanto as sobrancelhas. Mantendo os olhos fixos em mim, ela anda de costas até a fileira e se senta. Suas mãos apertam os braços da poltrona como se o avião estivesse em chamas e caindo.

    Sento na poltrona do corredor e solto um chiado involuntário, olhando diretamente para as pilhas de coisas que coleciono e que estão a minha frente. Sempre que vou até a cidade, acabo trazendo comigo algo que me chama a atenção. Um quebra-cabeça. Um copo de tequila. Uma Barbie. Um vibrador. Flores. Revistas. Livros. Trago tudo para minha casa, espalho pelas polronas e corredores e fico olhando para eles durante horas. As pilhas já chegam ao teto. M sempre me pergunta porque faço isso, mas não tenho uma resposta.

     – Não…  comer,  – grunho para Julie olhando em seus olhos, – Eu…  não comer.

     Ela fica me encarando. Seus  labios estão comprimidos e pálidos.

    Aponto para ela, para minha boca e depois para os meus dentes tortos e ensanguentados. Faço que não com a cabeça. Ela se encolhe mais para perto da janela. Um grito de terror começa a aparecer na garganta dela. Isso não está dando certo.

     – Segura – falo para ela, soltando um suspiro – Manter… você segura.

     Fico em pé vou até o meu toca-discos.  Abro o maleiro e procuro na minha coleção até pegar um LP. Levo o fone de ouvido comigo até a minha poltrona e coloco em Julie. Ela continua paralisada com os olhos arregalados.

    A vitrola toca Frank Sinatra. Consigo ouvir um pouco de música que sai dos fones, como um elogio distante que flutua no ar de outono.

     Last night… when we were young…

     – Segura – eu sussurro. – Manter  você…  segura.

      …ages ago… last night…

    Quando finalmente abro meus olhos, o rosto dela está diferente. O terror sumiu e ela me olha com  descrença.

     Quem é você? – Julie sussurra.

    Viro o rosto para longe dela. Então me levanto e saio do avião. O olhar aturdido de Julie me segue até sair…”

WARM BODIES – Ou, Sangue Quente – R é um zumbi, entre tantos outros zumbis. Ele sabe grunhir ou gemer, como os outros. Cospe uma ou outra palavra. Sem frases… Às vezes ele tem sonhos de quando era um humano. Mas por mais que ele tente se lembrar ele não lembra como era seu nome. Só lembra que começa com R…

     Ele se arrasta junto aos outros zumbis através de prédios destruídos, carros enferrujados, vidros quebrados e abandonados arranha-céus de um mundo apocalíptico. Ele e os outros se sentem atraídos pela força vital da energia da vida que flui dos corpos humanos. E ele caça, como os outros, os poucos humanos normais que restam e que se escondem dentro dos enormes estádios de futebol. Ele precisa comer carne e cérebros, para não  murchar, morrer de vez. Ele come para continuar morto-vivo, como os outros. E desfruta de uma fina iguaria, que são os cérebros humanos, que o leva numa viagem em suas memórias. Como se fosse uma espécie de droga.

      Mas depois de uma caçada em bando, R, come o cérebro de um jovem adolescente suicida, e dele descobre o amor. O amor do adolescente por Julie… Julie Grigio. R acaba por encontrar Julie em meio à carnificina humana, e incapaz de matá-la ele a leva para seu covil. Ainda embebecido pelas memórias do adolescennte, ele quer protegê-la de todos, quer mantê-la segura. Ao seu lado. Mas Por quê? Será Julie diferente? Poderia ele um zumbi se apaixonar, por uma humana? E Julie mudaria por R, ou será se R é que mudaria por Julie? Mas, quando os outros zumbis descobrem que tem uma humana entre eles,  tudo muda. Poderá R ser suficiente para proteger Julie de um bando de zumbis esfomeados?

     Os carnudos e os Ossudos entram em guerra por causa de R e Julie.  R terá  que fugir e levar Julie com ele. Mas para onde? Para R viver entre os humanos seria suicídio, e para Julie viver entre os zumbis seria loucura…

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VAMPIROS SULINOS – 7° LIVRO – ALL TOGETHER DEAD

DE: CHARLAINE HARRIS

     “…- Aqui vêm problemas,” – Barry me advertiu.

   Dava meia volta para ver um vampiro aproximando-se de mim de modo ameaçador com uma expressão não muito agradável em sua cara. Ela tinha olhos cor avelã quentes e cabelo diretamente café claro, e era baixo e término médio.

     – Finalmente, uma do grupo da Louisiana. O resto de vocês estão escondidos? Conte a sua puta cadela de amante que jogarei seu couro na parede! Ela não sairá com a sua assassinando meu rei! A verei estaqueada e exposta ao sol no teto deste hotel!

     Falei a primeira coisa que entrou em minha cabeça, infelizmente. – Guarda o drama para sua mãe , –  disse a ela, como uma menina de onze anos de idade.  – E além disso, quem diabos é você?

     É obvio, esta tinha que ser Jennifer Cater. Começaria a dizer a ela que o caráter de seu rei tinha sido realmente de baixo nível, mas eu gostava que minha cabeça estivesse bem assentada sobre meus ombros, e não requereria muito para empurrar a esta garota sobre o bordo. De bom resplendor, falei para ela.

     – Te Drenarei até que te seque, –  ela disse, severamente. Atraíamos uma certa quantidade de atenção para então.

     – Ooooo, –  falei, exasperada além da sabedoria.  – Estou tão assustada. O tribunal não gostaria
de lhe ouvir dizer isso? Corrige-me se eu estou equivocada, mas não são os vampiros advertidos por – OH, sim – a lei de ameaçar aos humanos com a morte, ou justamente li isso equivocadamente?

     – Como se desse um estalo de meus dedos para a lei humana, –  Jennifer Cater disse, mas o fogo foi morrendo em seus olhos quando ela se deu conta de que o vestíbulo inteiro estava escutando nosso intercâmbio, incluindo muitos humanos e possivelmente alguns vampiros que amariam vê-la fora do caminho.

      Sophie Anne Leclerq será julgada pelas leis de nossa gente, –  Jennifer disse como um disparo.  – E ela será culpada. Terei Arkansas, e a farei grande.

    – Esse será um princípio, – disse com alguma justificação.

     Arkansas, Louisiana, e Mississippi eram três estados pobres amontoados conjuntamente, para nossa mútua mortificação. Estamos agradecidos uns com outros, porque conseguimos tomar turnos estando no fundo de quase cada lista nos Estados Unidos: nível de pobreza, gravidez na adolescência, morte de câncer, analfabetismo… Nos rodamos honra. Jennifer partiu, não querendo provar uma volta.
Ela estava resolvida, e era cruel, mas pensei que Sophie Anne podia dominar com astúcia a Jennifer qualquer dia. Se fosse uma mulher apostadora, teria apostado dinheiro a pônei francesa. Barry e eu nos demos um encolhimento de ombros. Incidente terminado. Unimos nossas mãos outra vez.

     ” –  Mais problemas,” – Barry disse soando resignado.

     Enfoquei meu cérebro para onde o dele ia. Ouvi um meta-tigre dirigindo-se a nós a uma grande, grande rapidez deixei cair a mão do Barry e girei, esticando meus braços preparados e minha cara inteira sorrindo.

     – Quinn! –  Falei.

     E depois de um momento onde ele se viu muito incerto, Quinn me balançou em seus braços. Abracei-o tão forte como pude e ele devolveu o abraço tão enfaticamente que minhas costelas chiaram. Logo ele me beijou, e requereu toda minha força de caráter para manter o beijo dentro dos limites sociais. Quando nos apartamos para respirar, me precavi que Barry aguardava alguns pés longe, não muito claro do que fazer.

     – Quinn, este é Barry Bellboy, –  falei, tentando não me sentir envergonhada.  – Ele é o único telepata que conheço. Trabalha para o Stan Davis, o Rei do Texas.

     Quinn estendeu uma mão para o Barry, quem agora me precavi estava de pé por uma razão. Tínhamos irradiado um pouco graficamente.
Senti uma maré vermelha sobre minhas bochechas. O melhor era pretender que não o tinha notado, é obvio, e isso é o que fiz. Mas podia sentir um pequeno sorriso saindo bruscamente das esquinas de minha boca, e Barry se viu mais divertido que zangado.

     – Prazer em conhecê-lo, Barry, –  Quinn retumbou.

     – Você que se encarrega dos acertos da cerimônia? –  Barry perguntou.

     – Sim, esse sou eu.

     – Escutei a respeito de ti, –  Barry disse.  – O grande lutador. Tem realmente a um representante
entre os vampiros, homem. –  Ergui a cabeça. Algo que não entendia aqui.

     – O grande lutador? –  Falei.

     – Contarei sobre isso mais tarde, –  Quinn disse, e sua boca se apertou em uma linha.

     Barry olhou de mim para o Quinn. Sua própria cara fez algum endurecimento, e estava surpreendida de ver tanta dureza no Barry.

     – Ele não te disse? – Perguntou, e logo leu a resposta de minha cabeça.

     – Ei, homem, isso é não correto, –  ele disse ao Quinn.  – Ela deveria saber. –  Quinn quase grunhiu.

     – Contarei a ela sobre isso logo.

     – Logo? –  Os pensamentos do Quinn estavam cheios de revôo e violência. – Como agora?

     Exceto nesse momento, uma mulher caminhou a grandes passos através do vestíbulo para nós. Era uma das mulheres mais atemorizantes que alguma vez tinha visto, e já vi algumas mulheres horripilantes. Era provavelmente cinco pés oito, com cachos negros pintados que lhe envolviam a cabeça, e segurava um capacete sob seu braço. A jogo com sua armadura. A armadura em si mesmo, preto e sem brilho, era como o traje de um receptor de beisebol: um protetor de peito, de coxa, e de canela, com a adição de braçadeiras grosas de couro que enfaixavam os antebraços. Levava postas botas pesadas, também, e uma espada, uma arma, e uma mola de suspensão pequena pendurada. Só pude ficar de queixo caído.

     – Você é a quem chamam de Quinn? –  Ela perguntou, detendo-se uma jarda.

     Tinha um forte acento, um que não pude rastrear.

     – Sou,-  disse Quinn.

     Notei que Quinn não pareceu estar tão assombrado como eu pela aparência deste letal ser.

     – Sou Batanya. Você se encarrega de acontecimentos especiais. Inclui isso a segurança? Tenho o desejo de discutir as necessidades especiais de meu cliente.

     – Pensei que a segurança era seu trabalho, –  disse Quinn.

    Batanya sorriu, e realmente isso faria gelar seu sangue.

     – OH, sim, esse é meu trabalho. Mas lhe proteger seria mais fácil se…

      – Não me encarrego da segurança, –  ele disse.  – Estou encarregado só dos rituais e
procedimentos.

     – Bem, –  ela disse, seu acento convertendo a locução casual em algo sério. – Então com quem falo?

     – Um tipo chamado Todd Donati. Seu escritório está na área de planta atrás do escritório de
inscrição. Um dos recepcionistas pode lhe mostrar.

     – Com licença, –  falei.

     – Sim? –  Ela olhou por debaixo de um nariz reto para mim. Mas ela não se viu hostil ou
esnobe, justamente preocupada.

     – Sou Sookie Stackhouse,-  falei.  – Para quem você trabalha, Srta. Batanya?

     – O Rei de Kentucky, –  ela disse.  – Ele nos trouxe aqui com grande gasto. Assim que é uma pena que não acha nada que possa fazer para liberá-lo de ser morto, tal como estão as coisas agora.

     – O que quer dizer? – Estava grandemente assombrada e alarmada A guarda-costas parecia
disposta a me dar uma resposta completa, mas fomos interrompidos.

     – Batanya! –  Um jovem vampiro se apressava através do vestíbulo, seu corte de cabelo curto e
todo o conjunto preto gótico o faziam ver-se até mais frívolo quando permaneceu parado ao lado da mulher formidável.

     – O amo diz que ele a necessita a seu lado.

     – Estou indo,-  Batanya disse. – Sei qual é meu lugar. Mas tenho que protestar pela forma em que o hotel faz meu trabalho muito mais difícil do que precisa ser.

     – Queixe por sua maldita conta, –  o menor disse acidamente. Batanya lhe deu uma olhar que eu não teria querido merecer. Logo ela se inclinou ante nós, e cada um a ela.

     – Srta. Stack-House, – ela disse, estendendo sua mão para mim. Eu não imaginei que as mãos poderiam ser caracterizadas como musculosas. – Sr. Quinn. – Quinn obteve sua sacudida, também, enquanto Barry obteve uma inclinação de cabeça, desde que ele não apresentou-se. – Chamarei a este Todd Donati. Lamento se enchi seus ouvidos, quando esta não é sua responsabilidade.

     – Wow, –  falei, observando as pernadas da Batanya saindo. Ela levava posto calças como couro líquido, e você poderia ver cada flexão e relaxação do glúteo com seu movimento. Foi como uma lição de anatomia. Tinha músculos em seu traseiro.

     – De que galáxia veio? –  perguntou Barry soando deslumbrado.

     Quinn disse,  – Não galáxia. Dimensão. Ela é um Britlingen .-  Esperamos por mais iluminação. – Ela é um guarda-costas, uma super guarda-costas, –  explicou.  – Os Britlingens são os melhores. Tem que ser realmente rico para contratar a uma bruxa que possa trazer um,…”

(Traduzido por fãs) *Traduzido e revisado por Aninha Lizaso

ALL TOGETTHER DEAD – Ou,  Todos Juntos Mortos. – Sookie Stackhouse é “convidada” por Andre, o guarda-costas pessoal de Sophie Anne Leclerq, a rainha da Louisiana  para participar de uma convenção onde estaria a maioria dos líderes vampiros. Aonde entre outras coisas iriam  fazer o julgamento da rainha, que estava sendo processada por ter matado  seu marido, o rei de Arkansas, Peter Threadgill.  Sendo Sookie a única testemunha da morte do rei, fora o Andre e a própria rainha Sophie Anne, é claro! Além disso, Sookie iria trabalhar para eles, com seu Don telepático para saber quem de seus aliados estaria sendo sincero ou não.  Uma arma  secreta em defesa contra os  seus inimigos.

 O meta-tigre Quinn, o atual namorado de Sookie, fora quem organizará os vários eventos acorridos durante a convenção dos vampiros. E dentro do hotel “Pirâmide de Gizeh”, fervilhava com as pessoas correndo a toda pressa através do vestíbulo – criadas, guarda-costas, ajudantes,  camareiras, garçons todos corriam preparando coisas para os convencionais não mortos.  Do lado de fora, manifestantes da Irmandade do sol.

Durante os eventos Sookie sentia que alguma coisa estava errada. Ela e Barry, único outro  telepata que ela conhecia, juntos eles desvendaram uma grande conspiração.  Que nem toda  a segurança do hotel nem a segurança particular dos vampiros poderiam prever.  Mas, teria sido em tempo suficiente para salvar a todos? E afinal de contas, quem era o culpado?

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IRMANDADE DA ADAGA NEGRA – 8° LIVRO – AMANTE MEU

DE: J. R. WARD

JOHN MATTHEW

 

     “Enquanto os Irmãos se moviam silenciosamente pela casa, Qhuinn segurou a mandíbula do assassino. – Nós estamos procurando por uma mulher. E você pode fazer essa merda mais fácil para você, se você nos disser onde ela está.

     O lesser franziu a testa… e, lentamente, moveu os olhos para cima.

     Isso era tudo que John precisava.

  Ele pulou para a frente, agarrando a mão de Blay e empurrou-a para baixo até o assassino. Como a posse mudou de mãos, John pulou e correu através de uma sala de jantar e uma sala da frente. A escadaria era ampla e acarpetada, o que significava que ele tinha uma excelente tração quando pulava três degraus de cada vez. Quanto mais alto ele ia, mais seus instintos gritavam.

      Xhex estava na casa.

     Assim que ele chegou ao topo, V e Rhage apareceram em sua frente, obstruindo o caminho.

      – A Casa está vazia…

    John interrompeu Rhage. Ela está aqui. Ela está aqui em algum lugar. Eu sei disso.

    Rhage pegou seu braço. – Vamos descer e perguntar ao assassino. Descobriremos mais assim…

       Não! Ela está aqui!

   Vishous deu um passo na frente de John, seu olhar diamantino brilhante. – Ouça-me, meu filho. É melhor você voltar lá para baixo.

     John apertou os olhos. Eles não só queriam que ele ficasse lá em baixo. Eles não queriam ele aqui.

       O que você achou. Nenhum respondeu. O que você achou?

     Fugindo de ambos, ele ouviu Rhage amaldiçoar quando V pulou na frente de uma porta.

     A voz de Hollywood era oca. – Não, V, deixe-o ir. Apenas deixe-o… Ele já odeia Lash o suficiente para uma vida.

     O olhar de V brilhou como se ele fosse argumentar, mas depois ele pegou um cigarro enrolado à mão do casaco e se afastou com uma maldição.

     Com sua nuca tão tensa como um punho, John irrompeu através da porta e derrapou até parar. A tristeza na sala era um limiar tangível que ele tinha que ultrapassar, o seu corpo penetrando a parede de fria desolação apenas porque ele forçou seus pés para frente.

     Ela havia sido mantida aqui.

     Xhex havia sido mantida aqui… e ferida aqui.

     Seus lábios se separaram e ele respirava através de sua boca enquanto seus olhos traçaram os arranhões nas paredes. Havia legiões delas, juntamente com manchas pretas… e outras de sangue seco.

     Que eram de um profundo carmesim.

   John aproximou-se e passou as mãos para baixo por uma ranhura que era tão profunda, que o papel de parede de seda havia dado lugar ao sarrafo e gesso abaixo.

     Suas inalações ficaram mais fortes e as exalações mais curtas na medida em que ele andou ao redor do cômodo. A cama era uma confusão absoluta, as almofadas espalhadas no chão, o edredom emaranhado…

     Havia sangue nele.

     Estendendo a mão, ele pegou um dos travesseiros e segurou-o delicadamente. Trazendo até o seu nariz, ele inalou… e capturou uma versão mais forte do que o que ele sonhou toda a noite: o cheiro de Xhex.

    Seus joelhos enfraqueceram e ele caiu como uma pedra através da água parada, caindo ao lado do colchão. Enterrando o rosto na suavidade, ele a puxou para si, sua fragrância como uma memória persistente, ao mesmo tempo tangível e indescritível.

     Ela tinha estado aqui. Recentemente.

  Olhou para os lençóis ensanguentados. As paredes ensanguentadas.

     Ele chegou tarde demais.

    A face de John ficou molhada e ele sentiu algo escorrer por seu queixo, mas ele não deu a mínima. Ele foi consumido com a ideia de que ele tinha estado tão perto de salvá-la… mas não cedo o suficiente.

     O soluço que irrompeu em sua garganta realmente fez um som.

   Por toda a sua vida, o coração de Xhex não tinha sido propenso a quebrar. Ela havia suspeitado por muito tempo que era um resultado de seu lado symphath, uma espécie de condição congênita que a endureceu para as coisas que faziam a maioria das mulheres perderem seus corações.

     Resultou estar errada, no entanto.

   Enquanto ela ficava ao lado de John Matthew, e viu seu enorme corpo se curvar para baixo ao lado da cama, o órgão que bateu atrás de seu esterno quebrou como um espelho.

     Nada além de estilhaços.

    Ela estava totalmente e completamente em ruínas enquanto ele embalava o travesseiro como se fosse um recém-nascido e, neste momento de desespero, ela teria feito qualquer coisa para aliviar sua dor: Mesmo que ela não tivesse ideia de por que ele sentia do jeito que ele tão claramente sentia, as razões não eram importantes.

      Seu sofrimento foi supremo.

   Enfraquecendo, ela se ajoelhou ao lado dele, seus olhos enviando a trágica imagem que foi diretamente ao núcleo de seu cérebro.

    Sentiu como se séculos tivessem passado desde que ela o tinha visto, e Deus, ele ainda era tão belo – ainda mais do que ela se lembrava de seus momentos de calma. Com seu perfil forte, duro e seus extraordinários olhos azuis, seu rosto era de um guerreiro, e ele tinha o corpo enorme combinando, a largura de seus ombros sendo três dela. Todas as suas roupas eram de couro, exceto a camiseta sob seu casaco e seu cabelo era essencialmente raspado, como se houvesse acabado importando-lhe uma merda e o houvesse cortado com uma máquina zero.

     Havia sangue de lesser na frente de sua jaqueta e na camisa.

    Ele matou esta noite. E talvez tenha sido por isso que ele a encontrou.

     Bem, quase a encontrou.

     – John? – Uma voz masculina disse suavemente.

    Ela olhou para a porta, mesmo se ele não o fez. Qhuinn estava com os Irmãos Rhage e Vishous, tendo se juntado a eles há pouco.

     De uma forma ausente, ela observou o choque no rosto dos Irmãos… e teve a sensação de que eles não sabiam que havia qualquer ligação séria entre ela e John. Eles sabiam agora, no entanto. Alto e claro.

     Quando Qhuinn entrou e se aproximou da cama, seu tom de voz continuou a ser gentil.

   – John, nós estivemos aqui por meia hora. Se vamos interrogar o lesser lá embaixo sobre ela, é preciso movê-lo malditamente rápido. Não queremos fazer aqui e eu sei que você quer estar a cargo das coisas.

     Oh, Deus… não…

     – Me leve com você – sussurrou Xhex desesperadamente. – Por favor… Não me deixe aqui.

     De repente, John olhou para ela, como se tivesse escutado sua súplica.

      Exceto que não, ele estava apenas olhando através dela para o seu amigo.

     Enquanto ele concordava, ela memorizou seu rosto, sabendo que era a última vez que o veria. Quando Lash descobrisse sobre o arrombamento, ele iria matá-la sem hesitar ou levá-la para outro lugar… e as chances eram boas de que ela não sobrevivesse tempo suficiente para ser encontrada novamente.

     Erguendo a mão, mesmo que isso não adiantasse, ela colocou do lado do rosto de John e passou o polegar para trás e para frente sobre o rastro de suas lágrimas. Ela imaginava que quase podia sentir o calor de sua pele e umidade nas bochechas.

     Ela teria dado qualquer coisa para poder envolvê-lo em seus braços e mantê-lo perto. Mais ainda para ir com ele.

     – John… – ela resmungou – Oh, Deus… Por que você está fazendo isso para si mesmo.

     Ele franziu a testa, mas sem dúvida que foi por causa de algo Qhuinn estava dizendo. Exceto que, quando ela levantou sua mão, ele colocou a própria mão onde ela havia tocado.

     Embora fosse apenas para enxugar suas lágrimas, apesar de tudo.

     Quando ele se levantou, levou o travesseiro com ele, e ele passou diretamente através dela.

     Xhex o viu se retirar, seu sangue trovejando em seus ouvidos. Esta foi, de certa forma, um eco do processo de morte, ela pensou. Pouco a pouco, centímetro por centímetro, o que a amarrou à vida estava indo embora, partindo, desaparecendo. Com cada passo que John dava em direção à porta, sua respiração estava evaporando em seus pulmões. Seu coração estava parando. Sua pele estava ficando fria.

    Sua chance de resgate estava indo embora. Sua chance de…

     Foi então que ela soube o que havia lutado durante tanto tempo, e pela primeira vez, ela não sentia nenhuma inclinação para esconder suas emoções. Não era preciso. Embora ele estivesse com ela, ela estava totalmente sozinha e separada dele, mas mais importante, sua própria mortalidade esclareceu suas prioridades.

     – John – disse ela baixinho.

     Ele parou e olhou por cima do ombro em direção à cama.

     – Eu te amo.

     Seu belo rosto contorceu com a dor, e ele esfregou o meio do peito, como se alguém pegasse seu coração e o espremesse até estar morto…’

(Traduzido por fãs) Comunidade Traduções dos Livros

AMANTE MEUNas noites de Caldwell, Nova York, a Irmandade da Adaga Negra, é um grupo de guerreiro  vampiros nascidos para defender sua raça de seus inimigos.

John Matthew era mudo, e desde que foi encontrado vivendo entre humanos desconhecia sua natureza vampira. Mesmo depois de ser acolhido pela Irmandade, ninguém pode imaginar qual a sua verdadeira história. Darius tinha regressado. Porém com um rosto diferente e um destino muito distinto. Mas nem mesmo o John sabia. Isso, porém não o impediu de tomar a guerra dentro de seu coração como uma cruel vingança pessoal.

Mas ao conhecer Xhex, uma assassina vampira meio-symphath, que trabalha de segurança no ZeroSum, clube de Revanche, ele senti uma atração por ela,  mas pensa não ser correspondido. Por outro lado Xhex resiste à atração que sente por ele,  por ter perdido um amante no passado, ao tentar salvá-la quando ela se encontrava em perigo. Então ela promete a si mesma, que não permitirá que ele caía preso na escuridão de sua retorcida vida.

Porém, quando em uma missão de resgate numa comunidade de “symphat”, Xhex desaparece debaixo dos narizes de vários Irmãos. Alguns especulam que ela poderia ter sido raptada pelo povo de sua raça, os “symphat”. Mas John desconfia que seu antigo colega Lash, que já era desde o inicio seu inimigo, e que agora se tornara inimigo mortal de todos os vampiros, um Lesser, a tenha raptado. Usando um tipo qualquer de magia que a deixa invisível aos seus olhos.

Inconformado com o seu sumiço ele passa a procurar desesperado por ela. Até que o destino intervém, e os dois descobrem que o amor, assim como o destino, é inevitável entre almas emparelhadas.

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A NIGHT HUNTRESS – 6° LIVRO – ONE GRAVE AT A TIME

DE:  JEANIENE FROST

     “…Então Elisabeth foi morta por um fanático homicida com um caso sério de aversão a mulheres. Eu sabia como era ser destacada por um fanático e isso me fez ainda mais simpática em relação a ela.

     – Sinto muito.

     Disse, dessa vez com mais sinceridade.

    – Porém Kramer teve o troco, espero que tenha sido longo e doloroso.

     – Não foi.

      Ela disse, com um tom de amargura em sua voz.

   – Ele caiu de seu cavalo e quebrou o pescoço instantaneamente ao invés de ser pisoteado e deixado para sofrer.

        – Não é justo.

    Concordei, enquanto pensava que pelo menos Kramer deve ter tido uma prova do seu próprio remédio no inferno.
Bones olhou longamente e de forma especulativa para Elisabeth.

     – Sabe bastante detalhes sobre sua morte, não é?

     Elisabeth encontrou seu olhar. Em seu estado meio nebuloso, seus olhos eram azuis médios, me fazendo pensar se eles haviam sido azuis escuros como os de Tate quando ela estava viva.

     – Sim, eu quem assustou o cavalo dele.

     Ela respondeu na defensiva, alheia ao trocadilho em suas palavras.

     – Eu queria vingança pelo que ele fez a mim, e para colocar um final às mortes de mais mulheres na cidade para onde ele esta viajando.

     – Bom para você.

    Falei imediatamente. Se ela esperava ser julgada, não tinha ouvido muito sobre mim. Ou Bones.

     – Gostaria de poder apertar sua mão.

     – Com certeza.

     Bones disse, erguendo seu uísque em saúde.

     Elisabeth olhou fixamente para nós dois por algum tempo. Então, muito lentamente, ela se ergueu e flutuou, estendendo sua mão para mim.

     Eu me mexi automaticamente. Acho que ela não sabia o que era uma afirmação metafórica. Então estendi a mão, me lembrando de que isso não era diferente das outras vezes em que deixava fantasmas passarem através de mim em cumprimento. Mas quando a mão dela se fechou sobre a minha, aquele sentimento comum de formigamento seguindo pelos meus dedos batendo direto através dela não aconteceu. Inacreditavelmente, um aperto gelado retribuiu o cumprimento, consistente como minha própria carne.

     – Filha da puta!

     Exclamei, dando um pulo e ficando de pé. Meu gato sibilou e saltou para o lado do sofá, rancoroso por ter sido tirado de onde estava.

    De repente, Elisabeth estava de pé na minha frente em cores vibrantes, como se ela tivesse mudado de um canal distorcido para um em alta definição. Seu cabelo, que eu pensei ser de um marrom indefinido, brilhava com ricas mechas castanhas e seus olhos eram de um azul tão profundo que pareciam o oceano à meia-noite. Suas bochechas tinham um tom rosado, destacando uma complexidade que só podia ser descrita como pêssegos e creme.

     – Inferno sangrento.

     Bones balbuciou, também se levantando. Esticou a mão para segurar o braço de Elisabeth, sua expressão espelhando meu choque quando seus dedos se fecharam ao redor de carne sólida ao invés de passar através de energia vaporosa.

     – Eu disse para vocês que alguns da minha espécie são mais fortes que outros.

     Fabian murmurou de trás de Elisabeth.

  Você não estava brincando, não é? Pensei de forma entorpecida, incapaz de parar de apertar a mão muito gelada de Elisabeth, dedos muito firmes para verificar mais uma vez que ela era realmente sólida.

     Mas logo depois de eu fazer isso, senti um estalo de energia no ar, como se um balão invisível tivesse estourado. Alfinetadas e agulhadas eclodiram na minha pele enquanto a mão que eu estive segurando desaparecia. Logo em seguida, a aparência de Elisabeth voltou a ter cores opacas e o braço que Bones esteve segurando se desfez sob sua mão, deixando seus dedos curvados – como os meus estavam – ao redor de nada mais do que um contorno transparente de carne que não estava mais lá.

     – O máximo que posso me fundir em forma sólida são alguns poucos minutos, mas é muito desgastante.

    Elisabeth disse, como se o que ela tinha feito não fosse incrível o suficiente.

     – Porém Kramer é mais forte que eu.

   Senti como se meu cérebro ainda estivesse brincando de pega-pega por tudo que acabei de testemunhar.

     – Kramer? Você disse que ele morreu séculos atrás.

     – Morreu.

     Elisabeth respondeu com uma raiva assustadora.

   – Porém toda véspera do dia de Todos os Santos*, ele caminha.

    Se um pino tivesse caíno na sala, teria quebrado o silêncio repentino com o mesmo efeito de uma bomba. Eu tinha uma boa ideia do que Elisabeth queria dizer com ―ele anda,‖ mas porque era muito absurdo para eu imaginar, tive que ter certeza.

   – Você está dizendo que depois que o imbecil homicida morreu, Kramer se tornou um fantasma que pode andar por aí em carne sólida todo Dia das Bruxas?

     Elisabeth franziu com o termo imbecil, mas ela focou no resto da minha pergunta sem hesitação.

     – Até onde sei, somente nas últimas décadas Kramer tem sido capaz de se manifestar em carne uma noite inteira.

     – Porque só na noite do Dia das Bruxas?

     Claro, é o momento em que a muitas pessoas celebram a ideia de fantasmas, ghouls, vampiros e outras criaturas, mas a maioria deles não acredita que essas criaturas existam.

    – É o momento em que a barreira entre os mundos está mais fina, – Bones respondeu. – A celebração do Samhain vem de muito antes de os humanos fazerem de doces e fantasias um feriado nada a ver.

     Elisabeth contorceu a boca.

     – Kramer não percebeu a ironia em ser fortalecido por uma noite dedicada ao que ele uma vez considerou um culto herege.

     Ele ainda acredita estar agindo ao lado de Deus, como se o Todo Poderoso não tivesse deixado claro que Ele não quer ter nada a ver com o Kramer.

     – E o que ele faz no Dia das Bruxas?

     Eu aposto cada gota de sangue no meu corpo que Kramer não o passa brincando de doçura ou travessura.

     – Ele extrai ―confissões‖ de bruxaria de três mulheres que ele coage um cúmplice humano a sequestrar, e então ele as queima vivas.

     Elisabeth respondeu, um espasmo de dor cruzando seu rosto.
É oficial. Agora eu queria matar um fantasma, uma noção que eu descartei como improvável apenas vinte minutos atrás. O problema era, matar vampiros e ghouls era minha especialidade. Não pessoas que já estavam realmente mortas…”

ONE GRAVE AT A TIME – Ou, Uma Sepultura de vez. –  Cat Crawfield e Bones são surpreendidos por uma visita inusitada. Elizabeth. Uma antiga conhecida de Fabian, o fantasma, adotado por eles.

Elizabeth fora morta por um caçador de bruxas séculos atrás. E  ela acaba  matando seu assassino, para evitar que ele continue com suas atrocidades e por pura vingança.

Porém,  o tiro saiu pela culatra quando Heinrich Krames, após a morte, se torna um espírito poderoso e perverso. Que em todo Halloween, ele assume forma física para torturar mulheres inocentes antes de queimá-las vivas.

Cat utilizará da habilidade de canalizar espíritos que adquiriu quando evitava uma guerra do submundo em Nova Orleans, de Marie, a Rainha do Vodu. Para enfrentar o temível espírito de Krames.  Mas Cat e Bones terão que ter cuidado quando forem tentar enviá-lo de volta para o outro lado da eternidade para sempre. Um passo em falso e Cat e Bones podem cavar suas próprias sepulturas de vez.

Mas, como você envia um assassino para a sepultura quando ele já está morto?

OBS:  A série Huntress Night with Cat e Bones, intitulado Up from the Grave  será liberando 28 de janeiro de 2014.

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VAMPIROS SULINOS 5° LIVRO – DEAD AS A DOORNAIL

DE: CHARLAINE HARRIS

Absolutamente morto

 

     “Fadas ocupam um lugar especial na hierarquia de criaturas mágicas. Eu ainda não compreendi exatamente qual é, mas cedo ou tarde eu vou juntar as peças.

     Cada homem no bar estava babando por Claudine, e ela estava adorando isto. Ela deu a Andy Bellefleur uma longa, grande olhada, e Halleigh Robinson olhou furiosa, irada o suficiente para socar alguém, até lembrar que ela era uma doce garota sulista. Mas Claudine abandonou todo interesse em Andy quando viu que ele estava bebendo chá gelado com limão. Fadas são ainda mais violentamente alérgicas a limão do que vampiros são ao alho.

    Claudine veio na minha direção, e me deu um grande abraço, para a inveja de cada macho no bar. Ela pegou minha mão para me puxar para dentro do escritório de Sam. Fui com ela por absoluta curiosidade.

     – Querida amiga. – Claudine disse. – Eu tenho más notícias para você.

     – O quê? –  Eu tinha ido de confusa para amedrontada em um batimento cardíaco.

     – Houve um tiroteio cedo esta manhã. Um dos lobis-leopardo foi atingido.

     – Ah, não! Jason! –  Mas certamente um de seus amigos não teria ligado se ele não tivesse ido para o trabalho hoje?

     – Não, seu irmão está bem, Sookie. Mas Calvin Norris foi baleado.

     Eu estava impressionada. Jason não tinha ligado para me dizer isso? Eu tive que descobrir de outra pessoa?

     – Baleado mortalmente? –  Eu perguntei, ouvindo minha voz tremer. Não que Calvin e eu fossemos próximos – longe disso – mas eu estava chocada. Heather Kinman, uma adolescente, tinha sido baleada na semana anterior. O que estava acontecendo em Bon Temps?

     – Baleado no peito. Ele está vivo, mas tem um ferimento grave.

        – Ele está no hospital?

       – Sim, suas sobrinhas o levaram para o Grainger Memorial.

    Grainger era uma cidade mais longe ao sudeste do que Hotshot, e uma viagem mais curta de lá do que até o hospital comunitário em Clarice.

      – Quem fez isso?

    – Ninguém sabe. Alguém atirou nele cedo esta manhã, quando Calvin estava indo para o trabalho. Ele tinha vindo de sua, hum, época do mês, transformado, e partiu pela cidade para seu turno.Calvin trabalha na Norcross.

     – Como você ficou sabendo de tudo isso?

     – Um dos primos dele foi na loja comprar alguns pijamas, já que Calvin não tem nenhum. Suponho que ele dorme nu, –  Claudine disse. –  Eu não sei como eles acham que vão colocar uma camisa de pijama sobre as ataduras. Talvez eles só precisassem dascalças? Calvin não vai gostar de ficar arrastando os pés pelo hospital só com uma daquelas camisolas indecentes entre ele e o mundo.

     Claudine frequentemente se desviava em suas conversas.

     – Obrigada por me contar. –  eu disse. Eu imaginei como o primo conhecera Claudine, mas eu não iria perguntar.

     – Está bem. Eu sabia que você iria querer saber. Heather Kinman era uma metamorfa, também. Aposto que você não sabia. Pense nisso.

     Claudine me deu um beijo na testa – fadas gostam muito de demonstrações afetivas – e nós voltamos para a área do bar. Ela tinha me deixado muda. A própria Claudine estava de volta aos negócios como sempre. A fada pediu um 7-and-7*, e estava
cercada de pretendentes em aproximadamente dois minutos.

     Ela nunca saía com alguém, mas os homens pareciam gostar de tentar.

     Mesmo Sam estava todo sorridente para ela, e ela não deu a mínima.

    Quando fechamos o bar, Claudine já tinha saído para voltar para Monroe, e eu tinha transmitido as novidades dela para Sam. Ele ficou tão chocado com a história quanto eu. Apesar de Calvin Norris ser o líder da pequena comunidade de metamorfos de Hotshot, o resto do mundo o conhecia como um solteirão estável e tranquilo que era dono de sua própria casa e tinha um bom emprego como supervisor de equipe na serraria local. Era difícil imaginar qualquer uma das suas personalidades proporcionando uma tentativa de assassinato.

     Sam decidiu enviar algumas flores pela equipe do bar.

    Eu vesti meu casaco e saí pela porta de trás do bar logo à frente de Sam. Eu o ouvi trancando a porta atrás de mim. Repentinamente lembrei que nós estávamos ficando com poucas garrafas de sangue, e me virei para dizer isto a Sam. Ele percebeu meu movimento e parou, esperando eu falar, seu rosto cheio de expectativa. No espaço de tempo que leva para piscar, sua expressão mudou, indo da expectativa para o choque, o vermelho escuro começou a se espalhar em sua perna esquerda, e ouvi o som de um tiro.
Então o sangue estava por toda parte, Sam se dobrou para o chão, e comecei a gritar…”

(Traduzido por fãs) Comunidade Traduções de Livros. Tradução: Rejane Thiesen. Revisão: Thaís. Revisão: Mariana Dal Chico. Revisão: Paula Veloso. Revisão: Juliana Dias.

DEAD AS A DOORNAIL – Ou, Absolutamente morto. – Sookie Stackhouse é convidada por Alcide, um amigo Lobisomem, para  acompanhá-lo ao funeral do líder do bando que acabou de falecer. E acaba arrastada a se envolver na política dos Lobis. O que a deixa muito chateada.

Quando a comunidade passa a suspeitar que Jason, o irmão da Sookie, que sofrerá um ataque e fora recentemente transformado em lobis-leopardo, seja o autor dos disparos contra metarmorfos e lobis, ela parte para descobrir quem é o responsável em ferir Calvin Norris, mais um dos seus pretendentes e  chefe de matilha dos  lobis-leopardo.

A vida amorosa da Sookie contínua complicada. Mesmo que ela tente evitar namorados perigosos,  sua vida corre perigo. Coisa que ela descobre quando um assaltante põe fogo em sua amada casa.

QUER SAER MAIS? ACESSE:   www.charlaineharris.com

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