SAMYAZA

DE:  SUSY RAMONE

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“— Aproxime-se — ecoou a voz sombria do fundo do salão. Estremeci. O suor escorria pelo meu corpo e permaneci estático diante de tal circunstância. Lentamente, ergui meus olhos e o vi. Sua aparência era horrível, tal como vemos em filmes de terror: um ser com longos chifres em forma de caracol. A pele vermelha lembrava a cor da porta de entrada. Seus olhos eram fundos, de tonalidade laranja e sua expressão facial era maligna. Estava sentado em uma espécie de trono. Com os braços apoiados na lateral e as mãos enormes com dedos longos e grossos pendendo em direção ao chão, tinha postura de um rei.

Achei melhor não demorar mais e fui me aproximando. Ao examiná-lo de perto, percebi que seus pés eram parecidos com os de um bode e fiquei ainda mais apavorado.

— Trouxe você até aqui para lembrá-lo de nosso pacto — ele disse.

Imagens de rituais sinistros passaram por minha cabeça como se fossem flashes, me fazendo recordar o exato momento em que lhe ofereci minha alma algum tempo depois que caí do céu e me tornei mortal. Sem dizer uma palavra, apenas o escutei.

— Samyaza! — ele riu. — Não deve temer-me. É impressionante ver tanta fraqueza vinda logo de você. Ouça com atenção — o tom de voz era sutil, porem aterrorizante. — Você será meu assistente na Terra enquanto estiver por lá. Preciso de seus préstimos. É chegada a hora.

Então me Lembrei. Eu era Samyaza. O anjo caído. Escondido principalmente de mim mesmo naquele ser humano frágil. Uma casca que ocultava as minhas origens, o meu passado obscuro e os meus atos impensados. Como eu odiava aquele crápula e a sua ousadia em me trazer à sua detestável presença! …”

SAMYAZA — Dani Stroke, o vocalista de uma banda que compõe músicas em adoração ao demônio, se vê em apuros quando, sem esperar, é arrastado para o inferno. E lá chegando, ele é forçado a lembrar-se de quem realmente ele era. E, também, lembrar-se sobre um pacto feito com Lúcifer. Diante de um futuro incerto, destinado as trevas, Samyaza e os vampiros lutaram contra anjos e demônios por suas vidas ou suas mortes e, para conquistar o direito de mudar o destino da humanidade.

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IRMANDADE DA ADAGA NEGRA – 11° LIVRO – AMANTE FINALMENTE

DE: J.R.WARD

 

amantes finalmente

“­­­­­­­­­… ― Estou feliz que as pessoas estejam vindo te ver ― ele murmurou, sentindo-se como se tivesse de dizer algo.

 ― Oh, sim, elas estão ― Layla olhou para longe, fazendo careta ― Um bom número delas.

Qhuinn franziu o cenho.

― Ninguém estranho, porém, certo?

Ele não podia imaginar que, se teria alguém na casa que iria querer outra coisa se não ajudar, mas ele tinha que perguntar.

 ― Não… Não estranho.

 ― O que? ― Layla apenas tocou a capa da revista que estava no colo, que tinha em sua capa um rosto moreno, cabeça oca, olhos inexpressíveis, atraente e tolo. Torcia e voltava para o normal, distorcia e voltava para o normal. ―  Layla. Diga-me.

Assim, ele poderia estabelecer alguns malditos limites se fosse preciso.

Layla empurrou o cabelo para trás.

 ― Você vai pensar que eu sou louca ou… Eu não sei.

Ele se aproximou e sentou-se ao lado dela.

 ―  Ok! Olhe, eu não sei como dizer isso direito, então, eu só vou dizer. Você e eu, nós vamos estar diante de um monte de… Você sabe… Merdas pessoais.  oh, Deus, ele realmente esperava que ela mantivesse a gravidez. ― Podemos   muito bem começar a ser totalmente honesto um com o outro agora. Seja o que for, eu não vou julgar. Depois de toda a porcaria que eu fiz na minha vida, eu não estou julgando ninguém por nada.

Layla respirou fundo.

 ― Tudo bem… Bem, Payne veio e me viu na noite passada.

Ele franziu a testa novamente.

 ― E…

―  Bem, ela disse que podia ser capaz de fazer algo pela gravidez. Ela não tinha certeza se iria funcionar, mas não achei que ela iria me machucar.

Uma pontada de medo fez o peito de Qhuinn apertar seu coração. V e Payne tinham essa coisa sobre eles que não eram deste mundo. E isso
era legal. Mas não em torno de seu rebento, pelo amor de Deus, a mão de V matava tudo que tocava…

 Ela pegou a mão dela e colocou-a na minha barriga, bem onde o bebê estava… A sensação era de diarreia, o sangue subiu para a cabeça de Qhuinn, bateu duro.

 ― Oh, Deus!

― Não, não… ― ela disse para ele ― Não foi ruim! Parecia… Bom, na verdade. Eu estava… Banhada na luz que fluiu através de mim, fortalecendo-me. Curando-me. Era focado no meu abdômen, mas foi muito mais longe do que isso. Depois disso, no entanto, eu fiquei tão preocupada com ela. Ela caiu no chão ao lado da cama… ― Layla fez sinal para o chão. ― Mas então eu perdi a consciência. Devo ter dormido por um longo tempo. Quando eu finalmente acordei, foi quando eu me senti… Diferente. No início, eu achava que era porque o aborto tinha parado, porque tinha… Chegado ao fim, de vez. Eu corri para fora e encontrei Blay, e ele me levou para a clínica. Isso foi quando você veio e a doutora Jane disse-nos que… ― a mão de Layla tocou seu abdômen inferior, e depois permaneceu lá. ― Isso foi quando ela nos disse que o nosso bebê ainda está conosco. ― Sua voz quebrou naquele ponto, e ela piscou rapidamente. ― Então, você vê, eu acho que ela salvou a nossa gravidez.

Depois de um longo momento de choque, Qhuinn sussurrou:

 ― Ah… Merda!”

(Traduzido por fãs)

AMANTE FINALMENTE ― Em Caldwell, Nova Iorque, um dos guerreiros vampiros aliado a Irmandade da Adaga Negra, fora  rejeitado por sua própria família de aristocratas, por ser diferente. Ele encontra entre os brutos guerreiros da Irmandade, sua própria identidade. Mas mesmo com a expectativa de ter o nascimento de um filho seu com uma das escolhidas, ele se encontra sozinho. Porque o dono de seu coração é um amor proibido, que nem ele mesmo acredita ser possível…

 

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CIÊNCIAS OU FANTASIA? ESTATUA EGÍPCIA SOBRENATURAL?

NOTÍCIA: CÂMERA GRAVA ANTIGA ESTÁTUA EGÍPCIA GIRANDO SOZINHA EM MUSEU INGLÊS

Assista ao vídeo aqui http://noticias.seuhistory.com/

estatua

Diretores do Museu de Manchester, na Inglaterra, estão ainda procurando uma explicação para um mistério em torno de uma estátua egípcia que, de acordo com imagens de um vídeo (veja abaixo), teria girado 180 graus dentro do vidro em que está exposta.

A estátua de 25 centímetros de altura, de Neb-Sanu, é datada de 1800 a.C, foi encontrada dentro da tumba de uma múmia e está no museu há oito anos. Uma câmera mostra claramente quando a estátua gira em torno do seu eixo durante o dia. À noite, contudo, ela permanece parada.

Campbell Price, um egiptólogo do museu, sugere que forças do passado podem estar atuando sobre a estátua. De acordo com entrevista ao Manchester Evening News ele disse: “eu notei um dia que ela tinha virado. Eu achei aquilo estranho porque eu sou o único que tem a chave do box de vidro em que ela está”

“Eu a coloquei de volta na posição e, no dia seguinte, ela se moveu novamente. Nós colocamos a câmera e, apesar de isso não ser possível ver ao olho nu, você pode ver perfeitamente a rotação no vídeo.”

“No Egito Antigo eles acreditavam que se a múmia é destruída então a estatueta pode servir como um veículo alternativo para o espírito. Talvez isso é o que esteja causando o movimento”, especula o pesquisador.

Contudo, o professor de física Brian Cox, da Universidade de Manchester, apresentou uma explicação mais “terrena”. De acordo com ele, uma diferença de fricção de materiais poderia estar causando o movimento. A estátua, de pedra serpentina, e o vidro da base em que ela está exposta podem provocar uma sutil vibração que faz com que a antiga peça egípcia gire.

Contudo, ao mesmo tempo, o acontecimento é estranho porque a estátua se encontra neste tipo superfície desde que chegou ao museu e ela nunca havia se movido antes. Outra coisa que chama a atenção é que seu movimento segue um círculo perfeito.

SÉRIE HOUSE OF NIGHT – 4° LIVRO – INDOMADA

DE: P. C. CAST E KRISTIN CAST

indomadapag 66 –

    “… Pisquei surpresa, Para a minha melhor amiga. Ela não suportava Aphrodite, mas lá estava ela, oferecendo para Aphrodite um lugar para ficar e com um tom de voz amigável, exatamente como a Stevie Rae que eu conhecia e amava, me senti péssima por ter passado pela cabeça que ela pudesse  agir como morta-viva inumana outra vez.

   – Sério, pode vir comigo – Stevie Rae repetiu e, ao ver que Aphrodite não disse nada, ela acrescentou o que me pareceu muito estranho. – Eu sei o que é fingir. Nos túneis você não tem que fingir.

   Achei que Aphrodite fosse olhar para ela com desprezo e dizer qualquer gracinha sobre os novatos vermelhos e a falta de higiene, mas o que ela disse na verdade me surpreendeu mais do que a oferta de Stevie Rae.

   – Tenho que ficar aqui e fingir que ainda sou novata. Não vou deixar Zoey sozinha, e acho que o gayzinho e as gêmeas cafonas não estão muito amiguinhos dela agora. Mas obrigada, Stevie Rae.

   Sorri para Aphrodite.

   – Viu, você pode ser legal quando quer.

   – Não estou sendo legal. Estou sendo prática. Um mundo cheio de guerra não tem graça nenhuma. Sabe, essa coisa toda de ficar suando e correndo e lutando a matando. Não é uma situação nada propícia para manter os cabelos e as unhas feitas.

   – Aphrodite – eu disse, cansada -, ser legal não é ruim.

   – Diz a rainha dos Anormais – ela satirizou.

   – Ou seja, sua rainha, bonitinha – Stevie Rae disse. Então, ela me deu um abraço forte. – Tchau, Z. Até breve. Prometo.

   Correspondi ao abraço, adorando ver que ela voltara a ter o corpo e o cheiro de antes.

   – Tá, mas eu queria que você não tivesse que ir.

   – Vai dar  tudo certo. Você vai ver – então, ela saiu pela janela. Fiquei olhando enquanto ela rastejava pela parede do dormitório. Foi sinistro, ela parecia um besouro, seu corpo ondulou e praticamente desapareceu…”

INDOMADA – Na Morada da Noite, a escola para vampiros,  Zoey se vê diante de um impasse. Depois de ter perdido o respeito de seus mais chegados amigos, por culpa de suas próprias escolhas se vê sozinha e sem saber como fazer para concertar o estrago. Entre tantos amigos quem vai se aproximar primeiro é sua inimiga Aphrodite. Que terá novas visões que envolvem uma guerra sangrenta entre vampiros e humanos liderada pela Grande Sarcedotiza Neferet, e a morte de Zoey…

E de novo Zoey precisará contar com o apoio de seus amigos.  Apesar de sua lealdade estar sendo contestada, ela tentará  juntar forças para lutar contra um inimigo comum, uma antiga força do mal que será despertada  para destruir tudo…

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ANITA BLAKE – 8,5 CONTO – STRANGE CANDY

DE: LAURELL K. HAMILTON

8,5° conto - A garota enfeitiçada

    “… Ele disse alguma coisa e eu não podia ouvi-lo sobre a batida da música. Eu balancei a cabeça e ele deu um passo mais perto, perto o bastante que o vermelho de sua camisa preencheu a minha visão, mas era melhor do que encarar aquele olhar penetrante. Ele se inclinou sobre mim e eu o senti como uma linha de calor, perto o suficiente para beijar, perto o bastante para tantas coisas. Eu já estava grudada na parede; não havia outro lugar para ir.

     Ele teve que trazer sua boca para  perto do meu rosto, uma parte do seu longo cabelo se movendo contra a minha boca, enquanto ele dizia:

     – Ma petite, faz um longo tempo. – Sua voz, mesmo sobre o barulho, acariciava minha pele como se me tocasse. Ele podia fazer coisas com sua voz que muitos homens não podiam fazer com suas mãos.

     Eu podia sentir o cheiro da sua colônia, picante, exótica, um toque de almíscar. Eu podia quase sentir até o sabor da sua pele na minha língua.  Levou duas tentativas para  que eu conseguisse dizer:

     – Não tanto tempo assim.

  Ele recostou seu rosto contra o meu cabelo, muito delicadamente.

    – Você esta feliz em me ver, ma petite, posso sentir o seu coração agitado.

    – Estou aqui a trabalho. – Eu disse, mas minha voz estava ofegante. Eu geralmente era melhor do que isso perto  dele, mas três meses de celibato, três meses de nada e estar perto dele fica pior. Droga, porque tinha que ficar pior?

     – É claro que você está.

   Eu tive o bastante. Eu coloquei uma mão naquele peito coberto de cetim e empurrei. Vampiros podiam fazer flexões com pequenos caminhões, por isso ele não precisava ter deixado empurrá-lo, mas ele deixou. Ele me deu espaço, e então moveu sua boca, como que se ele tivesse falado alguma coisa, mas eu não podia ouvi-lo sobre a música e o barulho da multidão.

     Eu balancei minha cabeça e suspirei. Nós teríamos que ir para o escritório para que eu pudesse ouvi-lo.

     Ficar sozinha com ele não era a melhor ideia, mas eu queria encontrar Amy Mackenzie e o vampiro que ela iria levar a morte. Eu abri a porta sem olhar para ele. O fotografo tirou fotos enquanto nós entravamos pela porta. Ele devia estar tirando fotos quando Jean- Claude praticamente  me prensou na parede. Eu apenas não tinha notado…”

A GAROTA ENFEITIÇADA PELA MORTE – Anita Blake, executora de vampiros e levantadora de mortos-vivos. Os zumbis.

Depois de alguns meses, afastada de seus amantes, Anita teve que recorrer ao mais sedutor de todos os seus namorados, o vampiro Jean-Claude, para que ele a ajudasse a descobrir quem é o vampiro que esta sendo caçado pela família de sua namorada, por  suspeita de que ele vá transformá-la também em um vampiro.

O trabalho dela é simples, identificar o vampiro suspeito e evitar uma tragédia, a da execução dele mesmo, se transformar a menina antes de completar dezoito anos.  Mas o que ela não contava era ter que lutar contra o seu pior inimigo:

O desejo.

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HUSH, HUSH – 4° LIVRO – FINALE

DE: BECCA FITZPATRICK

finale

     “… – Belo carro – eu disse.

     – Dá conta do recado.

     – Assim como o meu Volkswagen, que custou consideravelmente menos.

     – É preciso mais do que quatro rodas para ser um carro.

     Ung.

     – Então – eu disse, batendo o pé. – O que é tão urgente?

     – Ainda está namorando aquele anjo caído?

     Era a terceira vez em três horas que ele me perguntava isso. Duas vezes por mensagem, e agora cara a cara. Meu relacionamento com Patch tinha passado por altos e baixos, mas a direção atual era positiva. Ainda tínhamos nossos problemas, contudo. Em um mundo onde Nephilim e anjos caídos preferiam morrer a sorrir um para o outro, namorar um anjo caído definitivamente estava fora de questão.

     Eu me endireitei um pouco mais e disse:

     – Você sabe.

     – Está tomando cuidado?

     – Discrição é o meu lema. – Patch e eu não precisávamos que Dante nos dissesse que era sensato não fazermos muitas aparições públicas juntos. Nephilim e anjos caídos nunca precisaram de uma desculpa para ensinar uma lição uns aos outros, e as tensões raciais entre os dois grupos estavam esquentando mais a cada dia que passava. Era outono, outubro, para ser exata, e o mês judaico do Cheshvan era em alguns dias.

     A cada ano, durante o Cheshvan, anjos caídos possuíam multidões de corpos Nephilim. Anjos caídos têm passe livre para fazer o que bem entenderem, e já que essa era a única vez durante o ano em que eles realmente conseguiam sentir sensações físicas, a criatividade deles não conhecia limites. Eles vão atrás de prazer, dor, e tudo entre os dois, brincando de parasitar os seus hospedeiros Nephilim. Para os Nephilim, o Cheshvan é uma prisão infernal.

     Se Patch e eu fôssemos vistos apenas de mãos dadas pelos indivíduos errados, nós pagaríamos de um jeito ou de outro.

    – Vamos falar sobre a sua imagem – disse Dante. – Precisamos gerar uma atenção positiva sobre o seu nome. Levantar a confiança dos Nephilim em você.

     Eu estalei os dedos teatralmente.

     – Não odeia quando sua taxa de aprovação está baixa?

     Dante franziu o rosto.

     – Isso não é piada, Nora. Cheshvan começa em pouco mais de 72 horas, e isso significa guerra. Anjos caídos de um lado, e nós do outro. Tudo está em suas mãos, você é a líder do exército Nephilim.

     Uma náusea instalou-se no meu estômago. Eu não tinha exatamente solicitado o cargo. Graças a meu falecido pai, um homem verdadeiramente doente, eu tinha sido forçada a herdar o posto. Fiz um juramento de sangue a fim de liderar seu exército, e a falha em fazê-lo resultaria em minha morte,  e na morte de minha mãe.

     Sem pressão alguma.

     – Apesar de nossas precauções, há boatos de que está namorando um anjo caído, e que sua lealdade está dividida.

     – Eu estou namorando um anjo caído.

     Dante revirou os olhos.

     – Acha que pode dizer isso mais alto?

     Eu dei de ombros. – Se for isso que realmente quer. –  Então eu abri a boca, mas Dante estava ao meu lado em um instante, cobrindo-a.

     – Eu sei que isso te mata, mas você poderia facilitar o meu trabalho só desta vez? – ele murmurou no meu ouvido, olhando ao redor para as sombras com uma inquisição óbvia, mesmo eu tendo certeza de que estávamos sozinhos. Eu só era uma Nephilim pura há 24 horas, mas confiava no meu novo e afiado sexto sentido. Se houvesse algum bisbilhoteiro a espreita, eu saberia.

     – O que você tem em mente? – perguntei quando ele baixou a mão.

     – Namore Scott Parnell.

     Scott Parnell tinha sido o primeiro Nephilim  com quem eu fiz amizade, na tenra idade de cinco anos. Eu não soubera nada sobre sua verdadeira identidade naquela época, mas nos últimos meses ele tinha tomado o posto, primeiramente, de meu algoz, então de meu parceiro no crime, e, eventualmente, de meu amigo. Não havia segredos entre nós. Igualmente, não havia romance ou química.

     Eu dei risada.

     – Assim você me mata, Dante.

     – Seria apenas para mostrar.  Pelo bem das aparências – ele explicou. – Só até nossa raça começar a gostar de você. Você só é Nephilim há um mísero dia. Ninguém te conhece. As pessoas precisam de uma razão para gostar de você. Temos que deixá-los confortáveis para confiarem em você.

     – Não posso namorar Scott, – disse a Dante. –  A Vee gosta dele.

     Dizer que Vee tem sido azarada no amor seria otimismo. Nos últimos seis meses ela, se apaixonou por um predador narcisista e por um traidor asqueroso. Não era surpresa alguma que, seus dois relacionamentos a terem feito duvidar seriamente de seus instintos amorosos. Ela tem, inequivocamente, se recusado até mesmo a sorrir para o sexo oposto… Isso até Scott chegar. No começo da noite passada, poucas horas antes de meu pai ter me coagido a me transformar em um Nephilim pura, para que eu pudesse controlar seu exército, Vee e eu tínhamos ido ao Devil’s Handbag para ver Scott tocar baixo em sua nova banda, a Serpentine, e ela não tinha parado de falar sobre ele. Aparecer e roubar Scott agora, mesmo que fosse um truque, seria o maior dos golpes baixos.

     – Não seria de verdade – repetiu Dante. – Como se isso se tornasse tudo formidável.

     – Vee ficaria sabendo disso?

     – Não exatamente. Você e Scott teriam que ser convincentes. Seria desastroso se isso vazasse, então gostaria de limitar a verdade entre nós três.

     Eu fiz aquele negócio de colocar as mãos no quadril, tentando ser firme e inflexível.

    – Então você vai precisar escolher outra pessoa. – Eu não estava enamorada pela ideia de fingir namorar um Nephilim para elevar minha popularidade. De fato, parecia um desastre preste a acontecer, mas eu queria deixar essa bagunça para trás. Se Dante achava que um namorado Nephilim me daria mais credibilidade, então que fosse. Não seria de verdade. Obviamente que Patch não ficaria animado, mas um problema por vez, certo?

     A boca de Dante se comprimiu em uma linha, e ele fechou os olhos brevemente. Invocando paciência.

     – Ele precisa ser respeitado na comunidade Nephilim, – disse Dante, pensativamente, por fim. – Alguém com quem os Nephilim possam imaginar a líder deles.

     Fiz um gesto de impaciência.

    – Ótimo. Só jogue outra pessoa que não o Scott em cima de mim.

     – Eu.

     Eu recuei.

     – Perdão. O que? Você?…”

(Traduzido por fãs)

FINALE – Nora Grey se tornara líder dos Nephilim, num juramento de sangue, que fora obrigada a fazer ao seu pai,  o Mão Negra,  antes dele morrer.

Correndo contra o tempo Nora tem que decidir liderar ou não seu povo para  a guerra contra os anjos caídos, já que a Cheshvan estava preste a começar. Mas para isso precisa adquirir força, agilidade, e ser forte. Tão forte quanto qualquer Nephilim, e fazer com que eles confiassem nela.

Dante a mão direita do Mão Negra, ofereceu-se a treinar Nora para ser uma grande guerreira. Apesar dela não suportá-lo estava disposta a fazer qualquer coisa para conquistar o povo Nephilim. Nem que para isso tivesse que utilizar as forças do mal, mentir para todo mundo e enganar Patch… Mas todo o cuidado era pouco,  entre os anjos caídos ou Nephilim existia um traidor e Nora corria grande perigo.

Scott tinha jurado proteger Nora, ao seu pai, mesmo depois dele morto. Mas desconfiava quem poderia tê-lo matado, apesar de que só Patch e Nora sabiam a verdade.

E sendo um anjo caído será se Patch estaria disposto a fazer tudo por ela, ou teria ele outros interesses?

Entre humanos, Arcanjos, Nephilim e anjos caídos… Decidir quem era seu verdadeiro aliado,  ou não, nessa batalha, poderia lhe custar à vida. Se ela falhasse…  mataria não só a ela e sua mãe, sucumbiriam todos os Nephilim…

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NIGHT PRINCE -1° livro – ONCE BURNED

DE: JEANIENE FROST

once burned

     “… – Tudo bem – eu disse, tentando soar dócil. – Você está me machucando – eu acrescentei para ver se aquilo o faria afrouxar os braços que me prendiam.

     Funcionou. Então meu captor não era cruel como Jackal ou os outros. Sem  aquele aperto resistente me cimentando no lugar, eu fui capaz de me afastar o suficiente para olhar atrás de mim.

     O vampiro que me agarrou era Afro-Americano musculoso que vi falando com Vlad hoje mais cedo. Acho que o incendiário chegou com reforços, mas me manter refém não era parte de nosso acordo. O homem  me olhou de cima abaixo, fazendo careta quando o seu olhar seguiu a cicatriz que descia em ziguezague da minha têmpora até minha mão direita.

    Eu estava tão acostumada com aquela reação de pena: não extraia nenhuma dor de autoconsciência. No momento, eu estava grata por cada vantagem que tinha vinda de compaixão induzida.

     – Acho que torci meu tornozelo, – eu disse, levantando o pé do chão para dar mais efeito. Hey eu estava ficando melhor nessa coisa de mentir! – Você podia olhar?

      O vampiro me soltou, começando a ajoelhar do jeito que eu esperava, sua atenção estava em meu tornozelo quando eu o estendi, me inclinando para frente como se eu tivesse problema de equilíbrio. Um toque da minha mão direita em sua cabeça deveria incapacitá-lo tempo suficiente para eu fugir. Eu estiquei a mão…

     – Toque nele e eu revogo minha promessa de não lhe ferir.

    A voz de Vlad cortou o ar da noite, congelando a minha mão a um centímetro do seu objetivo. O outro vampiro se levantou imediatamente, ficando novamente alerta. Merda! Gritei silenciosamente. Como Vlad sabia o que eu ia fazer?

     – Do mesmo jeito que eu sabia que você estava me espionando antes, – ele respondeu com divertimento sarcástico. – Você tem suas habilidades incomuns. Eu tenho as minhas, e ler mentes é uma delas.

     Ler mentes. Não é de se admirar que ele fosse capaz de me ouvir quando estabeleci uma ligação com ele! Lentamente eu virei em direção a sua voz. Chamas ainda saiam  pela janela do hotel iluminando Vlad com um brilho laranja. Ele caminhou em nossa direção enquanto arrastava alguém que estava tão coberto de fuligem e crostas que eu não podia dizer qual dos meus captores ele era.

     – Onde estão os outros? – eu perguntei, tentando soar calma.

     Suas feições estavam brumosas por causa da fumaça e das sombras, mas captei um  vislumbre de dentes brancos

     – Cinzas.

     Seu prisioneiro tentou escapar, mas Vlad o segurou com mais força até seus dedos desaparecerem na carne escurecida debaixo deles. Eu desviei o olhar, meu estômago revirando. Sirenes puderam ser ouvidas sobre os murmúrios das pessoas que vinham dos seus quartos do hotel para encarar abobadas, o fogo. Vlad não estava perturbado, como se atear fogo em um quarto de hotel e então conter um vampiro queimado fosse o que ele normalmente fazia em uma quinta a noite.

     – Você tem o que queria – eu disse, ainda tentando soar controlada – agora mantenha sua palavra em nosso acordo e deixe-me ir.

     Aquele olhar esmeralda parecia me atravessar. – Eu concordei em não te ferir. Quanto a deixar você ir, eu irei… depois de termos uma conversa mais detalhada.

     O desespero caiu em mim. A ideia de Vlad ter uma conversa detalhada provavelmente significava tortura seguida de execução. Eu deveria saber que alguém que queimava, de forma insensível, várias pessoas até a morte não iria honrar sua palavra em me deixar ir. Mas inacreditavelmente eu ouvi a voz de Marty acima do barulho das sirenes.

     – Corra Frankie, corra!

     Vlad virou em direção ao som bem a tempo de ver Marty ir em direção a ele com se tivesse sido lançado de um canhão. Eu me perguntei por que ele não tinha feito nada quando fui sequestrada, mas ele devia ter me seguido e ficado escondido até achar que tinha a melhor chance de me resgatar. O problema era que, essa não era a melhor chance.

     Tudo pareceu acontecer em câmara lenta ao invés de acelerado dessa vez. O parceiro de Vlad sacou uma faca de prata e me empurrou para o chão. Vlad não fez nenhuma tentativa para evitar o ataque de Marty, mas continuou segurando o vampiro queimado e ampliou sua postura com se desafiasse Marty a derrubá-lo. Estava escuro, mas acho que vi a expressão determinada de Marty um instante antes de seu corpo colidir com o de Vlad. Como se estivesse presa em um pesadelo, vi Vlad absorver o impacto enquanto permanecia de pé, sua mão mortífera que estava livre irrompeu em chamas quando ele esticou para o meu amigo.

     – Não! – eu gritei.

   Ao invés de correr como Marty mandou, eu me atirei sobre Vlad. Minha mão direita pousou em sua perna, o desespero fazendo aquelas odiosas correntes internas saindo de mim para ele com mais poder que o normal.

    Com o meu pânico e a voltagem que canalizei no soquete de luz, Vlad deveria ser jogado do outro lado do estacionamento. Ao invés disso, ele permaneceu onde estava. O único efeito foi um tremor que o moveu e o cheiro de ozônio que superou brevemente o cheiro  da fumaça. Aquela mão em chamas agarrou Marty antes que eu registrasse que ele se moveu e então a cabeça negra de Vlad se virou em minha direção, olhos brilhantes cor de esmeralda encontrando o meu olhar chocado.

     – Isso  – ele disse de forma articulada, – Foi grosseiro.

    A visão dele contendo dois vampiros, que se debatiam , foi a última coisa que vi antes da minha visão ficar cinza…”

(Traduzido por fãs) Equipe Night Huntress de tradução.

 ONCE BURNED –  Ou, Uma vez Queimado. – Leila conhecida como Frankie era uma garota de circo, passava a maior parte do tempo se exercitando com Marty, para manter a forma nos trampolins.

Quando criança sofrerá um terrível acidente, que quase a levou a morte. Mas quando se recuperou  ela descobriu que tinha adquirido algumas  habilidades estranhas…

Vlad Tepesh, um dos vampiros mais temidos de todos os tempos. O empalador, citado em velhas histórias de terror, como Drácula. Mas que não o chamassem de Drácula, se tivesse amor à vida. Vlad tem a habilidade de controlar o fogo e tem um temperamento explosivo. São poucos os inimigos que conseguem enfrentá-lo e não sair tostado. Até aparecer uma mortal com poderes  mais impressionantes que os seus… Ela fora capturada por seus inimigos e usada para destruí-lo. Mas o que eles não contavam era que, quando Vlad e Leila se encontrassem seus poderes iriam consumi-los em uma grande atração.

Mas será se esta atração que se incendeia entre eles será suficiente para unir suas forças e derrotar um velho e poderoso inimigo de Vlad?

QUER SABER MAIS? ACESSE:   http://jeanienefrost.com/

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